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Game pela metade do preço no País


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

16/09/2011 | 07:29


Os consumidores estão próximos de encontrar nas lojas o Xbox-360, videogame da Microsoft de última geração, por metade do preço, cerca de R$ 700. Mesmo sem anunciar oficialmente, tudo indica que a divisão desses aparelhos da gigante de Bill Gates produzirá o eletrônico no Brasil.

Nesta semana o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, afirmou que o governo federal anunciará, nos próximos dias, o investimento de uma empresa para a fabricação de games na Zona Franca de Manaus, sem dar nomes aos bois. E no governo do Amazonas tramita projeto, para isenção fiscal, para a Flextronics, parceira da Microsoft na fabricação do Xbox-360 no Exterior e produtora de itens eletrônicos.

O documento prevê R$ 106 milhões de investimento e 537 funcionários em três anos. E propõe para o mesmo período 1,152 milhão de unidades de um produto, não descrito, cujo faturamento da fabricante seria de R$ 500 por aparelho.

Microsoft e Sony não quiseram comentar sobre o assunto. E o ministro não tinha agenda para atender o Diário até o fechamento desta edição. A unidade internacional da Flextronics também não respondeu aos pedidos de entrevista.

O professor da área de Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo, Sérgio Dassie, que fundou o curso de jogos eletrônicos da Anhembi Morumbi, avaliou que o valor previsto no projeto é forte indício de que a Microsoft esteja envolvida. "Se começarem a fabricar aqui será ótimo para a indústria brasileira de games, pois toda a cadeia será barateada", disse. Pela parceria no Exterior, dificilmente a Flextronics produziria aparelho de outra marca no País, destacou um profissional envolvido do setor.

Para o diretor executivo da agência especializada em games e mídia social Hive, Mitikazu Koga Lisboa, Mercadante se referia ao Xbox-360. "A Microsoft tem mercado formado no Brasil e é atuante", disse. Ele explicou que a Nintendo e a Sony, com o Wii e o Playstation 3, entram no País apenas por meio de importação.

O vice-presidente da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos Américo Amorim disse que seria desafiador fabricar o console no País. "Os tributos deixam os games três vezes mais caros que em outros países. E o resultado é a grande pirataria", explicou. No entanto, a Microsoft afirmou que já fabrica jogos eletrônicos no Brasil com preços entre R$ 69 e R$ 129 ao consumidor, que entraram em vigor dia 1º. 

Jogadores vão gastar R$ 3,42 bilhões

Os brasileiros vão gastar R$ 3,42 bilhões em jogos eletrônicos neste ano, na cotação do dólar de ontem. Essa é a estimativa da empresa holandesa de pesquisa de mercado de games Newzoo, que realizou o estudo em junho, quando não considerava a possível entrada de uma fábrica de consoles no País.

A quantia será paga por cerca de 31 milhões de jogadores ativos, revelou o estudo. E os games para consoles terão a maior injeção de recursos desse grupo, cerca de R$ 650 milhões, suficiente para, aproximadamente, cinco milhões de jogos para Xbox-360 no maior preço anunciado pela Microsoft, de R$ 129.

Levantamento da F/Nazca apontou que os brasileiros com idade entre 12 e 15 anos são os que mais se interessam por jogos eletrônicos. E por causa da pirataria, o mercado brasileiro de games se mantém por 15% dos jogadores ativos, que não ligam em pagar os produtos com alta carga tributária.

Dividindo por situação financeira dos consumidores, os mais ricos jogam mais pelo computador e on-line. Por outro lado, quem conta com menor orçamento se diverte por jogos no celular e offline, o que leva os aparelhos móveis de telefonia ser a plataforma onde o brasileiro mais joga eletronicamente e com maior freqüência.

 

Tributos e pirataria prejudicam mercado de desenvolvimento

O vice-presidente da Associação Brasileira das desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos Américo Amorim explicou que apenas a fabricação de video- game de última geração no País não remediará o cenário atual do mercado nacional de jogos eletrônicos.

Ele explicou que é necessária uma readequação na carga tributária e nas políticas de incentivo ao mercado de games no País. "O mercado brasileiro de jogos para consoles tem condição insignificante por causa da tributação e da pirataria", afirmou. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário apontou que, em média, tanto os aparelhos quanto os jogos eletrônicos têm 72,18% de impostos e taxas, diretos e indiretos, embutidos nos preços que os consumidores pagam. É como se um game de R$ 100, sem tributos, custasse R$ 27,82.

RAIO X - O País tem 40 empresas desenvolvedoras, 40% da produção são exportadas e, por causa da pirataria e tributação, 50% das companhias desenvolvem algum tipo de jogo web, segundo a Abragames.

 



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