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Lava Jato é mais eficaz que Mãos Limpas, diz jornalista

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Trezza é candidato a uma das vagas reservadas para a América do Sul no Senado da Itália


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

29/01/2018 | 07:00


A Operação Lava Jato é mais eficaz que a Mãos Limpas, processo que investigou a corrupção na Itália no início da década de 1990. Essa é a avaliação do jornalista Fernando Mauro Trezza, 42 anos, presidente da ABCCOM (Associação Brasileira dos Canais Comunitários), que é candidato ao Senado italiano pelo Civica Popolare nas eleições deste ano no país europeu.

Trezza é paulista e descendente de italianos. Em março, concorrerá a uma das vagas reservadas no Parlamento italiano para nativos do país que moram no Exterior e ou brasileiros com dupla cidadania, como no caso do jornalista.

Citando a prisão de diversos políticos graúdos e de empreiteiros brasileiros, Trezza comparou os resultados da Lava Jato ao saldo punitivo gerado pela Mãos Limpas. “A máfia domina a Itália depois da Operação Mãos Limpas. Naquela época, os líderes que foram presos eram todos senhores de 80 anos, em média. Você não viu nenhum jovenzinho sendo preso. Prenderam os mais velhos, que já haviam vivido, usufruído e desfrutado muito dos iates, dos jatinhos, champanhes, já haviam viajado o mundo inteiro. Pegaram-nos tal qual um cordeiros para o matadouro e os sacrificaram. E seus filhos e netos? Não foram presos, continuaram vivendo a vida”, analisa o jornalista, em visita ao Diário. “Aqui no Brasil não está acontecendo isso. Eles estão prendendo do PT ao PSDB, passando pelo MDB. (Estão sendo presos) Desde deputados, senadores, secretários de Estado e até governadores. Ninguém está saindo ileso da Lava Jato”, emendou.

Na avaliação de Trezza, a certeza de punição, consequente das prisões impostas às figuras envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras, “mudou os atos”. “Essa é uma questão que precisa ser muito bem analisada, mas o fato é que não se faz corrupção no Brasil de maneira impune. Aqueles que fazem sabem que em algum momento vão esbarrar no Judiciário”, sustenta. Sobre o fato de os crimes hoje investigados pela Lava Jato terem sido cometidos justamente na época em que o STF (Supremo Tribunal Federal) julgava o Mensalão, em 2012, Trezza classifica como “falta de vergonha na cara”. “Mas agora eles começaram a falar: ‘Quando aconteceu, a gente deveria ter parado de superfaturar’”.

Em números, a Mãos Limpas investigou 4.500 pessoas e condenou aproximadamente 1.300 acusados. Até o momento, a Lava Jato condenou 177 investigados, resultando em 1.753 anos e sete meses de pena, segundo dados do MPF (Ministério Público Federal).  



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Lava Jato é mais eficaz que Mãos Limpas, diz jornalista

Trezza é candidato a uma das vagas reservadas para a América do Sul no Senado da Itália

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

29/01/2018 | 07:00


A Operação Lava Jato é mais eficaz que a Mãos Limpas, processo que investigou a corrupção na Itália no início da década de 1990. Essa é a avaliação do jornalista Fernando Mauro Trezza, 42 anos, presidente da ABCCOM (Associação Brasileira dos Canais Comunitários), que é candidato ao Senado italiano pelo Civica Popolare nas eleições deste ano no país europeu.

Trezza é paulista e descendente de italianos. Em março, concorrerá a uma das vagas reservadas no Parlamento italiano para nativos do país que moram no Exterior e ou brasileiros com dupla cidadania, como no caso do jornalista.

Citando a prisão de diversos políticos graúdos e de empreiteiros brasileiros, Trezza comparou os resultados da Lava Jato ao saldo punitivo gerado pela Mãos Limpas. “A máfia domina a Itália depois da Operação Mãos Limpas. Naquela época, os líderes que foram presos eram todos senhores de 80 anos, em média. Você não viu nenhum jovenzinho sendo preso. Prenderam os mais velhos, que já haviam vivido, usufruído e desfrutado muito dos iates, dos jatinhos, champanhes, já haviam viajado o mundo inteiro. Pegaram-nos tal qual um cordeiros para o matadouro e os sacrificaram. E seus filhos e netos? Não foram presos, continuaram vivendo a vida”, analisa o jornalista, em visita ao Diário. “Aqui no Brasil não está acontecendo isso. Eles estão prendendo do PT ao PSDB, passando pelo MDB. (Estão sendo presos) Desde deputados, senadores, secretários de Estado e até governadores. Ninguém está saindo ileso da Lava Jato”, emendou.

Na avaliação de Trezza, a certeza de punição, consequente das prisões impostas às figuras envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras, “mudou os atos”. “Essa é uma questão que precisa ser muito bem analisada, mas o fato é que não se faz corrupção no Brasil de maneira impune. Aqueles que fazem sabem que em algum momento vão esbarrar no Judiciário”, sustenta. Sobre o fato de os crimes hoje investigados pela Lava Jato terem sido cometidos justamente na época em que o STF (Supremo Tribunal Federal) julgava o Mensalão, em 2012, Trezza classifica como “falta de vergonha na cara”. “Mas agora eles começaram a falar: ‘Quando aconteceu, a gente deveria ter parado de superfaturar’”.

Em números, a Mãos Limpas investigou 4.500 pessoas e condenou aproximadamente 1.300 acusados. Até o momento, a Lava Jato condenou 177 investigados, resultando em 1.753 anos e sete meses de pena, segundo dados do MPF (Ministério Público Federal).  

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