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Torres tende a retornar ao comando do PSDB

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

13/10/2017 | 07:00


Em reviravolta nas articulações, o advogado Ricardo Torres está perto de retornar à presidência do PSDB de Santo André no domingo, herdando o posto do atual mandatário local, Marcelo Chehade, atual secretário de Esportes. Embora Chehade tenha demonstrado, inicialmente, interesse em continuar no cargo, grupos do tucanato entraram em consenso para resgatar Torres – antigo aliado do hoje vice-prefeito de São Paulo, Bruno Covas –, que comandou o partido na esfera municipal por dois mandatos, entre 2011 e 2015.

A volta de Torres seria forma de retribuir movimento feito por ele, há dois anos, para a eleição de Chehade na disputa partidária e regresso de Paulo Serra à legenda, conjuntura que concretizou plano de candidatura própria ao Paço em 2016. Na ocasião, esse posicionamento de Torres foi encarado como um reconhecimento do equívoco adotado ao pleito de 2012. À época, trabalhou para indicar o vice na chapa do então prefeito Aidan Ravin (PSB). Ao ter as portas fechadas de um lado, indicou seu nome para ser número dois de Raimundo Salles (PPS) – no segundo turno, apoiou Aidan, derrotado para Carlos Grana (PT). O partido, à ocasião, não elegeu vereador.

Chehade admitiu ontem que abrirá mão da reeleição ao comando do tucanato para deixar o caminho livre a Torres. “Ele foi importante naquele momento decisivo, que garantiu a união, colocando rusgas do passado de lado. Nos bastidores, ajudou no pleito da presidência e na volta do Paulinho, cumpriu com tudo aquilo que foi conversado. Todo o processo anterior (de acirramento) ficou bem esclarecido. Nada melhor do que retribuir essa sinalização. Já abri mão”, disse, ao considerar que essa manobra vai expressar a unidade no PSDB. “Entraremos 100% coesos, sem racha.”

Líder do governo na Câmara, o vereador Pedrinho Botaro (PSDB) sustentou que a convenção caminha para chapa única, passado o período de inscrição. Torres, segundo ele, tem total condição de somar forças, demonstrando adesão a essa movimentação. “Se assim o partido decidir, as pessoas podem até, inicialmente, pensar: ‘Mais do mesmo, de quem já foi (presidente)’. É o contrário. Candidatura que vai consolidar essas forças, porque ele tem bom diálogo com o prefeito, com o Chehade, os antigos e os novos (filiados).”

Outra situação que afastou a chance de apoio pela reeleição de Chehade foi sua pretensão em ser candidato a deputado estadual no ano que vem. A futura campanha e o fato de ainda ser secretário eram destacados como restrição.

Torres estava afastado da vida partidária, atuando em seu escritório de advocacia e como professor de Direito na Fundação Santo André. Já teria sinalizado que apenas colocaria seu nome no páreo em caso de convergência dos correligionários. Ele não foi localizado para comentar o assunto. 



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Torres tende a retornar ao comando do PSDB

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

13/10/2017 | 07:00


Em reviravolta nas articulações, o advogado Ricardo Torres está perto de retornar à presidência do PSDB de Santo André no domingo, herdando o posto do atual mandatário local, Marcelo Chehade, atual secretário de Esportes. Embora Chehade tenha demonstrado, inicialmente, interesse em continuar no cargo, grupos do tucanato entraram em consenso para resgatar Torres – antigo aliado do hoje vice-prefeito de São Paulo, Bruno Covas –, que comandou o partido na esfera municipal por dois mandatos, entre 2011 e 2015.

A volta de Torres seria forma de retribuir movimento feito por ele, há dois anos, para a eleição de Chehade na disputa partidária e regresso de Paulo Serra à legenda, conjuntura que concretizou plano de candidatura própria ao Paço em 2016. Na ocasião, esse posicionamento de Torres foi encarado como um reconhecimento do equívoco adotado ao pleito de 2012. À época, trabalhou para indicar o vice na chapa do então prefeito Aidan Ravin (PSB). Ao ter as portas fechadas de um lado, indicou seu nome para ser número dois de Raimundo Salles (PPS) – no segundo turno, apoiou Aidan, derrotado para Carlos Grana (PT). O partido, à ocasião, não elegeu vereador.

Chehade admitiu ontem que abrirá mão da reeleição ao comando do tucanato para deixar o caminho livre a Torres. “Ele foi importante naquele momento decisivo, que garantiu a união, colocando rusgas do passado de lado. Nos bastidores, ajudou no pleito da presidência e na volta do Paulinho, cumpriu com tudo aquilo que foi conversado. Todo o processo anterior (de acirramento) ficou bem esclarecido. Nada melhor do que retribuir essa sinalização. Já abri mão”, disse, ao considerar que essa manobra vai expressar a unidade no PSDB. “Entraremos 100% coesos, sem racha.”

Líder do governo na Câmara, o vereador Pedrinho Botaro (PSDB) sustentou que a convenção caminha para chapa única, passado o período de inscrição. Torres, segundo ele, tem total condição de somar forças, demonstrando adesão a essa movimentação. “Se assim o partido decidir, as pessoas podem até, inicialmente, pensar: ‘Mais do mesmo, de quem já foi (presidente)’. É o contrário. Candidatura que vai consolidar essas forças, porque ele tem bom diálogo com o prefeito, com o Chehade, os antigos e os novos (filiados).”

Outra situação que afastou a chance de apoio pela reeleição de Chehade foi sua pretensão em ser candidato a deputado estadual no ano que vem. A futura campanha e o fato de ainda ser secretário eram destacados como restrição.

Torres estava afastado da vida partidária, atuando em seu escritório de advocacia e como professor de Direito na Fundação Santo André. Já teria sinalizado que apenas colocaria seu nome no páreo em caso de convergência dos correligionários. Ele não foi localizado para comentar o assunto. 

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