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Como se prevenir contra o combustível adulterado


Anelisa Lopes
Do Diário do Grande ABC

31/05/2006 | 08:51


Embora possa ser muito tentador abastecer o automóvel em um posto onde o preço do combustível esteja bem abaixo dos valores praticados em outros estabelecimentos, essa economia pode vir por água abaixo se o produto usado for adulterado, o que acarretará a necessidade de levar o veículo ao mecânico mais tarde por ter sido danificado.

Os tipos mais comuns de adulteração são a adição de água, de torneira ou marinha, no álcool anidro (que não possui água em sua composição e é mais barato que o hidratado) e de solvente e álcool, cujo teor é limitado a 20%, na gasolina.

“A adição de água no álcool provoca problemas na bomba de combustível e aumento do consumo. Já a gasolina com solvente prejudica borrachas e mangueiras. Nos carros flexíveis, o alto teor de álcool resulta em maior consumo, enquanto nos movidos a gasolina ocorrem falhas no motor”, explica Fábio Ferreira, vice-diretor do Comitê de Veículos de Passeio da SAE.

As complicações do combustível batizado não param por aí. De acordo com a Bosch, a mistura causa danos a componentes como injetor de combustível, velas de ignição e sensor de oxigênio (componente da sonda lambda). “Depois de corroídas, as peças acabam contaminando o combustível bom”, ressalta Sérgio Luiz Pinto, do centro de treinamento técnico automotivo da empresa.

Na prática, os estragos levam à perda do torque e da potência, falhas na aceleração, desaceleração em regime constante, prejuízos ao catalisador, deterioração de partidas a frio e a quente, além do aumento da emissão de poluentes na atmosfera.

Como evitar problemas – Para se prevenir, exija sempre a nota fiscal para garantir o conhecimento da origem do combustível em seu tanque. Verificar a placa da ANP e se a bandeira do posto e da marca da distribuidora no caminhão que o abastece é igual à informada na bomba são algumas dicas para não levar gato por lebre.

Se o combustível de má qualidade já estiver no tanque, na próxima vez que for abastecer, complete com produto de qualidade. Caso o carro já esteja apresentando problemas, passe em uma oficina e retire o combustível do veículo.

Também é possível denunciar o posto à ANP pelo telefone 0800-900267. Para registrar a denúncia, é preciso informar o CNPJ, razão social, endereço e distribuidora do posto e fazer a descrição do que aconteceu. Para isso, não se esqueça de pedir a nota fiscal.


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Como se prevenir contra o combustível adulterado

Anelisa Lopes
Do Diário do Grande ABC

31/05/2006 | 08:51


Embora possa ser muito tentador abastecer o automóvel em um posto onde o preço do combustível esteja bem abaixo dos valores praticados em outros estabelecimentos, essa economia pode vir por água abaixo se o produto usado for adulterado, o que acarretará a necessidade de levar o veículo ao mecânico mais tarde por ter sido danificado.

Os tipos mais comuns de adulteração são a adição de água, de torneira ou marinha, no álcool anidro (que não possui água em sua composição e é mais barato que o hidratado) e de solvente e álcool, cujo teor é limitado a 20%, na gasolina.

“A adição de água no álcool provoca problemas na bomba de combustível e aumento do consumo. Já a gasolina com solvente prejudica borrachas e mangueiras. Nos carros flexíveis, o alto teor de álcool resulta em maior consumo, enquanto nos movidos a gasolina ocorrem falhas no motor”, explica Fábio Ferreira, vice-diretor do Comitê de Veículos de Passeio da SAE.

As complicações do combustível batizado não param por aí. De acordo com a Bosch, a mistura causa danos a componentes como injetor de combustível, velas de ignição e sensor de oxigênio (componente da sonda lambda). “Depois de corroídas, as peças acabam contaminando o combustível bom”, ressalta Sérgio Luiz Pinto, do centro de treinamento técnico automotivo da empresa.

Na prática, os estragos levam à perda do torque e da potência, falhas na aceleração, desaceleração em regime constante, prejuízos ao catalisador, deterioração de partidas a frio e a quente, além do aumento da emissão de poluentes na atmosfera.

Como evitar problemas – Para se prevenir, exija sempre a nota fiscal para garantir o conhecimento da origem do combustível em seu tanque. Verificar a placa da ANP e se a bandeira do posto e da marca da distribuidora no caminhão que o abastece é igual à informada na bomba são algumas dicas para não levar gato por lebre.

Se o combustível de má qualidade já estiver no tanque, na próxima vez que for abastecer, complete com produto de qualidade. Caso o carro já esteja apresentando problemas, passe em uma oficina e retire o combustível do veículo.

Também é possível denunciar o posto à ANP pelo telefone 0800-900267. Para registrar a denúncia, é preciso informar o CNPJ, razão social, endereço e distribuidora do posto e fazer a descrição do que aconteceu. Para isso, não se esqueça de pedir a nota fiscal.

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