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Mercosul estuda acordo de livre comércio com a Índia


Das Agências

27/06/2001 | 00:23


O secretário executivo da Camex, Roberto Giannetti da Fonseca, vai liderar uma missão à Índia, no segundo semestre deste ano, para tratar dos detalhes da assinatura de um acordo de livre comércio entre o país asiático e o Mercosul. A expectativa do Brasil é de que o acordo seja formalizado nos próximos três a seis meses.

Giannetti disse que a proposta de liberalização comercial, feita formalmente pela Índia há cerca de um mês, agradou ao Brasil e se encaixa dentro da iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio de ampliar a participação de produtos brasileiros em mercados ainda pouco explorados, como a Ásia, a África e o Oriente Médio, e da estratégia do Mercosul de negociar acordos de livre comércio em várias frentes, incluindo a Alca e a União Européia.

"A proposta é ótima, e a Índia é um país muito importante para fazermos acordo de livre comércio", afirmou o secretário. O Brasil, disse Giannetti, tem interesse em vender para a Índia produtos manufaturados em geral, com destaque para automóveis, e alimentos. A Índia é o segundo país mais populoso do mundo, com mais de 1 bilhão de habitantes, atrás apenas da China. Já o interesse da Índia é exportar para o Brasil produtos em que possui grande vantagem competitiva, como softwares e medicamentos genéricos, áreas em que o país está bastante desenvolvido. Entre os produtos primários, a Índia quer vender juta para o Brasil.

Giannetti afirmou, ainda, que o projeto do governo de desoneração tributária para as exportações deve ser anunciado nos próximos dias. O secretário não quis dar detalhes do plano, mas informou que o presidente Fernando Henrique Cardoso e o Ministério da Fazenda já concordaram com a proposta de diminuir a incidência de tributos sobre produtos exportáveis.

O secretário admitiu que o impacto da crise de energia sobre o desempenho do comércio exterior brasileiro ainda é uma incógnita, mas não descartou a possibilidade de as exportações crescerem acima da meta de 15%, começando a gerar superávits comerciais.

Em relação ao dólar, Giannetti afirmou que há consenso no governo de que se a taxa de câmbio se descola de um patamar xis, a moeda deixa de ter impacto benéfico sobre as exportações, pois há esgotamento da capacidade produtiva da indústria nacional e atinge-se um limite para o retorno de lucratividade.



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