
Apesar de ter deixado os Titãs há seis anos, Nando Reis, em entrevista ao jornal uruguaio "Ultimas Noticias", mostra-se orgulhoso de ter participado da banda, a qual considera "de grande importância para a música brasileira" pela "ousadia e originalidade da sua formação, que fugiu de todos os padrões".
"(Os Titãs) tiveram um lugar de grande importância na música brasileira e isso posso dizer sem falsa modéstia, principalmente agora que estou olhando de fora. Primeiro pela ousadia e originalidade da sua formação, que fugiu de todos os padrões, o que acrescentou um valor à qualidade musical", declarou o cantor e compositor, que apresentará dois shows nesta quarta-feira à noite em Montevidéu.
"Houve grandes bandas na mesma geração, e os Titãs escreveram um lugar único na história da música do Brasil. Eu fiz parte disso, me transformei de adolescente em um homem durante os 20 anos em que convivi com eles", admitiu Reis, que entrou no grupo em 1982 e deixou a banda em 2002, para se concentrar na sua carreira solo.
"Foi uma experiência enriquecedora e não opressora. A força e a crueza da sua música causou incômodo nas pessoas durante um tempo. Não éramos tipos bonitos, mas éramos uma espécie de anarquia, uma força que era irônica ou sarcástica", continuou o ex-baixista dos Titãs à publicação.
Nando Reis, que irá gravar o seu oitavo álbum solo em janeiro de 2009, também ressaltou que a principal diferença entre um projeto solo e fazer parte de um grupo é que "em uma banda você deve se transformar em outro para poder entender a criação do coletivo. Agora, eu sou o autor (das músicas) e empresto a minha voz para aquilo que é genuinamente meu".
O amor e as drogas são dois temas recorrentes nas composições do cantor. "O amor é muito mais importante, eu o carrego comigo. E as drogas sempre entraram nos momentos em que falta o amor. Mas é um assunto sobre o qual eu já não escrevo, apesar de não poder negar que ele continua sendo uma parte significativa do meu comportamento", revelou ao Ultima Noticias.
Atualmente, Reis se apresenta ao lado da banda Os Infernais, mas o grupo não participará das suas apresentações na capital do Uruguai. Segundo o cantor, serão dois shows intimistas, em que tocará o melhor do seu repertório acompanhado do seu violão.
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