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Portinari pinta a realidade brasileira

Marina Brandão Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Bruna Gonçalves
Do Diário do Grande ABC

08/04/2012 | 07:00


Cândido Portinari descobriu o talento para o desenho ainda na infância. Adolescente, ajudou a pintar uma igreja. Naquela época, já tinha decidido: seria artista. Se você nunca ouviu o nome dele terá a oportunidade de saber quem foi. A Sabina Escola Parque do Conhecimento acaba de inaugurar a exposição Cândido Portinari - Vida e Obra.

Nascido em 1903, em Brodowski, interior de São Paulo, mudou-se na juventude para o Rio de Janeiro para estudar na Escola Nacional de Belas Artes. Pintou principalmente problemas sociais - como a seca, pobreza e fome no Nordeste -, rotina de trabalhadores, crianças brincando e meio ambiente.

Para deixar as cores mais fortes e bonitas, Portinari misturava veneno de rato às tintas. Isso o deixou muito doente. Mesmo assim, não desistiu da profissão. Morreu intoxicado em 1962.

EXPOSIÇÃO - A mostra exibe 31 releituras (obras feitas por outros artistas inspiradas nas de Portinari). Em Alegria, criada pelo artista Orbetelli e baseada no original Circo, o público pode escrever as iniciais do nome no espaço embaixo da pintura.

Andrews Pimentel, 9 anos, e Micheli de Sousa, 10, de Santo André, gravaram suas letras lá. Ficaram admirados ao conhecer o trabalho de Portinari. "Gostei dos quadros porque são bem coloridos", diz o menino. Pela primeira vez numa exposição, Micheli achou bonita a homenagem a um artista tão importante.

Além das releituras, os visitantes poderão participar da encenação da obra Café. Dividos em três grupos, vão criar uma pecinha de teatro.

ONDE - Sabina Escola Parque do Conhecimento (Rua Juquiá, tel.: 4422-2001), em Santo André. Aberto ao público aos sábados, domingos e feriados, das 12h às 18h. Ingresso: R$ 5 e R$ 10. Até 26 de agosto.

 

Guerra e paz em Sampa

Guerra e Paz estão entre as obras mais importantes e famosas de Portinari. De 1952 a 1956, o pintor fez os murais gigantescos a pedido do governo brasileiro para presentear a sede da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, nos Estados Unidos.

Os painéis - com cerca de 14 m de altura e 10 m de largura cada - representam triste período histórico: a Segunda Guerra Mundial (que acabou em 1945). Guerra mostra rostos tristes, que lamentam a morte. Paz exibe crianças e trabalhadores que vivem sem violência. Depois de serem restauradas, em 2011, as pinturas ganham exposição em Sampa. Nela, o público também confere documentos históricos, fotos e cartas sobre o trabalho.

ONDE - Memorial da América Latina (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, tel.: 3823-4600). De terça a domingo, das 9h às 18h. Até dia 21. Grátis.

 

Releituras da mostra

O artista plástico Gonçalo Pavanello criou versão interativa para a obra Meninos Soltando Pipas. Das mãos dos garotos pintados saem linhas que levam as pipas presas no teto da exposição. Portinari retratava brincadeiras de rua da época.

 

Rogério Pedro é responsável pela releitura da obra Café - uma das mais conhecidas de Portinari -, na qual acrescentou o pintor (no canto direito) retratando os homens que trabalhavam na colheita. Naquela época, o café era o produto mais importante para o desenvolvimento do Brasil.

 

Menina com Laço ganhou painel feito em grafite pela artista Ale Magrini. Portinari adorava pintar quadros com crianças, deixando-os bem coloridos. Observe o sentimento transmitido pelo olhar da garota.



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Portinari pinta a realidade brasileira

Bruna Gonçalves
Do Diário do Grande ABC

08/04/2012 | 07:00


Cândido Portinari descobriu o talento para o desenho ainda na infância. Adolescente, ajudou a pintar uma igreja. Naquela época, já tinha decidido: seria artista. Se você nunca ouviu o nome dele terá a oportunidade de saber quem foi. A Sabina Escola Parque do Conhecimento acaba de inaugurar a exposição Cândido Portinari - Vida e Obra.

Nascido em 1903, em Brodowski, interior de São Paulo, mudou-se na juventude para o Rio de Janeiro para estudar na Escola Nacional de Belas Artes. Pintou principalmente problemas sociais - como a seca, pobreza e fome no Nordeste -, rotina de trabalhadores, crianças brincando e meio ambiente.

Para deixar as cores mais fortes e bonitas, Portinari misturava veneno de rato às tintas. Isso o deixou muito doente. Mesmo assim, não desistiu da profissão. Morreu intoxicado em 1962.

EXPOSIÇÃO - A mostra exibe 31 releituras (obras feitas por outros artistas inspiradas nas de Portinari). Em Alegria, criada pelo artista Orbetelli e baseada no original Circo, o público pode escrever as iniciais do nome no espaço embaixo da pintura.

Andrews Pimentel, 9 anos, e Micheli de Sousa, 10, de Santo André, gravaram suas letras lá. Ficaram admirados ao conhecer o trabalho de Portinari. "Gostei dos quadros porque são bem coloridos", diz o menino. Pela primeira vez numa exposição, Micheli achou bonita a homenagem a um artista tão importante.

Além das releituras, os visitantes poderão participar da encenação da obra Café. Dividos em três grupos, vão criar uma pecinha de teatro.

ONDE - Sabina Escola Parque do Conhecimento (Rua Juquiá, tel.: 4422-2001), em Santo André. Aberto ao público aos sábados, domingos e feriados, das 12h às 18h. Ingresso: R$ 5 e R$ 10. Até 26 de agosto.

 

Guerra e paz em Sampa

Guerra e Paz estão entre as obras mais importantes e famosas de Portinari. De 1952 a 1956, o pintor fez os murais gigantescos a pedido do governo brasileiro para presentear a sede da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, nos Estados Unidos.

Os painéis - com cerca de 14 m de altura e 10 m de largura cada - representam triste período histórico: a Segunda Guerra Mundial (que acabou em 1945). Guerra mostra rostos tristes, que lamentam a morte. Paz exibe crianças e trabalhadores que vivem sem violência. Depois de serem restauradas, em 2011, as pinturas ganham exposição em Sampa. Nela, o público também confere documentos históricos, fotos e cartas sobre o trabalho.

ONDE - Memorial da América Latina (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, tel.: 3823-4600). De terça a domingo, das 9h às 18h. Até dia 21. Grátis.

 

Releituras da mostra

O artista plástico Gonçalo Pavanello criou versão interativa para a obra Meninos Soltando Pipas. Das mãos dos garotos pintados saem linhas que levam as pipas presas no teto da exposição. Portinari retratava brincadeiras de rua da época.

 

Rogério Pedro é responsável pela releitura da obra Café - uma das mais conhecidas de Portinari -, na qual acrescentou o pintor (no canto direito) retratando os homens que trabalhavam na colheita. Naquela época, o café era o produto mais importante para o desenvolvimento do Brasil.

 

Menina com Laço ganhou painel feito em grafite pela artista Ale Magrini. Portinari adorava pintar quadros com crianças, deixando-os bem coloridos. Observe o sentimento transmitido pelo olhar da garota.

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