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Como surgiu o skate?

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Item nasceu como ideia de brincadeira e ganhou status de esporte radical


Luís Felipe Soares

04/12/2016 | 07:16


Os primeiros relatos da existência do skate datam de 1880, nos Estados Unidos. Reza a lenda que eles foram montados de maneira artesanal, com jovens retirando as rodas e os eixos da bota dos patins e os colocando em pedaços de madeira com a ajuda de pregos e martelo. No começo do século 20, a ideia também buscou carona nos chamados scooters (ancestrais do patinete), com alguns garotos desmontando os guidãos e se equilibrando apenas nas pranchas. A primeira vez que um skate – mais ou menos como o conhecemos hoje em dia – foi registrado foi em 1936, sendo comercializado em lojas somente duas décadas depois.

Nos anos 1970, a modalidade começou a se tornar popular por causa de surfistas do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Os praticantes usavam os mesmos movimentos que faziam pelas ondas nas ruas de suas cidades. Logo depois se notou melhor seu potencial e passou a ser uma das ações mais praticadas do mundo até hoje, deixando a ideia inicial de brincadeira para ser um esporte. 

Atualmente, pode ser dividido em três tipos de modalidades: skate vertical (quando os atletas fazem manobras nos chamados half-pipes, com grande formato em ‘U’, e em áreas que parecem gigantescas bacias), street (na qual os skatistas usam elementos das ruas, como canos, escadas e bancos, para tentar saltos) e downhill (criada especialmente para quem gosta de adrenalina ao descer ladeiras em alta velocidade). Nomes como Tony Hawk, Rodney Mullen e os brasileiros Bob Burnquist, Pedro Barros e Letícia Bufoni são alguns dos ícones das quatro rodinhas.

A história do skate no Brasil começou na década de 1960, por meio de divulgação de revistas norte-americanas sobre surfe ou com informações trazidas por quem viajava para a América do Norte. Os primeiros modelos também eram feitos a partir de patins desmontados. Na época, o esporte ganhou os apelidos de ‘surfinho’ e ‘surfe de rua’. 

O canal esportivo norte-americano ESPN criou, no ano de 1995, os X-Games, considerado a Olimpíada dos esportes radicais e onde o skate é um dos protagonistas. A modalidade foi confirmada pelo Comitê Olímpico Internacional como uma das atrações dos próximos Jogos Olímpicos, na cidade de Tóquio (Japão), em 2020, fazendo sua estreia no maior evento esportivo do planeta.

Carolina Alves de Oliveira, 10 anos, de São Bernardo, ganhou skate do pai e, como mora ao lado do Parque da Juventude Città Di Marostica, sempre observa as pessoas se divertindo com a prancha por lá. “Acho que, antigamente, pregaram rodinhas em uma tábua de madeira, como se fosse um carrinho de rolimã. Daí começaram a andar de pé.”

Consultoria de Leonardo Brandão, professor, doutor e historiador autor do livro ‘Para Além do Esporte: Uma História do Skate no Brasil’.  



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Como surgiu o skate?

Item nasceu como ideia de brincadeira e ganhou status de esporte radical

Luís Felipe Soares

04/12/2016 | 07:16


Os primeiros relatos da existência do skate datam de 1880, nos Estados Unidos. Reza a lenda que eles foram montados de maneira artesanal, com jovens retirando as rodas e os eixos da bota dos patins e os colocando em pedaços de madeira com a ajuda de pregos e martelo. No começo do século 20, a ideia também buscou carona nos chamados scooters (ancestrais do patinete), com alguns garotos desmontando os guidãos e se equilibrando apenas nas pranchas. A primeira vez que um skate – mais ou menos como o conhecemos hoje em dia – foi registrado foi em 1936, sendo comercializado em lojas somente duas décadas depois.

Nos anos 1970, a modalidade começou a se tornar popular por causa de surfistas do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Os praticantes usavam os mesmos movimentos que faziam pelas ondas nas ruas de suas cidades. Logo depois se notou melhor seu potencial e passou a ser uma das ações mais praticadas do mundo até hoje, deixando a ideia inicial de brincadeira para ser um esporte. 

Atualmente, pode ser dividido em três tipos de modalidades: skate vertical (quando os atletas fazem manobras nos chamados half-pipes, com grande formato em ‘U’, e em áreas que parecem gigantescas bacias), street (na qual os skatistas usam elementos das ruas, como canos, escadas e bancos, para tentar saltos) e downhill (criada especialmente para quem gosta de adrenalina ao descer ladeiras em alta velocidade). Nomes como Tony Hawk, Rodney Mullen e os brasileiros Bob Burnquist, Pedro Barros e Letícia Bufoni são alguns dos ícones das quatro rodinhas.

A história do skate no Brasil começou na década de 1960, por meio de divulgação de revistas norte-americanas sobre surfe ou com informações trazidas por quem viajava para a América do Norte. Os primeiros modelos também eram feitos a partir de patins desmontados. Na época, o esporte ganhou os apelidos de ‘surfinho’ e ‘surfe de rua’. 

O canal esportivo norte-americano ESPN criou, no ano de 1995, os X-Games, considerado a Olimpíada dos esportes radicais e onde o skate é um dos protagonistas. A modalidade foi confirmada pelo Comitê Olímpico Internacional como uma das atrações dos próximos Jogos Olímpicos, na cidade de Tóquio (Japão), em 2020, fazendo sua estreia no maior evento esportivo do planeta.

Carolina Alves de Oliveira, 10 anos, de São Bernardo, ganhou skate do pai e, como mora ao lado do Parque da Juventude Città Di Marostica, sempre observa as pessoas se divertindo com a prancha por lá. “Acho que, antigamente, pregaram rodinhas em uma tábua de madeira, como se fosse um carrinho de rolimã. Daí começaram a andar de pé.”

Consultoria de Leonardo Brandão, professor, doutor e historiador autor do livro ‘Para Além do Esporte: Uma História do Skate no Brasil’.  

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