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Morando critica Garcia na condução da invasão

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeito de S.Bernardo diz achar ‘estranho’ que prazo para saída tenha sido estendido até abril de 2018


Humberto Domiciano e Raphael Rocha
do Diário do Grande ABC

15/12/2017 | 07:00


O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), direcionou críticas ao secretário estadual de Habitação, Rodrigo Garcia (DEM), pela condução no processo de desocupação de terreno no Bairro Assunção, que ainda terá mais quatro meses até ser concluído.

Para o tucano, a extensão do prazo mostrou que o titular da Pasta não conseguiu um desfecho favorável ao assunto. “Entendo que o Estado chamou para ele o problema pelo qual tem dificuldade para achar uma solução. Postergar a expectativa de saída para daqui 120 dias é estranho. E, coincidentemente, vai chegar ao seu fim quando o secretário da Pasta (Rodrigo Garcia) não estará mais na secretaria”, pontuou Morando.

As relações entre o governo de São Bernardo e a secretaria estremeceram quando Rodrigo Garcia aceitou negociar com o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) em marcha ao Palácio dos Bandeirantes, realizada no fim de outubro. A clima teria ficado pior quando Garcia subiu no caminhão de som do MTST.

O deputado federal licenciado também se coloca como pré-candidato a governador, mas pode ser vice na chapa tucana. Para isso, terá de desincompatibilizar do cargo até o começo de abril.

Outro ponto que teria causado insatisfação foi a postura de advogado da secretaria, que, na reunião do Gaorp (Grupo de Apoio às Ordens Judiciais de Reintegração de Posse), acabou aceitando boa parte das condições do MTST, enquanto a expectativa da gestão são-bernardense era a de que a desocupação ocorresse ainda neste ano.

O encontro de conciliação foi conduzido pelo juiz coordenador do Gaorp Valdir Ricardo Lima Pompêo, na sede do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

Caso a desocupação não seja realizada até abril, a PM (Polícia Militar) se comprometeu a realizar, em até 30 dias após vencimento do prazo, reintegração de posse da área. Atualmente 8.000 famílias fazem parte da invasão denominada Povo Sem Medo e a expectativa é que a saída dos integrantes seja finalizada até dia 10 de abril de 2018.

O acordo firmado inclui cessão de terreno para construção de moradias para os ocupantes da área de 78 mil metros quadrados, avaliada em R$ 90 milhões, de propriedade da MZM Incorporadora.

As famílias devem ser cadastradas em programas habitacionais da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). Será feito ainda estudo técnico em áreas de propriedade da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) que poderão, segundo o Estado, ser utilizadas num possível projeto habitacional destinado aos integrantes do MTST. 



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