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Até natureza é radical no Rio Corrente

10/01/2001 | 19:57
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Andar na caatinga em busca de pinturas rupestres, penetrar no interior de uma caverna, praticar canoagem ou simplesmente fotografar um revoar de garças ao pôr-do-sol. Essas e outras aventuras podem ser vividas no Vale do Rio Corrente, no Oeste da Bahia. Embora seja formado por cidades com boa infra-estrutura turística – tais como Santa Maria da Vitória, São Félix do Coribe, Correntina e Santana –, só agora a região vem sendo descoberta como opção de roteiro para ecoturismo e aventuras, com direito a trekking, cicuitos off-road e cavernas rumo ao subterrâneo.

O primeiro roteiro para quem está em Santa Maria da Vitória ou São Félix do Coribe — pontos convergentes das principais rodovias — é ir até o encontro do rio Formoso com o rio Égua, quando ele passa a se chamar rio Corrente. No percurso estão as pedreiras do Canta Galo, rochas calcárias que formam imensos paredões recortados que despencam abruptamente sobre o rio.

Outro passeio imperdível é ir até as corredeiras do Jaborandi e as cachoeiras do Saco Comprido e do Formoso, formadas pelo rio Formoso. A entrada fica à direita do Km 48 da BR-135, que liga São Félix do Coribe a Cocos. Daí, segue-se por uma estrada de terra de 2 km.

No lugar, corredeiras e cachoeiras se intercalam num festival de águas cristalinas e borbulhantes, onde pode-se andar de caiaque, nadar ou simplesmente ficar ao sabor da corrente. Do lado direito do rio há uma trilha na mata, acompanhando as corredeiras por mais de 3 km.

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Ainda na BR-135, município de Coribe, está o Morro Furado, perto do vilarejo chamado Colônia do Formoso. Para fazer o programa é necessária a presença de um guia (além das lanternas, é claro). Uma parte do percurso é feita de carro, em estrada de terra, e o restante do caminho é percorrido a pé. Uma escada natural de pedras, com mais de 500 m, conduz até o topo do Morro Furado, que tem este nome por causa de uma caverna em forma de túnel que atravessa o morro de um lado a outro. Os espeleotemas são gigantes e assumem formas fantásticas, a depender do ângulo e da iluminação. Atente para os detalhes em pinturas primitivas nas laterais internas.

Correntina – A 53 km de Santa Maria da Vitória, via BR-349, está Correntina, que oferece várias atrações ecoturísticas. Uma delas é o Ranchão de Correntina, no Centro da cidade, onde o leito do rio é todo de pedras, formando corredeiras, piscinas naturais e ilhotas ideais para quem gosta de um banho calmo e seguro.

Já na zona rural, o arquipélago de Sete Ilhas é um dos locais preferidos pelos turistas, que fazem piqueniques, acampam e aproveitam o banho nas corredeiras formadas entre as ilhas, todas com vegetação típica preservada e interligadas por pontes.

As veredas são terrenos encharcados, com vegetação rasteira e cercadas por matas ciliares. O local lembra um minipantanal, com fauna e flora muito próprias, incluindo animais selvagens como onças e jacarés.




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