Política Titulo Crise na Saúde

Paço de Mauá abre caminho para substituir FUABC

Gestão Atila credencia novas entidades, mas
chefe da Saúde nega um possível rompimento

26/09/2017 | 07:00
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Denis Maciel/DGABC
Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O governo do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), abriu caminho para possível substituição da FUABC (Fundação do ABC) no comando dos equipamentos de Saúde no município. Pelo menos desde junho a gestão tem avaliado o interesse de entidades em se qualificarem como OSs (Organizações Sociais).

Na prática, o município credencia órgãos que, futuramente, em eventual rescisão contratual com a FUABC, poderiam participar de concorrência pública. O Diário revelou no mês passado que o núcleo duro da gestão Atila quer reduzir drasticamente a atuação da entidade, duramente criticada na cidade.

A já estremecida relação entre o Paço mauaense e a FUABC ficou ainda mais frágil depois de ontem, quando o novo presidente da entidade, Carlos Maciel, notificou o município a pagar dívida na ordem de R$ 122,9 milhões, referentes a serviços realizados e não pagos.

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A possível substituição da FUABC foi pauta em audiência pública da Saúde, realizada na tarde de ontem na Câmara e que durou quase cinco horas. O oposicionista Chiquinho do Zaíra (PTdoB) questionou o secretário de Saúde, Márcio Chaves (PSD), sobre especulações de possível ingresso da APGP (Associação Paulista de Gestão Pública) no município.

Além de negar veementemente essa possibilidade, Márcio Chaves prometeu “verificar” a veracidade da informação. “Eu desconheço que esteja em curso qualquer contratação de uma outra OS. Até porque o prefeito quer ajustar o contrato com a Fundação. O que nós estamos vivendo é que, com base nesse burburinho (de possível rompimento do contrato com a FUABC), estamos recebendo a visita de várias instituições que buscam qualificação. É como se fosse um credenciamento”, respondeu o chefe da Pasta, que semanas atrás havia sido alvejado pelos parlamentares durante sessão. De forma incomum, a audiência pública de ontem contou com a presença maciça de vereadores.

Márcio Chaves garantiu não haver mudanças na Cosam (Complexo de Saúde de Mauá) “na calada da noite”. “Se houver a decisão de que deve ser contratada outra OS, a primeira coisa é que haverá chamamento público e isso demanda, no mínimo, um mês”, disse.

A notificação endereçada pela FUABC ao município rendeu encontro entre Maciel e Márcio Chaves na manhã de ontem. O secretário apresentou números na plenária que divergem da quantia reivindicada pela Fundação.

Ficou agendado novo encontro com o mandatário da FUABC para o dia 4 para debater, entre outras questões, sobre esses valores.  Também será pauta da reunião o cronograma de pagamento de funcionários demitidos da FUABC que não receberam direitos trabalhistas.




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