Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 16 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

‘A reforma tributária sairá no primeiro ano’

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

01/11/2016 | 07:00


Prefeito eleito de São Bernardo após receber 59,94% dos votos válidos na eleição de domingo, o deputado estadual Orlando Morando (PSDB) avalia que no primeiro ano de governo conseguirá tirar do papel a reforma tributária, base de seu projeto para resgate de empregos na cidade.

Em visita à sede do Diário, o tucano adianta que, até o fim do ano, vai fazer peregrinação pelas montadoras instaladas no município para colher demandas e sugestões que serão colocadas em prática quando ele tomar posse, no dia 1º de janeiro de 2017.

“Essa redução de impostos e leis de incentivo fiscal são para o primeiro ano. (Vou visitar) Mercedes-Benz, Volkswagen, Ford, Scania. A competição é global. Nada impede que eles lancem produto para América Latina e Caribe aqui na planta de São Bernardo. Quero saber o que eles precisam para isso. A relação com quem quer investir na cidade vai mudar”, esclarece.

Morando revela que o vice-prefeito eleito, Marcelo Lima (SD), e o ex-prefeito Mauricio Soares (PHS) devem formar o primeiro escalão. “Muito provável. Devem estar. Ambos têm bons perfis e histórico para isso.”

Confira abaixo entrevista na íntegra

Como o sr. enxergou ser eleito prefeito oito anos após ser derrotado quando era candidato apoiado pela máquina?
Acima de tudo é determinação. Sou disciplinado. Tinha projeto em 2008 o qual não tinha sido construído por mim. Em 2012, não tinha controle do partido, não tinha projeto, só tinha dificuldades. Em 2016, iniciamos (o projeto) após minha eleição de deputado (em 2014). As urnas tinham mostrado caminho para cidade. Sempre fui candidato de oposição, tive mais votos que os três do PT eleitos (Luiz Fernando Teixeira, Ana do Carmo e Teonílio Barba). A cidade sinalizava por tendência. Tinha mais votos que o Alex (Manente, PPS), que foi candidato a deputado federal. Tenho comigo que a melhor pesquisa é a da urna anterior. Fizemos a lição de casa. Fui construindo aliança com partidos de maneira correta, muito transparente, formando bons quadros e depois colocamos a campanha na rua. Conseguimos encaixar discurso com mais sintonia na cidade. Fui o único a trazer tema emprego para eleição municipal. Outros tentaram no final. Eu tratei com prioridade, sem descaracterizar os outros temas, como Saúde, Segurança, Educação. Eu ousei. Trouxe assunto que teoricamente a sociedade entende como problema do governo federal ou economia para uma questão local. Foi aposta. E acertamos na aposta. Toda essa redenção foi feita por projeto. Perdi a eleição em 2008, mas não enterrei meu sonho nem o desejo de a cidade de ter projeto transparente. Além disso, tem fator emblemático, a sociedade entende como partidos o PT e o PSDB, hoje o PMDB pela Presidência (da República, com Michel Temer). O antagonismo ao PT era o PSDB. Entregamos País em ordem em 2002 e hoje temos desordem sob aspectos econômico, político e moral. As pessoas enxergaram isso com muita clareza.

O que o sr. espera encontrar na Prefeitura e quais as primeiras ações?
Imediatamente é o corte de despesa. Faz parte do nosso planejamento. Enxugar a máquina, com redução de secretarias de 24 para 15 ou 16. Corte de cargos comissionados, de carro oficial, de telefone corporativo. São despesas que a sociedade não entende ou compreende por que uma máquina pública tem de dar carro para o prefeito, para o vice, pagar o telefone. Austeridade fiscal vai nos permitir criar superavit para iniciar obra, concluir obra e baixar imposto. Na hora que reduzir a carga tributária para gerar empregos vou ter queda na arrecadação, por isso preciso de equilíbrio de contas. Por isso vou cortar o desperdício.

A reforma tributária sairá do papel no primeiro ano de governo?
Sim. Essa redução de impostos e leis de incentivo fiscal são para o primeiro ano. Vou iniciar peregrinação pelas montadoras para saber se a partir do ano que vem, quando a economia vier a crescer, elas têm pretensão de lançar os produtos nas plantas de São Bernardo. Mercedes-Benz, Volkswagen, Ford, Scania. A competição é global. Nada impede que eles lancem produto para América Latina e Caribe aqui na planta de São Bernardo. Quero saber o que eles precisam para isso. A relação com quem quer investir na cidade vai mudar.

Há alguma preocupação na questão financeira do Paço?
O que vimos é o que o prefeito usou muito do índice de endividamento da cidade. Elevou bastante. A dívida consolidada líquida era de R$ 1,3 bilhão, na última atualização que tive. Isso inclui todos os financiamentos que terão de ser pagos em dez, 15 ou 20 anos, e com juros. Não posso fazer afirmação, vou esperar a transição, para efetivamente a gente avaliar o que tem de real. Hoje (ontem) tive contato com o prefeito, ele me ligou, vamos ter na próxima semana reunião de transição. Ele me parabenizou, reconheceu a vitória. Aliás, o adversário (Alex) não me ligou.

Já tem formado o grupo da transição?
Ainda não. Vamos discutir com calma.

Há simbolismo de ganhar na cidade onde mora o ex-presidente Lula e onde foi criado o PT?
Não pautei a campanha sob aspecto partidário nem de revanchismo. É reconhecido, é a cidade que projetou o presidente da República. O partido de maior oposição ao PT ganhou a eleição. Tem simbolismo para a sociedade, para a cidade. Para o Orlando não tem. Tenho missão que foi dada ontem (domingo), preciso cumprir com responsabilidade, perfeição e dedicação. Não vou desassociar que muitos votaram em mim para tirar o PT e viram no meu concorrente (Alex) aliança com o PT. Foi noticiada a parceria dele com os principais petistas da cidade. Aumenta minha responsabilidade. Se tiraram o PT querem modelo diferente e vamos fazer com eficiência.

Durante a campanha, seus adversários afirmaram que, caso o sr. fosse eleito, haveria perseguição a servidores públicos, caças às bruxas. Como vai lidar com os servidores?
Falei um dia num debate que meu primeiro ato era demitir todos os petistas. Isso em cargo comissionado. Eu me referi aos petistas que vieram do Paraná, de Santo Antônio do Pinhal, de Embu, de Santos. Esses vão todos embora. Meu profundo respeito aos funcionários de carreira. Se tinham identidade com PT ou outro partido, isso é da democracia e jamais vou cometer qualquer tipo de perseguição. Eles tentaram contaminar na campanha da mentira os funcionários de empresas terceirizadas, auxiliares de vigilância e limpeza. São trabalhadores, cumprem jornada de trabalho. Claro que não vou mexer com essas pessoas.

Como o sr. acha que será a relação com a Câmara?
Acho que será boa. Fui vereador duas vezes, sou parlamentar até hoje. Respeito o Legislativo. Com respeito construímos relação harmônica. Não vejo dificuldade.

A oposição será só o PT? Há espaço para conversa com os vereadores do PPS?
A porta estará aberta ao diálogo com todos os partidos. Com PT é mais difícil. Estou à disposição para falar com o PRB, com o DEM (siglas que estavam na coligação de Alex).

Como vai ser a relação do prefeito Orlando Morando com o deputado federal Alex Manente?
Sou prefeito de todos da cidade. Nosso governo não é para excluir ninguém. Se quiser ajudar a cidade com o mandato dele é muito bem-vindo. Não foi o sinal que ele deu ao não me ligar. Mas se o mandato dele puder ser instrumento para ajudar a cidade é bem-vindo.

Quais secretarias podem ser unificadas?
Estudo técnico. Ainda não tem definido. São Pastas que serão incorporadas. Não haverá Pastas eliminadas.

Qual será a função do vice-prefeito eleito, Marcelo Lima (SD), e do ex-prefeito Mauricio Soares (PHS)?
Ambos colaboraram muito (na campanha). Marcelo veio com dois partidos (SD e PEN), organizado, trouxe colaboração muito grande para a campanha. Sob todos os aspectos, um cara aguerrido, determinado, cumpridor de tarefa. Escolhi o melhor vice para a cidade. O Mauricio colaborou muito também. Ambos serão convidados a fazer parte do governo, sem dúvida nenhuma.

Estarão no primeiro escalão do governo?
Muito provável. Devem estar. Ambos têm bons perfis e histórico para isso. 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

‘A reforma tributária sairá no primeiro ano’

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

01/11/2016 | 07:00


Prefeito eleito de São Bernardo após receber 59,94% dos votos válidos na eleição de domingo, o deputado estadual Orlando Morando (PSDB) avalia que no primeiro ano de governo conseguirá tirar do papel a reforma tributária, base de seu projeto para resgate de empregos na cidade.

Em visita à sede do Diário, o tucano adianta que, até o fim do ano, vai fazer peregrinação pelas montadoras instaladas no município para colher demandas e sugestões que serão colocadas em prática quando ele tomar posse, no dia 1º de janeiro de 2017.

“Essa redução de impostos e leis de incentivo fiscal são para o primeiro ano. (Vou visitar) Mercedes-Benz, Volkswagen, Ford, Scania. A competição é global. Nada impede que eles lancem produto para América Latina e Caribe aqui na planta de São Bernardo. Quero saber o que eles precisam para isso. A relação com quem quer investir na cidade vai mudar”, esclarece.

Morando revela que o vice-prefeito eleito, Marcelo Lima (SD), e o ex-prefeito Mauricio Soares (PHS) devem formar o primeiro escalão. “Muito provável. Devem estar. Ambos têm bons perfis e histórico para isso.”

Confira abaixo entrevista na íntegra

Como o sr. enxergou ser eleito prefeito oito anos após ser derrotado quando era candidato apoiado pela máquina?
Acima de tudo é determinação. Sou disciplinado. Tinha projeto em 2008 o qual não tinha sido construído por mim. Em 2012, não tinha controle do partido, não tinha projeto, só tinha dificuldades. Em 2016, iniciamos (o projeto) após minha eleição de deputado (em 2014). As urnas tinham mostrado caminho para cidade. Sempre fui candidato de oposição, tive mais votos que os três do PT eleitos (Luiz Fernando Teixeira, Ana do Carmo e Teonílio Barba). A cidade sinalizava por tendência. Tinha mais votos que o Alex (Manente, PPS), que foi candidato a deputado federal. Tenho comigo que a melhor pesquisa é a da urna anterior. Fizemos a lição de casa. Fui construindo aliança com partidos de maneira correta, muito transparente, formando bons quadros e depois colocamos a campanha na rua. Conseguimos encaixar discurso com mais sintonia na cidade. Fui o único a trazer tema emprego para eleição municipal. Outros tentaram no final. Eu tratei com prioridade, sem descaracterizar os outros temas, como Saúde, Segurança, Educação. Eu ousei. Trouxe assunto que teoricamente a sociedade entende como problema do governo federal ou economia para uma questão local. Foi aposta. E acertamos na aposta. Toda essa redenção foi feita por projeto. Perdi a eleição em 2008, mas não enterrei meu sonho nem o desejo de a cidade de ter projeto transparente. Além disso, tem fator emblemático, a sociedade entende como partidos o PT e o PSDB, hoje o PMDB pela Presidência (da República, com Michel Temer). O antagonismo ao PT era o PSDB. Entregamos País em ordem em 2002 e hoje temos desordem sob aspectos econômico, político e moral. As pessoas enxergaram isso com muita clareza.

O que o sr. espera encontrar na Prefeitura e quais as primeiras ações?
Imediatamente é o corte de despesa. Faz parte do nosso planejamento. Enxugar a máquina, com redução de secretarias de 24 para 15 ou 16. Corte de cargos comissionados, de carro oficial, de telefone corporativo. São despesas que a sociedade não entende ou compreende por que uma máquina pública tem de dar carro para o prefeito, para o vice, pagar o telefone. Austeridade fiscal vai nos permitir criar superavit para iniciar obra, concluir obra e baixar imposto. Na hora que reduzir a carga tributária para gerar empregos vou ter queda na arrecadação, por isso preciso de equilíbrio de contas. Por isso vou cortar o desperdício.

A reforma tributária sairá do papel no primeiro ano de governo?
Sim. Essa redução de impostos e leis de incentivo fiscal são para o primeiro ano. Vou iniciar peregrinação pelas montadoras para saber se a partir do ano que vem, quando a economia vier a crescer, elas têm pretensão de lançar os produtos nas plantas de São Bernardo. Mercedes-Benz, Volkswagen, Ford, Scania. A competição é global. Nada impede que eles lancem produto para América Latina e Caribe aqui na planta de São Bernardo. Quero saber o que eles precisam para isso. A relação com quem quer investir na cidade vai mudar.

Há alguma preocupação na questão financeira do Paço?
O que vimos é o que o prefeito usou muito do índice de endividamento da cidade. Elevou bastante. A dívida consolidada líquida era de R$ 1,3 bilhão, na última atualização que tive. Isso inclui todos os financiamentos que terão de ser pagos em dez, 15 ou 20 anos, e com juros. Não posso fazer afirmação, vou esperar a transição, para efetivamente a gente avaliar o que tem de real. Hoje (ontem) tive contato com o prefeito, ele me ligou, vamos ter na próxima semana reunião de transição. Ele me parabenizou, reconheceu a vitória. Aliás, o adversário (Alex) não me ligou.

Já tem formado o grupo da transição?
Ainda não. Vamos discutir com calma.

Há simbolismo de ganhar na cidade onde mora o ex-presidente Lula e onde foi criado o PT?
Não pautei a campanha sob aspecto partidário nem de revanchismo. É reconhecido, é a cidade que projetou o presidente da República. O partido de maior oposição ao PT ganhou a eleição. Tem simbolismo para a sociedade, para a cidade. Para o Orlando não tem. Tenho missão que foi dada ontem (domingo), preciso cumprir com responsabilidade, perfeição e dedicação. Não vou desassociar que muitos votaram em mim para tirar o PT e viram no meu concorrente (Alex) aliança com o PT. Foi noticiada a parceria dele com os principais petistas da cidade. Aumenta minha responsabilidade. Se tiraram o PT querem modelo diferente e vamos fazer com eficiência.

Durante a campanha, seus adversários afirmaram que, caso o sr. fosse eleito, haveria perseguição a servidores públicos, caças às bruxas. Como vai lidar com os servidores?
Falei um dia num debate que meu primeiro ato era demitir todos os petistas. Isso em cargo comissionado. Eu me referi aos petistas que vieram do Paraná, de Santo Antônio do Pinhal, de Embu, de Santos. Esses vão todos embora. Meu profundo respeito aos funcionários de carreira. Se tinham identidade com PT ou outro partido, isso é da democracia e jamais vou cometer qualquer tipo de perseguição. Eles tentaram contaminar na campanha da mentira os funcionários de empresas terceirizadas, auxiliares de vigilância e limpeza. São trabalhadores, cumprem jornada de trabalho. Claro que não vou mexer com essas pessoas.

Como o sr. acha que será a relação com a Câmara?
Acho que será boa. Fui vereador duas vezes, sou parlamentar até hoje. Respeito o Legislativo. Com respeito construímos relação harmônica. Não vejo dificuldade.

A oposição será só o PT? Há espaço para conversa com os vereadores do PPS?
A porta estará aberta ao diálogo com todos os partidos. Com PT é mais difícil. Estou à disposição para falar com o PRB, com o DEM (siglas que estavam na coligação de Alex).

Como vai ser a relação do prefeito Orlando Morando com o deputado federal Alex Manente?
Sou prefeito de todos da cidade. Nosso governo não é para excluir ninguém. Se quiser ajudar a cidade com o mandato dele é muito bem-vindo. Não foi o sinal que ele deu ao não me ligar. Mas se o mandato dele puder ser instrumento para ajudar a cidade é bem-vindo.

Quais secretarias podem ser unificadas?
Estudo técnico. Ainda não tem definido. São Pastas que serão incorporadas. Não haverá Pastas eliminadas.

Qual será a função do vice-prefeito eleito, Marcelo Lima (SD), e do ex-prefeito Mauricio Soares (PHS)?
Ambos colaboraram muito (na campanha). Marcelo veio com dois partidos (SD e PEN), organizado, trouxe colaboração muito grande para a campanha. Sob todos os aspectos, um cara aguerrido, determinado, cumpridor de tarefa. Escolhi o melhor vice para a cidade. O Mauricio colaborou muito também. Ambos serão convidados a fazer parte do governo, sem dúvida nenhuma.

Estarão no primeiro escalão do governo?
Muito provável. Devem estar. Ambos têm bons perfis e histórico para isso. 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;