Segundo as primeiras informações, ele foi encontrado ferido, com um braço quebrado e sem três dedos. Ele também estaria acompanhado de mais três homens e um deles teria conseguido fugir.
A Agência Anti-drogas dos Estados Unidos (DEA) já havia informado o governo do Estado do Rio de Janeiro sobre a prisão. O comandante do Exército de Bogotá, general Jorge Enrique Mora, também já havia divulgado um comunicado oficial a respeito. "A aparência da pessoa capturada na selva coincide com as fotografias do perigoso criminoso internacional", informou.
O governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, mandou fretar um avião para enviar policiais civis à Colômbia na noite deste sábado para acompanhar o depoimento do traficante. O governo brasileiro já prepara um pedido de extradição e vai negociar com a Colômbia a expulsão do traficante.
Fernandinho Beira-Mar estava desaparecido desde a última quinta-feira, quando o avião em que viajava foi interceptado pela Força Aérea Colombiana (FAC) e obrigado a realizar um pouso forçado nas selvas de Guainía.
Beira-Mar, 34 anos, foi condenado a 30 anos de prisão por tráfico de drogas e está foragido desde 1996, quando fugiu de um presídio de Belo Horizonte. Ele teria envolvimento com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a maior e mais antiga organização rebelde do país, com cerca de 16,5 mil militantes.
Acredita-se que Beira-Mar esteja vivendo na Colômbia há cerca de um ano. O exército daquele país acusa o traficante de trocar armas por cocaína com as Farc.
Em fevereiro, o maior parceiro do traficante, Nei Machado, foi preso também na Colômbia. A mulher de Beira-Mar, Jacqueline Alcântara de Morais, foi detida pelo exército colombiano em março, em Bogotá.
O presidente Fernando Henrique Cardoso, que está no Canadá participando da Cúpula das Américas, ao tomar conhecimento da prisão do traficante, disse apenas que se tratava de uma “ótima notícia”.
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