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Grande ABC registra queda de 120 árvores

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Desde dezembro, fortes chuvas já provocaram transtornos em cinco cidades da região


Bianca Barboza
Juliana Stern
Especiais para o Diário

06/03/2018 | 07:00


 Desde o início do verão, período conhecido pelas fortes chuvas, 120 árvores cederam em cinco municípios do Grande ABC – com exceção de Diadema e Mauá – por não aguentarem a pressão das tempestades, causando transtorno e prejuízos a moradores da região.

Segundo balanço das prefeituras, Ribeirão Pires apresenta a pior situação – com a queda de 73 árvores desde dezembro. Em Santo André, foram registradas 30 problemas nos dois últimos meses, sendo 14 somente sexta-feira, quando forte chuva atingiu o município.

Conforme o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), a cidade registrou ventos que atingiram velocidade de 51,1 km/h, e índice pluviométrico que chegou a 37,53 milímetros na sexta-feira passada. Porém, segundo empresários da região, esses são apenas agravantes. A péssima situação de troncos, infestados com cupim ou curvados, pode ser observada em várias árvores dos bairros Jardim Marek, Parque Marajoara, Centreville, Cidade São Jorge, Capuava e Vila Homero Thon, os mais afetados na oportunidade.

O medo de quem vive ou trabalha na região é que outros temporais acarretem mais quedas.

Em São Bernardo, segundo a Prefeitura, foram registradas quedas de 15 árvores nos últimos meses. Enquanto isso, São Caetano e Rio Grande da Serra contabilizaram apenas uma queda cada neste ano.

 

TRANSTORNOS

Na sexta-feira, árvore, na Avenida Tibiriçá, altura do número 240, na Vila Homero Thon, teve o tronco rompido ao meio, atingindo a quadra de uma escola particular e o portão de uma fábrica de alimentos.

O problema já havia sido alertado por reportagem do Diário em outubro do ano passado, quando a falta de respostas para as demandas de poda da população gerou transtorno entre moradores. Na época, a administração andreense ressaltou que havia grupo de trabalho para discussão do plano de arborização urbana, porém, o município ainda acumula demanda reprimida de 7.000 árvores para serem vistoriadas.

O proprietário do Colégio Campus, Tancredo Meira, conta que a queda do vegetal causou prejuízo. “Felizmente não machucou ninguém, mas vamos ter de arcar com todos os gastos”, disse. O tronco atingiu o alambrado e a cesta de basquete da quadra esportiva, que deverão ser reconstruídos por conta da escola. A Prefeitura esteve no local ontem para retirar a parte do tronco que caiu dentro da instituição de ensino.

A vistoria nas cinco cidades ocorre, majoritariamente, após solicitação ou denúncia de moradores para as defensorias civis municipais, que direcionam fiscais para averiguar a situação dos exemplares e verificar se cabe algum tipo de intervenção, como poda ou até retirada do vegetal. Santo André já realizou 500 podas preventivas em 2018 no esforço de sanar a demanda. Ribeirão podou 115 árvores nos últimos dois meses. As demais cidades não forneceram dados.

 

 



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