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Alunos da UFABC criam mapa com ruas perigosas

Documento divulgado nas redes sociais alerta sobre áreas onde ocorreram assaltos no campus Sto.André


Bia Moço
Especial para o Diário

22/02/2018 | 07:00


 Cansados dos frequentes assaltos a discentes nas proximidades do campus Santo André da UFABC (Universidade Federal do ABC), no bairro Bangu, estudantes criaram mapa em que destacam vias consideradas perigosas no entorno dos prédios acadêmicos. O intuito é compartilhar as informações nas redes sociais e, com isso, evitar que o número de vítimas da criminalidade aumente.

Segundo alunos, a iniciativa se deve às ações insuficientes por parte do poder público para garantir a segurança da área. O problema já foi tema de reportagens do Diário, sendo a última delas publicada há pouco mais de um mês.

O mapa, divulgado em página do Facebook denominada UFABC Assaltos, destaca, principalmente, as ruas Santa Carolina, Santa Adélia, Frei Caneca, Aliados e Paulina Isabel de Queirós como pontos perigosos (confira arte cima). “Já conseguimos identificar o caminho dos assaltantes e o padrão de abordagem deles, tamanho o número de roubos. Coloquei o mapinha para que todos os alunos evitem passar pelas ruas marcadas. Esperamos, ao menos, que a polícia faça alguma coisa agora”, destaca o idealizador da ação, o estudante de Engenharia de Materiais Juliano Vinicius Ferreira, 24 anos.

O aluno, inclusive, destaca ter vivenciado assalto na segunda-feira, por volta das 19h, perto do portão da Rua Santa Carolina. Ao notar a aproximação de dois rapazes em uma moto em baixa velocidade, Ferreira correu e se escondeu em uma loja. “Li sobre os suspeitos (em grupos de estudantes), que trazem mochila de pizzaria, como se fossem entregadores. Fiquei os encarando e passaram reto, mas o outro garoto, que estava a cerca de 20 metros da entrada da UFABC, não teve a mesma sorte (e foi roubado)”, diz. “Tentamos ligar para a polícia, sem sucesso, pois a chamada não saiu da espera.”

Após publicar a situação na página do Facebook, pelo menos dez pessoas comentaram terem sido assaltadas por suspeitos com as mesmas características. “Há casos com este desde setembro. A única coisa que os alunos esperam é poder chegar na faculdade e estudar em paz, sem medo de assaltos.”

Em conversa com outros estudantes, a equipe do Diário foi informada que, mesmo após elaboração de boletins de ocorrência, não observaram reforço policial no bairro. Embora a questão já tenha sido alvo de reuniões entre reitoria e os órgãos de Segurança pública municipal, os casos de violência se mantêm.

Questionada, a Polícia Militar informou que foi instituído o cartão de prioridade de policiamento universitário no dia 13 de janeiro, ação com o objetivo de coibir os delitos no entorno das universidades. A medida prevê patrulhamento e pontos de estacionamento de viaturas policiais, de acordo com os índices criminais.

A corporação acrescentou que o comandante da 1ª Companhia da PM, responsável pelo policiamento da região, realizou contato pessoal com o reitor da universidade e, como resultado destas ações, até o momento ocorreram 31 prisões em flagrante e seis apreensões de menores infratores. Em resposta, oito prisões foram realizadas nas imediações da UFABC.

 



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Alunos da UFABC criam mapa com ruas perigosas

Documento divulgado nas redes sociais alerta sobre áreas onde ocorreram assaltos no campus Sto.André

Bia Moço
Especial para o Diário

22/02/2018 | 07:00


 Cansados dos frequentes assaltos a discentes nas proximidades do campus Santo André da UFABC (Universidade Federal do ABC), no bairro Bangu, estudantes criaram mapa em que destacam vias consideradas perigosas no entorno dos prédios acadêmicos. O intuito é compartilhar as informações nas redes sociais e, com isso, evitar que o número de vítimas da criminalidade aumente.

Segundo alunos, a iniciativa se deve às ações insuficientes por parte do poder público para garantir a segurança da área. O problema já foi tema de reportagens do Diário, sendo a última delas publicada há pouco mais de um mês.

O mapa, divulgado em página do Facebook denominada UFABC Assaltos, destaca, principalmente, as ruas Santa Carolina, Santa Adélia, Frei Caneca, Aliados e Paulina Isabel de Queirós como pontos perigosos (confira arte cima). “Já conseguimos identificar o caminho dos assaltantes e o padrão de abordagem deles, tamanho o número de roubos. Coloquei o mapinha para que todos os alunos evitem passar pelas ruas marcadas. Esperamos, ao menos, que a polícia faça alguma coisa agora”, destaca o idealizador da ação, o estudante de Engenharia de Materiais Juliano Vinicius Ferreira, 24 anos.

O aluno, inclusive, destaca ter vivenciado assalto na segunda-feira, por volta das 19h, perto do portão da Rua Santa Carolina. Ao notar a aproximação de dois rapazes em uma moto em baixa velocidade, Ferreira correu e se escondeu em uma loja. “Li sobre os suspeitos (em grupos de estudantes), que trazem mochila de pizzaria, como se fossem entregadores. Fiquei os encarando e passaram reto, mas o outro garoto, que estava a cerca de 20 metros da entrada da UFABC, não teve a mesma sorte (e foi roubado)”, diz. “Tentamos ligar para a polícia, sem sucesso, pois a chamada não saiu da espera.”

Após publicar a situação na página do Facebook, pelo menos dez pessoas comentaram terem sido assaltadas por suspeitos com as mesmas características. “Há casos com este desde setembro. A única coisa que os alunos esperam é poder chegar na faculdade e estudar em paz, sem medo de assaltos.”

Em conversa com outros estudantes, a equipe do Diário foi informada que, mesmo após elaboração de boletins de ocorrência, não observaram reforço policial no bairro. Embora a questão já tenha sido alvo de reuniões entre reitoria e os órgãos de Segurança pública municipal, os casos de violência se mantêm.

Questionada, a Polícia Militar informou que foi instituído o cartão de prioridade de policiamento universitário no dia 13 de janeiro, ação com o objetivo de coibir os delitos no entorno das universidades. A medida prevê patrulhamento e pontos de estacionamento de viaturas policiais, de acordo com os índices criminais.

A corporação acrescentou que o comandante da 1ª Companhia da PM, responsável pelo policiamento da região, realizou contato pessoal com o reitor da universidade e, como resultado destas ações, até o momento ocorreram 31 prisões em flagrante e seis apreensões de menores infratores. Em resposta, oito prisões foram realizadas nas imediações da UFABC.

 

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