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Vandalismo inviabiliza um quarto das lixeiras na região

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Juliana Stern
especial para o Diário

02/07/2018 | 07:07


Moradores de quatro municípios da região sentem falta de lixeiras nas ruas das cidades. Juntas, Santo André, São Bernardo e São Caetano, contabilizam 9.476 equipamentos instalados, mas pelo menos 25% deles são inviabilizados por vandalismo ao ano.

Um dos pontos onde a falta de papeleiras é destacada pelos munícipes é no encontro do Viaduto Adib Chammas com a Avenida dos Estados, em Santo André. Apesar de ser uma avenida, o fluxo de pessoas é grande e a única lixeira existente está quebrada. Segundo o ambulante Thiago Roque, 29 anos, que trabalha há três anos no local, os pedestres que passam por ali acabam jogando o resíduo no chão. “Trago uma sacolinha para o meu lixo e acabo juntando o dos outros também. Passa muita gente por aqui. Deveria ter mais uma (papeleira) pelo menos”, considera.

Na Vila Vivaldi, em São Bernardo, os moradores encontram o mesmo cenário. Alguns, entretanto, mostram conscientização sobre o descarte de resíduos. “Meu sofrimento eterno é andar com lixo no bolso, porque não tem lixeira na rua”, diz a estudante de cursinho Letícia Siqueira, 21.

A população do Jardim Sonia Maria, em Mauá, também sofre com o número insuficiente de lixeiras nas ruas, segundo os locais. “Sempre chego em casa com papéis no bolso. Sinto muita falta de mais lixeiras”, conta a operadora de telemarketing Barbara Souza, 20. Mauá, entretanto, não informou a quantidade de equipamentos disponíveis.

Das mais de 9.476 papeleiras instaladas nas três cidades (Santo André, São Bernardo e São Caetano), em torno de 2.350 são vandalizadas ao ano, conforme levantamento das prefeituras encaminhado ao Diário.

São Bernardo, que possui 3.000 lixeiras espalhadas pelo município, tem o maior índice de depredação: 40% dos equipamentos precisam ser consertadas ou substituídos ao ano. Na sequência aparece Santo André, onde o percentual de vandalismo varia entre 15 e 20% por ano, causando um gasto de R$ 170 mil à administração. Já São Caetano apresenta a menor taxa de substituição anual – 12% dos 1.800 pontos de descarte.

Para o professor da Faculdade de Gestão e Direito da Universidade Metodista de São Paulo Luiz Silvério, a alta frequência com que as papeleiras são alvo de depredações nas cidades é consequência da falta de conscientização do cidadão. “A população não sente que o que é público pertence a ela, seja uma placa, um outdoor ou uma lixeira. E esse sentimento não existe porque as pessoas veem muito descaso do próprio poder público com o patrimônio”, explica.

Ainda segundo Silvério, o problema só será amenizado se os municípios se empenharem no trabalho de conscientização. “O processo de informação é lento, mexe com a cultura das pessoas. Precisa de paciência para que a população entenda que o investimento da Prefeitura é para as pessoas. O Consórcio (Intermunicipal do Grande ABC) poderia ser usado para uma ação regional neste assunto”, cobra o especialista. 



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Vandalismo inviabiliza um quarto das lixeiras na região

Juliana Stern
especial para o Diário

02/07/2018 | 07:07


Moradores de quatro municípios da região sentem falta de lixeiras nas ruas das cidades. Juntas, Santo André, São Bernardo e São Caetano, contabilizam 9.476 equipamentos instalados, mas pelo menos 25% deles são inviabilizados por vandalismo ao ano.

Um dos pontos onde a falta de papeleiras é destacada pelos munícipes é no encontro do Viaduto Adib Chammas com a Avenida dos Estados, em Santo André. Apesar de ser uma avenida, o fluxo de pessoas é grande e a única lixeira existente está quebrada. Segundo o ambulante Thiago Roque, 29 anos, que trabalha há três anos no local, os pedestres que passam por ali acabam jogando o resíduo no chão. “Trago uma sacolinha para o meu lixo e acabo juntando o dos outros também. Passa muita gente por aqui. Deveria ter mais uma (papeleira) pelo menos”, considera.

Na Vila Vivaldi, em São Bernardo, os moradores encontram o mesmo cenário. Alguns, entretanto, mostram conscientização sobre o descarte de resíduos. “Meu sofrimento eterno é andar com lixo no bolso, porque não tem lixeira na rua”, diz a estudante de cursinho Letícia Siqueira, 21.

A população do Jardim Sonia Maria, em Mauá, também sofre com o número insuficiente de lixeiras nas ruas, segundo os locais. “Sempre chego em casa com papéis no bolso. Sinto muita falta de mais lixeiras”, conta a operadora de telemarketing Barbara Souza, 20. Mauá, entretanto, não informou a quantidade de equipamentos disponíveis.

Das mais de 9.476 papeleiras instaladas nas três cidades (Santo André, São Bernardo e São Caetano), em torno de 2.350 são vandalizadas ao ano, conforme levantamento das prefeituras encaminhado ao Diário.

São Bernardo, que possui 3.000 lixeiras espalhadas pelo município, tem o maior índice de depredação: 40% dos equipamentos precisam ser consertadas ou substituídos ao ano. Na sequência aparece Santo André, onde o percentual de vandalismo varia entre 15 e 20% por ano, causando um gasto de R$ 170 mil à administração. Já São Caetano apresenta a menor taxa de substituição anual – 12% dos 1.800 pontos de descarte.

Para o professor da Faculdade de Gestão e Direito da Universidade Metodista de São Paulo Luiz Silvério, a alta frequência com que as papeleiras são alvo de depredações nas cidades é consequência da falta de conscientização do cidadão. “A população não sente que o que é público pertence a ela, seja uma placa, um outdoor ou uma lixeira. E esse sentimento não existe porque as pessoas veem muito descaso do próprio poder público com o patrimônio”, explica.

Ainda segundo Silvério, o problema só será amenizado se os municípios se empenharem no trabalho de conscientização. “O processo de informação é lento, mexe com a cultura das pessoas. Precisa de paciência para que a população entenda que o investimento da Prefeitura é para as pessoas. O Consórcio (Intermunicipal do Grande ABC) poderia ser usado para uma ação regional neste assunto”, cobra o especialista. 

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