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A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, respondeu ontem, em Campinas, interior de São Paulo, à crítica sobre sua suposta fuga aos debates e disse que tem comparecido dentro dos mesmos parâmetros em que os demais candidatos comparecem. "Eu não conheço nenhum debate que esteja legal neste momento", afirmou a ex-ministra.

Ontem, o candidato a vice-presidente de José Serra (PSDB), deputado Índio da Costa (DEM) escreveu no miniblog Twitter que "Dilma fugiu do debate com Serra na CNA". O tucano participou de sabatina na CNA (Confederação Nacional da Agricultura).

A candidata falou a 650 convidados em evento que reuniu lideranças políticas. Dilma conseguiu quórum de prefeitos tucanos maior até que o número de chefes de Executivo petistas. Foi registrada presença de 117 prefeitos (25 do PSDB, 22 do PT, 17 do PDT, 22 do PMDB, oito do PV, nove do DEM, oito do PPS, cinco do PSB, um do PP) e 62 vice-prefeitos.

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Durante o dia, Dilma esquivou-se de comentar a candidatura a vice-presidente de Índio da Costa. "Eu não conheço, não tenho o prazer de conhecer o deputado Índio da Costa. Quanto às demais (perguntas sobre o candidato), principalmente quanto ao que eu acho disso (a escolha do nome para vice de Serra) eu não vou comentar porque não é apropriado", afirmou a candidata.

Dilma rebateu as críticas sobre o planejamento das obras para o Nordeste brasileiro e afirmou que o projeto de integração do São Francisco está em andamento no governo do presidente Lula, e será concluído no próximo governo. "Eu acredito que talvez o candidato Serra não saiba em profundidade no que consiste o projeto de integração da Bacia do São Francisco", disse. "Não é só levar água, é fazer com que o uso da água permita atividades de irrigação, que permitam atividades de consumo humano e de descendentação de animais."

Dilma soube das críticas de adversários ao MST feitas ontem e afirmou que o governo Lula sempre foi contra as ilegalidades do movimento. "O MST é um movimento social e eu não vou participar de movimento social, eu não sou do MST. Eu fui do governo do presidente Lula e pretendo ser de um governo. Um governo não pode ter uma relação de igualdade com o movimento social", afirmou Dilma. "O presidente Lula, quando põe um boné do MST, está respeitando as pessoas que vêm para ele e entregam um boné. É isso que ele está fazendo, nada mais do que isso."




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