O descontrole ocorre porque a maioria das tartarugas foi abandonada por famílias que compraram os bichos ainda filhotes e depois decidiram livrar-se deles. Segundo a bióloga e coordenadora do Núcleo e Agência Ambiental da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), Waverli Neuberger, o problema se agrava porque a espécie (chamada de ouvido vermelho) se reproduz rapidamente e, nos parques, não tem predador natural.
A preocupação é maior no Celso Daniel, onde existem pelo menos 200 exemplares da espécie. “Quem não quer mais a tartaruga, vê o parque como um bom destino para elas”, lamenta Ricardo Kondratovich, engenheiro agrônomo do Depav (Departamento de Parques e Áreas Verdes).
Tanto em Santo André como nas demais cidades, o procedimento correto é o proprietário da tartaruga pedir orientação ao departamento responsável por áreas verdes antes de livrar-se do animal.
São Caetano – Com cerca de 30 tartarugas, o Espaço Verde Chico Mendes terá de fazer adaptações no lago para os animais. Serão construídos uma rampa e três caminhos de pedra para que os animais tomem banho de sol, segundo o coordenador de limpeza do Setor de Parques de Jardins da Prefeitura de São Caetano, Dorival Fernandes.
Antes da reforma, elas ficavam num lago menor. Fernandes explica que a transferência aconteceu por causa do acúmulo de detritos neste espaço.
“A idéia agora é mantê-las neste lago mesmo, mas a população não pode aumentar, se não acontece a mesma coisa. Da outra vez, tivemos de encaminhar mais de 100 para a Escola de Ecologia Jânio da Silva Quadros”, disse.
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