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Tudo pronto para ‘De Picasso a Barceló’


Everaldo Fioravante
Do Diário do Grande ABC

28/07/2001 | 15:44


A Pinacoteca do Estado de São Paulo mostra a partir das 10h da próxima terça-feira, entre 103 obras de arte assinadas por 73 artistas, uma pintura de Pablo Picasso que vale a formidável quantia de US$ 10 milhões. Cabeça de Mulher, de 1910, já foi vista pelos argentinos e agora chegou a vez dos brasileiros, antes mesmo dos conterrâneos do mestre espanhol poderem apreciar a composição. A pintura é uma das pérolas da mostra De Picasso a Barceló, um verdadeiro panorama da arte feita na Espanha do século XX. A maioria dos trabalhos pertence ao acervo do Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía.

A exposição chega ao Brasil após temporada em Buenos Aires, onde ficou por volta de um mês e foi vista por cerca de 240 mil pessoas. Em De Picasso a Barceló, além de trabalhos de gênios como Picasso, Salvador Dalí e Joan Miró, também há obras de artistas contemporâneos, entre eles Miguel Barceló (que empresta seu nome ao título do evento) e Manuel Angeles Ortiz.

A mostra foi dividida em três módulos. O primeiro, Picasso e Seu Ambiente (1900-1939), traz composições que percorrem desde o fim do século XIX até a Guerra Civil Espanhola. Movimentos como o Cubismo e o Surrealismo estão representados nessa fase, que conta com obras como O Enigma Sem Fim (1938), de Dalí, e Cabeça Chorando V (1937), de Picasso.

No segundo módulo, Arte Para Depois de Uma Guerra (1939-1975), é possível observar obras que remetem ao Expressionismo. Recursos da Pop Art também estão presentes nessa etapa. A última fase da exposição reúne trabalhos desenvolvidos entre 1975 e o fim do século XX, apresentando a produção de novos talentos, como Guillermo Pérez Villalta e o próprio Barceló.

Junto com a valiosa obra de Picasso, os brasileiros poderão ver ainda outros trabalhos que também não chegaram a ser mostrados na Espanha. Motivo: foram adquiridos recentemente pelo Museu Reina Sofía. Cabeça de Mulher, por exemplo, foi comprado de uma galeria suíça.

A curadoria é assinada pela Chefe de Coleções do Reina Sofía, Maria José Salazar. A exposição é uma iniciativa do Instituto Arte Viva e tem patrocínio (US$ 2 milhões) do Grupo Telefônica.



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