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Fris-Moldu-Car faz 50 anos em busca de um futuro


Luciele Velluto
Do Diário do Grande ABC

11/02/2008 | 07:22


Uma das principais empresas de autopeças do Grande ABC completa 50 anos nesta segunda-feira. A Fris-Moldu-Car, de São Bernardo, não apresenta apenas uma história de pioneirismo em sua área, mas também de problemas trabalhistas e uma quase falência no último ano.

A empresa, que está há 45 anos no Bairro de Rudge Ramos, começou em 1958 no tradicional Bairro do Ipiranga, em São Paulo.

E foi lá que passou um de seus mais ilustres funcionários: Luiz Inácio Lula da Silva. Na época, aprendiz do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), o hoje presidente da República trabalhou na linha de produção por 11 meses.

Porém, também foi lá em que Lula perdeu o seu dedo mindinho durante uma madrugada de trabalho em uma das prensas, após seu colega de máquina ter dormido e soltado o braço do equipamento –, que fechou na mão do futuro sindicalista e presidente. Na época, Lula tinha 19 anos.

Do período, apenas um dos tornos com que Lula trabalhou está lá como recordação. Logo depois do fato, a empresa se mudou para seu atual endereço na cidade de São Bernardo.

No final dos anos 1970 e começo dos 1980, a autopeças atingiu sua fase mais próspera, trabalhando para as principais montadoras do País – Ford, Volkswagen, GM e Fiat – e empregando 2.500 metalúrgicos.

Hoje, a Fris luta para voltar a operar depois de permanecer quase um ano fechada por causa de pendências trabalhistas. Em fevereiro de 2007, os 370 trabalhadores paralisaram a empresa, que só conseguiu retomar suas atividades em janeiro deste ano.

A fase mais difícil que a empresa passou começou em setembro de 2006, quando perdeu seu contrato com a General Motors, após uma greve de trabalhadores.

A montadora era responsável por 53% do faturamento da Fris e os produtos feitos na fábrica abasteciam não somente a planta da automobilística de São Caetano, mas de toda a América Latina.

Retorno - Atualmente, a Fris-Moldu-Car passa por um processo de recuperação judicial. Desde o início de janeiro, a companhia está operando com cerca de 25 funcionários como sistemistas – contratada por outras empresas do mesmo ramo para dar conta da demanda do setor automotivo.

Hoje, já são quatro contratos para fornecimento a essas empresas. Entretanto, nenhum negócio direto com montadora foi retomado.

“Empresas como a Fiat e a Honda já se interessam em voltar a negociar com a Fris, mas enquanto os atuais contratos não se encerrarem, não há como retomar a parceria”, afirma José Roberto Ferreira Riviello, administrador da Fris.

Sindicato - Para o Sindicato dos Metalúrgicos do Grande ABC, que travou uma batalha com a empresa no ano passado pelos direitos dos trabalhadores, a Fris-Moldu-Car não tem o que comemorar.

“Ninguém recebeu nada ainda e nem sabe quando”, contesta José Paulo da Silva Nogueira, diretor da entidade. Dos 370 empregados antes da paralisação, apenas cinco foram convocados para retomar seus postos de trabalho.



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Fris-Moldu-Car faz 50 anos em busca de um futuro

Luciele Velluto
Do Diário do Grande ABC

11/02/2008 | 07:22


Uma das principais empresas de autopeças do Grande ABC completa 50 anos nesta segunda-feira. A Fris-Moldu-Car, de São Bernardo, não apresenta apenas uma história de pioneirismo em sua área, mas também de problemas trabalhistas e uma quase falência no último ano.

A empresa, que está há 45 anos no Bairro de Rudge Ramos, começou em 1958 no tradicional Bairro do Ipiranga, em São Paulo.

E foi lá que passou um de seus mais ilustres funcionários: Luiz Inácio Lula da Silva. Na época, aprendiz do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), o hoje presidente da República trabalhou na linha de produção por 11 meses.

Porém, também foi lá em que Lula perdeu o seu dedo mindinho durante uma madrugada de trabalho em uma das prensas, após seu colega de máquina ter dormido e soltado o braço do equipamento –, que fechou na mão do futuro sindicalista e presidente. Na época, Lula tinha 19 anos.

Do período, apenas um dos tornos com que Lula trabalhou está lá como recordação. Logo depois do fato, a empresa se mudou para seu atual endereço na cidade de São Bernardo.

No final dos anos 1970 e começo dos 1980, a autopeças atingiu sua fase mais próspera, trabalhando para as principais montadoras do País – Ford, Volkswagen, GM e Fiat – e empregando 2.500 metalúrgicos.

Hoje, a Fris luta para voltar a operar depois de permanecer quase um ano fechada por causa de pendências trabalhistas. Em fevereiro de 2007, os 370 trabalhadores paralisaram a empresa, que só conseguiu retomar suas atividades em janeiro deste ano.

A fase mais difícil que a empresa passou começou em setembro de 2006, quando perdeu seu contrato com a General Motors, após uma greve de trabalhadores.

A montadora era responsável por 53% do faturamento da Fris e os produtos feitos na fábrica abasteciam não somente a planta da automobilística de São Caetano, mas de toda a América Latina.

Retorno - Atualmente, a Fris-Moldu-Car passa por um processo de recuperação judicial. Desde o início de janeiro, a companhia está operando com cerca de 25 funcionários como sistemistas – contratada por outras empresas do mesmo ramo para dar conta da demanda do setor automotivo.

Hoje, já são quatro contratos para fornecimento a essas empresas. Entretanto, nenhum negócio direto com montadora foi retomado.

“Empresas como a Fiat e a Honda já se interessam em voltar a negociar com a Fris, mas enquanto os atuais contratos não se encerrarem, não há como retomar a parceria”, afirma José Roberto Ferreira Riviello, administrador da Fris.

Sindicato - Para o Sindicato dos Metalúrgicos do Grande ABC, que travou uma batalha com a empresa no ano passado pelos direitos dos trabalhadores, a Fris-Moldu-Car não tem o que comemorar.

“Ninguém recebeu nada ainda e nem sabe quando”, contesta José Paulo da Silva Nogueira, diretor da entidade. Dos 370 empregados antes da paralisação, apenas cinco foram convocados para retomar seus postos de trabalho.

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