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Viajar e amadurecer

Com nova temporada do ‘Vai Pra Onde?’ no ar, Bruno De Luca explora o Líbano


Vinícius Castelli

26/07/2018 | 07:00


Ver, sentir, vivenciar o mundo e outras culturas podem ser das mais ricas experiências do ser humano. E é isso o que tem acontecido com o apresentador Bruno De Luca, 36 anos, do programa Vai Pra Onde?.

Há 11 anos no ar mostrando diversos destinos do planeta, Bruno acaba de estrear temporada com oito episódios em que conta recente passagem pelo Líbano, no Oriente Médio, local de muito conflito nos anos 1970 e 1980. É possível assistir à atração às quartas-feiras, às 18h, no canal Multishow.

“O programa promete. É um país (Líbano) diferente e há uma imagem errada dele. A impressão, quando se chega lá, é muito boa. Vimos um lugar sobrevivente da guerra”, explica Bruno ao Diário. Ele conta que os jovens lá falam que é um país respeitoso com as diferenças das pessoas. “Você vê meninas com véu e sem véu andando. As pessoas estão nos bares, nas ruas, passeando. fazendo coworking”, diz ele, que afirma ter se sentido mais seguro lá do que no Rio de Janeiro. “As pessoas nos explicaram que não tem guerra civil nem assaltos. E quando acontece algo a população se junta e resolve”, ressalta.

Bruno diz que a experiência de viajar – já são 50 países visitados – fez com que se tornasse alguém melhor. Ele destaca que algo aconteceu durante uma visita à Tailândia, há cerca de cinco anos. “Foi quando me despertou a relação do ser humano. Foi incrível chegar lá e ver aquele povo que é ‘zero’ revoltado. Eles acham que tudo que acontece é algo que Deus quis. Aceitam melhor as coisas e têm visão muito positiva”, afirma.

Bruno conta que a viagem fez com que abrisse os olhos até para suas pequenas reclamações. “Gosto do outro, antes que ele precise me provar algo. Fiquei mais aberto e menos estressado. É aquele tipo de viagem que você volta questionando ‘por que eu era assim até outro dia atrás?’”, reflete. “Quando viajo volto menos preconceituoso. Julgo menos as pessoas. Todos temos problemas”, explica.

Antes disso, Bruno conta que gravava mais rápido os programas. “Chega uma hora em que a cabeça só pensa em curtição. Eu queria aproveitar. Hoje sou mais focado na Cultura, histórias, política dos lugares. Teve uma mudança em mim como apresentador. Gosto de curtir o dia. Gravo bem mais cedo do que antigamente, ” diz.

Ao longo dos anos percebeu que, apesar de o Brasil ser um País multicultural e com gente de tantos lugares, ainda tem povo com a cabeça fechada. “A gente é um País que todo mundo é descendente de alguma outra cultura. Eu sou de italiano. Difícil ver alguém brasileiro mesmo. A gente deveria ser mais mente aberta. Quem não está nos nosso padrões a gente acha que está errado.”

Bruno conta que na viagem ao Líbano percebeu como os libaneses respeitam os brasileiros. “Eles chamam para a casa deles e conquistam com a comida. Tem aquela mesa com tanta coisa para comer que nem tem espaço para o copo”, diz. Ele conta que sua equipe passava por alguns pontos de checagem de documentos e quando viam que eram brasileiros até brincavam. “Gostam de nós. Sempre falam que tem algum parente no Brasil, falam de cidades que eu mesmo nunca fui”, diverte-se.

Qual será o próximo destino do Vai Pra Onde? Ele diz ainda não saber. Antes dava pitaco. Hoje deixa o diretor decidir, mas confessa estar torcendo para que seja Japão ou Canadá, que ele ainda não conhece. 



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Com nova temporada do ‘Vai Pra Onde?’ no ar, Bruno De Luca explora o Líbano

Vinícius Castelli

26/07/2018 | 07:00


Ver, sentir, vivenciar o mundo e outras culturas podem ser das mais ricas experiências do ser humano. E é isso o que tem acontecido com o apresentador Bruno De Luca, 36 anos, do programa Vai Pra Onde?.

Há 11 anos no ar mostrando diversos destinos do planeta, Bruno acaba de estrear temporada com oito episódios em que conta recente passagem pelo Líbano, no Oriente Médio, local de muito conflito nos anos 1970 e 1980. É possível assistir à atração às quartas-feiras, às 18h, no canal Multishow.

“O programa promete. É um país (Líbano) diferente e há uma imagem errada dele. A impressão, quando se chega lá, é muito boa. Vimos um lugar sobrevivente da guerra”, explica Bruno ao Diário. Ele conta que os jovens lá falam que é um país respeitoso com as diferenças das pessoas. “Você vê meninas com véu e sem véu andando. As pessoas estão nos bares, nas ruas, passeando. fazendo coworking”, diz ele, que afirma ter se sentido mais seguro lá do que no Rio de Janeiro. “As pessoas nos explicaram que não tem guerra civil nem assaltos. E quando acontece algo a população se junta e resolve”, ressalta.

Bruno diz que a experiência de viajar – já são 50 países visitados – fez com que se tornasse alguém melhor. Ele destaca que algo aconteceu durante uma visita à Tailândia, há cerca de cinco anos. “Foi quando me despertou a relação do ser humano. Foi incrível chegar lá e ver aquele povo que é ‘zero’ revoltado. Eles acham que tudo que acontece é algo que Deus quis. Aceitam melhor as coisas e têm visão muito positiva”, afirma.

Bruno conta que a viagem fez com que abrisse os olhos até para suas pequenas reclamações. “Gosto do outro, antes que ele precise me provar algo. Fiquei mais aberto e menos estressado. É aquele tipo de viagem que você volta questionando ‘por que eu era assim até outro dia atrás?’”, reflete. “Quando viajo volto menos preconceituoso. Julgo menos as pessoas. Todos temos problemas”, explica.

Antes disso, Bruno conta que gravava mais rápido os programas. “Chega uma hora em que a cabeça só pensa em curtição. Eu queria aproveitar. Hoje sou mais focado na Cultura, histórias, política dos lugares. Teve uma mudança em mim como apresentador. Gosto de curtir o dia. Gravo bem mais cedo do que antigamente, ” diz.

Ao longo dos anos percebeu que, apesar de o Brasil ser um País multicultural e com gente de tantos lugares, ainda tem povo com a cabeça fechada. “A gente é um País que todo mundo é descendente de alguma outra cultura. Eu sou de italiano. Difícil ver alguém brasileiro mesmo. A gente deveria ser mais mente aberta. Quem não está nos nosso padrões a gente acha que está errado.”

Bruno conta que na viagem ao Líbano percebeu como os libaneses respeitam os brasileiros. “Eles chamam para a casa deles e conquistam com a comida. Tem aquela mesa com tanta coisa para comer que nem tem espaço para o copo”, diz. Ele conta que sua equipe passava por alguns pontos de checagem de documentos e quando viam que eram brasileiros até brincavam. “Gostam de nós. Sempre falam que tem algum parente no Brasil, falam de cidades que eu mesmo nunca fui”, diverte-se.

Qual será o próximo destino do Vai Pra Onde? Ele diz ainda não saber. Antes dava pitaco. Hoje deixa o diretor decidir, mas confessa estar torcendo para que seja Japão ou Canadá, que ele ainda não conhece. 

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