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Lulinha curte melhor fase da vida

Meia-atacante de Mauá e revelado no Corinthians relembra a carreira e celebra grande momento

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC
24/12/2017 | 08:22
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Ricardo Trida/DGABC
Ricardo Trida/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Das quadras de futsal do Grêmio Mauaense à estreia como profissional com a camisa do Corinthians, em 2007, se passaram dez anos. De lá para cá, outra década já ficou para trás. Hoje mais maduro e experiente, o meia-atacante Lulinha curte o que chama de melhor fase da carreira, após marcar 17 gols em 33 partidas pelo Pohang Steelers no campeonato da Coreia do Sul. Agora, não sabe qual será o próximo destino após recusar proposta de renovação dos sul-coreanos. Admite ter algumas possibilidades em aberto entre futebol da Ásia e do Oriente Médio. Mas de uma situação não se arrepende: ter se profissionalizado no Timão na pior fase recente do clube.

A temporada 2007 é aquela que o torcedor alvinegro quer esquecer. Afinal, terminou com o rebaixamento corintiano à Série B do Brasileiro. E foi justamente para tentar salvar o Timão que Lulinha, que vinha arrebentando na base – onde marcou 297 gols, desempenho que o levou à Seleção sub-17 – foi alçado aos 16 anos. Entretanto, não apenas não conseguiu salvar a pele do time, como perdeu espaço. E hoje o meia já tem formada a opinião sobre o que deu errado naquele ano, e não tem relação com a promoção precoce.

“Muito se fala nessa questão de ter subido muito cedo, muito novo. Acho que não foi isso, porque hoje a gente vê jogadores subindo (ao profissional) praticamente com a mesma idade que eu tinha, como Vinícius Júnior (Flamengo) e Gabriel Jesus (ex-Palmeiras, atualmente no Manchester City), que estão fazendo sucesso. Acho que foi mais a questão que naquele ano na diretoria havia instabilidade grande, o elenco não era qualificado, as peças não eram tão boas. E tudo acarretou para que o Lulinha estivesse junto naquela barca”, contou ele, de férias em Mauá antes de definir o futuro.

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Aliás, baseado no bom ano que teve no futebol sul-coreano, Lulinha vive grandes expectativas para as próximas temporadas. “Falando em números e marcas, 2017 foi meu melhor. Espero que daqui para frente venham números ainda mais expressivos”, projetou ele, sem imaginar voltar tão cedo ao Brasil. “A gente vai para fora (do País) no intuito de fazer nossa vida financeira, conseguir algo melhor para a família. Este ano foi excelente, muito marcante, então não posso deixar de aproveitar essa oportunidade, continuar e fazer contrato melhor por lá”, disse.

Um dos motivos para isso tem a ver com o que passou durante a juventude no Timão: pressão. “Aqui, todo clube tem cobrança. Lá (Coreia) eles têm paciência para esperar o jogador se adaptar ao país, ao estilo de jogo. Então, dão o respaldo ao atleta. Aqui, não importa se tem 10, 12, 15 anos, vão te cobrar da mesma forma que o mais experiente em campo. Hoje, com 27, entendo melhor do que quando surgi no Corinthians”, admitiu.

JUVENTUDE E FAMÍLIA

Depois de começar no futsal do Mauaense, Lulinha ainda passou pelas quadras do Santa Maria e da GM (ambas em São Caetano) antes de ir ao Corinthians. Aos 13 anos, disputou a Copa Diarinho – promovida pelo Diário –, competição que agitava o fim de semana nas quadras de futebol society do Grande ABC. Entretanto, participava “escondido” com a camisa do Jardim Estela, do técnico Campanha. “Meu pai ficava com receio, porque eu já jogava no Corinthians e não podia participar. Mas não ia a todos os jogos, só os mais importantes”, contou.

O citado pai, Vanderlei, inclusive, foi por muitos anos porteiro do Estádio Bruno Daniel. Mesmo após a carreira de Lulinha decolar – depois do Timão, defendeu Estoril, Olhanense, Bahia, Criciúma, Ceará, Red Bull, Botafogo e Mogi Mirim – ele seguiu na função e, atualmente, trabalha no Ginásio Pedro Dell’Antonia. “É até engraçado. Tinha lugares que eu ia jogar e pessoas vinham falar comigo por causa dele, que trabalhou muito tempo no Brunão e conheceu muita gente. É meu maior fã.”

Inclusive, foi no Bruno Daniel onde fez seu segundo jogo como profissional no empate por 1 a 1 entre Ramalhão e Timão. “Entrei no segundo tempo com a galera toda gritando meu nome. Foi muito legal, do lado da minha casa.”




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