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Israel: Barak muda campanha eleitoral para direita


Do Diário do Grande ABC

07/05/1999 | 09:49


O dirigente trabalhista Ehud Barak, suposto chefe do ``campo da paz'' em Israel, mudou sua campanha política para a direita e acusou esta sexta-feira o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de ter criado de fato um Estado palestino.

``Nao é nenhum segredo que o Estado palestino nao é a soluçao que Barak prefere'', disse seu conselheiro político Alon Pinkas.

Barak critica Netanyahu por ter aumentado o apoio internacional à autodeterminaçao dos palestinos ao bloquear o processo de paz e perder a confiança do grande padrinho norte-americano. ``Graças a Netanyahu, o presidente palestino Yasser Arafat é atualmente o menino mimado da Casa Branca e dos dirigentes do mundo livre'', afirmou o candidato trabalhista. ``A intimidade a que nós (os israelenses) estávamos acostumados com o presidente norte-americano desapareceu e foi substituída por uma forte relaçao entre Estados Unidos e Arafat'', lamentou Barak.

O dirigente trabalhista, que representa a ala direita do partido, considera contudo que os eleitores do ``campo da paz'' lhe darao seus votos, em detrimento de Netanyahu.

Barak tenta ainda impedir que Netanyahu o apresente como um dirigente que, uma vez eleito, multiplicará as concessoes aos árabes, especialmente sobre a questao de Jerusalém, repetindo comício após comício quatro princípios muito semelhantes aos defendidos pelo primeiro-ministro.

``Em primeiro lugar, Jerusalém deve permanecer, para sempre, uma cidade unida, sob nossa soberania. Em segundo lugar, fica totalmente descartada a hipótese de permitir o retorno dos refugiados (palestinos) às fronteiras de 1967. Em terceiro lugar, nao pode haver forças armadas (palestinas) a oeste do Jordao. E em quarto lugar, a maioria das construçoes da Judéia e Samaria devem permanecer em nossas maos'', afirma o dirigente trabalhista.

Como o primeiro-ministro trabalhista assassinado, Yitzhak Rabin, a quem gosta de se comparar, Barak afirma ter convicçoes inquebrantáveis sobre o tema da segurança. ``Nao concorro com Netanyahu no campo das promessas verbais. Sou um homem de açao, na mesma linha de Yitzhak Rabin'', acentuou.



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Israel: Barak muda campanha eleitoral para direita

Do Diário do Grande ABC

07/05/1999 | 09:49


O dirigente trabalhista Ehud Barak, suposto chefe do ``campo da paz'' em Israel, mudou sua campanha política para a direita e acusou esta sexta-feira o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de ter criado de fato um Estado palestino.

``Nao é nenhum segredo que o Estado palestino nao é a soluçao que Barak prefere'', disse seu conselheiro político Alon Pinkas.

Barak critica Netanyahu por ter aumentado o apoio internacional à autodeterminaçao dos palestinos ao bloquear o processo de paz e perder a confiança do grande padrinho norte-americano. ``Graças a Netanyahu, o presidente palestino Yasser Arafat é atualmente o menino mimado da Casa Branca e dos dirigentes do mundo livre'', afirmou o candidato trabalhista. ``A intimidade a que nós (os israelenses) estávamos acostumados com o presidente norte-americano desapareceu e foi substituída por uma forte relaçao entre Estados Unidos e Arafat'', lamentou Barak.

O dirigente trabalhista, que representa a ala direita do partido, considera contudo que os eleitores do ``campo da paz'' lhe darao seus votos, em detrimento de Netanyahu.

Barak tenta ainda impedir que Netanyahu o apresente como um dirigente que, uma vez eleito, multiplicará as concessoes aos árabes, especialmente sobre a questao de Jerusalém, repetindo comício após comício quatro princípios muito semelhantes aos defendidos pelo primeiro-ministro.

``Em primeiro lugar, Jerusalém deve permanecer, para sempre, uma cidade unida, sob nossa soberania. Em segundo lugar, fica totalmente descartada a hipótese de permitir o retorno dos refugiados (palestinos) às fronteiras de 1967. Em terceiro lugar, nao pode haver forças armadas (palestinas) a oeste do Jordao. E em quarto lugar, a maioria das construçoes da Judéia e Samaria devem permanecer em nossas maos'', afirma o dirigente trabalhista.

Como o primeiro-ministro trabalhista assassinado, Yitzhak Rabin, a quem gosta de se comparar, Barak afirma ter convicçoes inquebrantáveis sobre o tema da segurança. ``Nao concorro com Netanyahu no campo das promessas verbais. Sou um homem de açao, na mesma linha de Yitzhak Rabin'', acentuou.

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