Tira-dúvidas Atual acordo ortográfico brasileiro atualizou o conjunto, hoje formado por total de 26 letras

O alfabeto utilizado no Brasil é denominado latino. Ele foi desenvolvido durante o Império Romano (iniciado no período de 27 antes de Jesus Cristo e que seguiu por cerca de 500 anos) e difundido nas regiões do Mediterrâneo e da Europa Ocidental, atingindo, ao longo do tempo, países como França, Espanha, Reino Unido e Portugal, este último responsável pela colonização brasileira. Atualmente, o alfabeto latino aparece em idiomas como inglês, italiano, holandês, escocês, alemão, sueco, croata e turco.
As primeiras confirmações da existência desse tipo de escrita datam do século seis antes de Cristo, sendo copiado pelos romanos dos etruscos, que basearam seu desenvolvimento linguístico em torno de união de letras utilizada em variação do alfabeto grego usado por certas colônias localizadas no Sul da Itália no passado.
Em seu formato original, o alfabeto latino tinha total de 21 letras: a, b, c, d, e, f, g, h, i, k, l, m, n, o, p, q, r, s, t, v e x. O restante delas, que formam o atual grupo de 26, foram sendo desenvolvidas e acrescentadas na medida em que havia necessidade de se distinguir determinados sons, caso do u. As letras j e w, por exemplo, surgiram na Idade Média. Já y e z foram adotadas quando os romanos perceberam a necessidade se pegar emprestadas palavras gregas para seu vocabulário cuja sonoridade não existia em latim.
O atual acordo ortográfico em vigência no País oficializou, em 2009, o acréscimo de k, w e y ao alfabeto brasileiro. Apesar de já aparecerem em algumas palavras (casos de download, playground e kart) e nomes (a exemplos de Taylor e Washington), eram consideradas letras estrangeiras e usadas em casos específicos.
O ‘ç’ e o ‘ã’ não são considerados letras, uma vez que são formados a partir da junção de letras existentes com sinais chamados de diacríticos, com a missão de mudar a pronúncia e dar outro valor fonético de certas termos na língua portuguesa.
Pergunta de Lara Del Valle Gamboa, de São Caetano.
Consultoria de Thomas Daniel Finbow, professor doutor integrante do departamento de linguística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (Universidade de São Paulo).
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