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A cada 33 minutos, um veículo é roubado


Adriana Ferraz
André Vieira

09/11/2008 | 07:00


A cada 33 minutos um veículo é levado por assaltantes no Grande ABC. De janeiro a setembro deste ano, 12.496 carros e motos foram roubados ou furtados nos sete municípios, segundo estatísticas da Secretaria de Estado da Segurança Pública. Santo André lidera o ranking de ocorrências, com 16 casos por dia. Entre as grandes cidades da região, Mauá é a que oferece menor risco ao motorista, com 3,7 registros diários.

Apesar de oficial, a conta do Estado não leva em consideração casos de latrocínio, quando o roubo é seguido de morte. No ano passado, a maioria deste tipo de crime na região estava diretamente relacionada ao roubo de veículos. O governo, porém, garante que, na média, o percentual caiu 5,5% em relação aos três primeiros trimestres de 2007.

Mas para quem sente a violência, os números se mantêm altos. O motorista profissional Nilton Judeci dos Santos, 55 anos, já teve o veículo roubado por três vezes, duas delas enquanto circulava em serviço por Diadema.

"Há dois anos eu passava pela região da Avenida Piraporinha, por volta das 11h, e um carro bateu no meu. Quando desci para ver o estrago os assaltantes chegaram e fui levado para uma favela. Roubaram toda mercadoria e me fizeram muitas ameaças. Fiquei com a imagem dos bandidos por muito tempo na cabeça", conta.

Além do trauma, a maioria das vítimas ainda precisa conviver com o prejuízo financeiro. Fazer seguro em cidades da região ainda é mais caro do que contratar o serviço na Capital, mesmo com a redução de preço estimada em 5% neste ano, segundo cálculos do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) de Santo André.

O comandante da Polícia Militar no Grande ABC, coronel Cláudio Antonio Rissotto, ressalta ambas as quedas, mas reconhece que os índices continuam altos. "Temos conseguido bons resultados, com operações e bloqueios programados de acordo com o levantamento dos pontos que registram as maiores incidências. Nestes três primeiros trimestres conseguimos recuperar 4.329 veículos (34,6%), o que representa 15% de aumento em relação a 2007", diz.

Informações detalhadas da PM mostram, ainda, que o número de motocicletas roubadas ou furtadas tem aumentado. Em Diadema, por exemplo, a relação de crimes contra motos e carros é praticamente a mesma. Por lá, o modelo preferido dos assaltantes é a Honda Titan. Em Santo André, o perfil é diferente. Carros estão no topo do ranking, com destaque para o Corsa, da GM, e a Parati, da Volkswagen.

Oportunidade - Atualmente, crimes relacionados a veículos são considerados de oportunidade. "Carros encomendados são mais raros, mas ainda nos deparamos com esta situação de acordo com o modelo procurado. Tem gente que vem de outras regiões do Estado atrás de determinado veículo para venda de peças no mercado ilegal", explica Rissotto.

O risco deve ser evitado com a fiscalização das divisas, seja por vigilância eletrônica ou policiamento ostensivo. Especialistas ainda indicam que a solução dos crimes é igualmente importante para a queda dos números. A sensação de impunidade incentiva a ação criminal.

 



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