
Emocionado, Avamileno atribuiu a compra de Paranapiacaba – último ato político do prefeito Celso Daniel – a uma das maiores vontades de Celso. “Infelizmente, o processo de compra atrasou um mês e ele não pôde estar aqui para ver a Vila se tornar pública”, disse. O prefeito garantiu que o cadastramento dos moradores para controle de degradação dos imóveis e o início da restauração do museu do Castelinho serão as primeiras ações da administração. “O mais importante a cidade já tem. Agora, o governo vai trabalhar para concretizar todos os projetos que Celso tinha para o vilarejo”, disse Avamileno.
O maior projeto que Santo André quer para Paranapiacaba é transformar os 4,26 milhões de m² de terreno e os 336 mil m² de área construída em pólo turístico. A partir de segunda-feira, as 300 casas da Vila serão vistoriadas e os moradores cadastrados, para que a subprefeitura formule um levantamento para se informar sobre a regularização dos imóveis. Fatalmente, algumas pessoas que ocuparam irregularmente as casas terão de deixar o local. “Mudanças vão ocorrer, mas todas serão para o bem”, afirmou o subprefeito da Vila de Paranapiacaba e Parque Andreense, João Ricardo Guimarães Caetano.
O subprefeito anunciou que, dentro do plano turístico para o futuro da Vila, está a recuperação de todas as casas e a transformação de grandes espaços em pousadas, restaurantes e centros de informações para visitantes. A intenção é trocar o turismo de um dia e os acampamentos em campings irregulares pelo turismo de fim de semana. “Em março, o governo anunciará um pacote de medidas para a Vila, inclusive já com contratos firmados com a iniciativa privada”, afirmou Caetano. Ele não tem idéia de quanto dinheiro será necessário para revitalizar a parte baixa da Vila.
Sobre os prédios que não pertencem à Prefeitura – como o acervo ferroviário e os antigos vagões de trem depositados nos trilhos –, o subprefeito afirmou que fará a “guarda” dos bens.
Demora – A Prefeitura começou a negociar oficialmente a compra da Vila em junho do ano passado, quando a Rede Ferroviária Federal anunciou que passava por processo de liqüidação de 30 mil imóveis para pagamentos de dívidas e causas trabalhistas. Porém, uma proposta economicamente superior, feita pelo empresário Osvaldo Marques de Almeida Júnior, proprietário de lotes no Parque Andreense, emperrou o processo em dezembro. Somente na quinta-feira passada, o prefeito Celso Daniel teve acesso à informação de que a Vila ficaria com Santo André.
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