
Novo laudo divulgado pelo IML (Instituto Médico Legal) nesta segunda-feira revela que a menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, 5 anos, foi vítima de maus-tratos, o que teria contribuído para o agravamento do estado de saúde dela. Ela morreu no dia 13 de agosto após ficar quase um mês em coma em um hospital na Zona Sul do Rio.
O laudo aponta que Joanna veio a falecer em decorrência de uma meningite viral desenvolvida a partir de herpes. De acordo com o documento, as lesões semelhantes a queimaduras que a menina tinha nas nádegas foram causadas por substância química ou ação física. Já as cicatrizes e feridas pelo corpo foram, segundo o laudo, provocadas por traumas.
A mãe da vítima, Cristiane Marcenal, acusa o pai da menina, André Rodrigues Marins, de ser o autor das marcas. André possuía a guarda provisória da filha na época em que ela foi internada. Ele nega que tenha agredido a criança.
De acordo com o delegado Luiz Henrique Marques, da Dcav (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima), responsável pelas investigações sobre o caso, o inquérito deve ser concluído até quinta-feira (14).
O caso — Joanna morreu no dia 13 de agosto, no Rio de Janeiro. Ela havia sido atendida depois de supostos maus-tratos do pai no hospital Rio Mar, na Zona Oeste, por Alex Sandro da Cunha Souza, um estudante de medicina que apresentava documentação falsa.
Souza está foragido, e a médica Sarita Fernandes Pereira, responsável pela sua contratação contratado, foi presa.
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