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1717, o elo histórico de duas cidades-irmãs


Ademir Medici

22/08/2017 | 07:00


 A Semana São Bernardo 2017 dá um pulo até São Caetano e antecipa duas festas com diferença de poucos dias.

 

“Fundamental na formação territorial do atual município homônimo, a Fazenda de São Bernardo foi uma das fazendas (Parateí, em Mogi das Cruzes, e São Caetano eram as outras) que o Mosteiro de São Bento possuía nos arredores da capital nos períodos colonial e imperial.”

Cf. Rodolfo Scopel Jacobine, No Tempo da Fazenda de São Bernardo, in Raízes, revista a ser lançada hoje pela Fundação Pró-Memória de São Caetano.

 

 

A revista Raízes coloca no mapa histórico do Grande ABC, de maneira definitiva, o ano de 1717, que registra – e esta página Memória tem falado à exaustão – o início da formação dos atuais municípios de São Bernardo ‘do Campo’ e São Caetano ‘do Sul’. Mil setecentos e dezessete, o ano do batismo das duas cidades, outrora ‘Borda do Campo’ e ‘Tijucuçu’, respectivamente.

Sintetizando: nem o ano 1553, da Vila de Santo André da Borda do Campo, celebrado anualmente por São Bernardo; nem o ano de 1877, da chegada da primeira leva de imigrantes italianos a São Caetano, base das comemorações da cidade. De 1717 para cá nascem e florescem duas cidades, que, com a criação do distrito de Santo André, em 1910, formam a sigla ABC, do atual Grande ABC.

Raízes nº 55, com 132 páginas ilustradas, está excelente (parabéns Charly Farid Cury, o novo presidente da Pró-Memória). Professor José de Souza Martins tem a oportunidade de reunir o principal das informações que vem colhendo sobre a Fazenda dos Beneditinos em São Caetano, com boas pitadas sobre a Fazenda dos Beneditinos em São Bernardo, em seis décadas de pesquisa. É alicerçado por outros historiadores, que dão o eixo a esta edição de <CF160>Raízes</CF>. Assim, nasce um rol de capítulos extraordinário:

O terceiro centenário da Capela de São Caetano: José de Souza Martins.

Os 300 anos da Capela de São Caetano, um convite à reflexão: Cristina Toledo de Carvalho</CW>.

Em busca do passado, as contribuições da arqueologia para a história de São Caetano: Monica Iafrate.

José Custódio de Sá e Faria, autor do projeto do pórtico da Capela de São Caetano, em 1773: Cristina Ortega.

Os 80 anos da Filial Nova da Matriz Velha, da Capela Tricentenária: João Tarcísio Mariani.

No tempo da Fazenda de São Bernardo, de Rodolfo Scopel Jacobine.

 

A SALIENTAR

“Na tarde de 28 de julho de 1877, deu-se a inauguração do Núcleo Colonial de São Caetano pelo governador da Província de São Paulo, Sebastião José Pereira. É esse evento que se celebra nos festejos oficiais do natalício da cidade” (cf. José de Souza Martins).

“A capela (São Bernardo) situava-se perto do Rio dos Meninos e nas margens de seu afluente, Ribeirão Borda do Campo, atualmente canalizado sob a Avenida Kennedy” (cf. Rodolfo Scopel Jacobine).

 

REGISTROS

Neste ponto citado por Scopel foi edificada uma placa inaugurada em 1992, por ocasião da realização do 2º Congresso de História do Grande ABC. Na placa, dizeres do professor Martins.

Vinte e cinco anos depois, neste mesmo local, uma nova placa será colocada por ocasião da próxima Procissão de Nossa Senhora da Boa Viagem, também chamada de Procissão dos Carroceiros, a se realizar no domingo, 3 de setembro de 2017.

Assim, por esta placa, a Igreja do Grande ABC reconhece, oficialmente, a importância do ano de 1717 para a sua história e a história regional. Prefeito José Auricchio Júnior, entrevistado na DGABC TV, anunciou que registro semelhante será feito em São Caetano.

Em conclusão: imaginamos que, aos poucos, o esforço de estudiosos para os registros verdadeiros da história local dará bons frutos.

 

RAÍZES 55

Revista da Fundação Pró-Memória de São Caetano

Lançamento: hoje, dia 22, às 19h30

Local: Teatro Santos Dumont

Endereço: Avenida Goiás, 1.111, São Caetano

Palestra: A história desconhecida – O esplendor barroco da São Caetano colonial, pelo professor José de Souza Martins

Mais informações: 4223-4780

 

Teresinha Ema Cendes Guazzelli

(Santo André, 1-3-1930 – São Bernardo, 18-8-2017)

Dona Teresinha representava duas cidades, a da infância e a juventude, Santo André, e a da vida adulta e a conjugal com o saudoso Tonhão, dos Guazzelli de São Bernardo. E como era querida.

Filha de Henrique Cendes e Catarina Cendes, dona Terezinha partiu aos 87 anos. Foi sepultada no Cemitério-Museu de Vila Euclides. Deixa seis filhos: Maria, Margarete, Antonio, Matilde, Marli e Marcilei.

 

Diário há 30 anos

Sábado, 22 de agosto de 1987 – ano 30, edição 6527

Manchete – Governo tem novo plano para controlar o deficit público

 

Em 22 de agosto de...
1917 – A guerra. Do noticiário do Estadão: a conferência de Estocolmo. O Partido do Trabalho da Inglaterra e a Confederação dos Operários da França resolvem enviar representantes.

1962 – São Bernardo anuncia a construção do Paço Municipal, o que se efetivará apenas na segunda metade dos anos 1960.

 

Hoje

Dia do Folclore (instituído no Brasil em 1965)

Dia do Supervisor Educacional

 

Santos do Dia

Nossa Senhora Rainha. A festividade de hoje foi instituída por Pio XII em 1955. Era celebrada, até a recente reforma do calendário litúrgico, a 31 de maio, como coroação da singular devoção mariana do mês a ela dedicado. Para o dia 22 de agosto estava reservada a comemoração do Imaculado Coração de Maria, em cujo lugar entrou a festa de Maria Rainha para aproximar a realeza da Virgem à sua gloriosa Assunção ao céu.

Texto e ilustração: professor Felipe Aquino, in blog Cleofas Editora

André de Fiésole

Felipe Benício

Fabriciano

 

Municípios Brasileiros

Celebram seus aniversários em 22 de agosto:

Em São Paulo, Araraquara, Arco-Íris, Brodowski, Inúbia Paulista e Taquaral

No Pará, Aveiro

Na Paraíba, Cajazeiras

Em Alagoas, Canapi e Inhapi

No Piauí, Caracol e Cocal

No Espírito Santo, Colatina e Linhares

Na Bahia, Itororó

Em Goiás, Sítio d’Abadia

Fonte: IBGE

 



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