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Moisés Pais dos Santos
Economista e professor da Metodista

29/10/2016 | 07:21


Política econômica é definida como sendo toda ação do governo na economia com intuito de alcançar alguns objetivos como, por exemplo, crescimento econômico, estabilidade de preços, redução da desigualdade de renda, equilíbrio das contas internas e externas, entre outros. Dependendo dos instrumentos da política adotada, o padrão de vida das pessoas pode ser melhorado ou piorado.

Existem diversos instrumentos para atingir os objetivos de política econômica, entre os quais as políticas fiscal, monetária, cambial/de comércio exterior e a política de rendas. Enquanto a política fiscal está relacionada à arrecadação tributária e ao gasto público, a política monetária diz respeito à movimentação de dinheiro na economia causada por variações na taxa de juros e mudanças nas condições de crédito, principalmente.

Atualmente, a integração existente entre os países, a facilidade de acesso à informação, negociação e transportes de mercadorias, a questão externa e, portanto, as políticas cambial/de comércio exterior ganham relevância. A política de rendas relaciona-se com a manutenção do poder aquisitivo dos agentes econômicos, podendo ser aplicada, por exemplo, por meio de valorização do salário mínimo.

Ao buscar um objetivo, o governo corre o risco de atropelar outros objetivos de política econômica. Isso ocorreu na época da implantação do Plano Real no Brasil, a partir de 1994. O governo tinha intenção de combater a inflação e, mediante o real valorizado, houve estímulo à entrada maciça de produtos importados, pressionando os preços domésticos para baixo.

No entanto, ao mesmo tempo em que a inflação estava sendo combatida pela via dos ajustes fiscal e cambial, também ocorria desequilíbrio no saldo da balança comercial brasileira. Apesar do combate à inflação, política econômica brasileira relacionada ao setor externo impactou negativamente essa conta entre 1995 e 2001. Outro exemplo de conflito de objetivo nos remete à época do ‘milagre’ econômico brasileiro (1968-73), quando a economia brasileira cresceu, em média, 10% ao ano. No entanto, desigualdade de renda se intensificou.

Atualmente a economia brasileira caracteriza-se por baixas taxas de crescimento econômico, com média de 3% ao longo do período 2006-2015. A inflação anual medida pelo IPCA está acima da meta de 4,5% ao ano (soma 8,48% até setembro). Há desequilíbrio nas contas internas, uma vez que a dívida pública federal fechou agosto em quase R$ 3 trilhões. No setor externo há superavit na balança comercial, que acumula mais de US$ 36 bilhões até setembro. Além disso, a elevada desigualdade de renda consiste em importante característica de uma das economias mais ricas do planeta. Assim sendo, o governo tem o desafio de conciliar os objetivos de política econômica para elevar cada vez mais o padrão de vida das pessoas, sob pena de causar desequilíbrios econômicos e sociais.  



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29/10/2016 | 07:21


Política econômica é definida como sendo toda ação do governo na economia com intuito de alcançar alguns objetivos como, por exemplo, crescimento econômico, estabilidade de preços, redução da desigualdade de renda, equilíbrio das contas internas e externas, entre outros. Dependendo dos instrumentos da política adotada, o padrão de vida das pessoas pode ser melhorado ou piorado.

Existem diversos instrumentos para atingir os objetivos de política econômica, entre os quais as políticas fiscal, monetária, cambial/de comércio exterior e a política de rendas. Enquanto a política fiscal está relacionada à arrecadação tributária e ao gasto público, a política monetária diz respeito à movimentação de dinheiro na economia causada por variações na taxa de juros e mudanças nas condições de crédito, principalmente.

Atualmente, a integração existente entre os países, a facilidade de acesso à informação, negociação e transportes de mercadorias, a questão externa e, portanto, as políticas cambial/de comércio exterior ganham relevância. A política de rendas relaciona-se com a manutenção do poder aquisitivo dos agentes econômicos, podendo ser aplicada, por exemplo, por meio de valorização do salário mínimo.

Ao buscar um objetivo, o governo corre o risco de atropelar outros objetivos de política econômica. Isso ocorreu na época da implantação do Plano Real no Brasil, a partir de 1994. O governo tinha intenção de combater a inflação e, mediante o real valorizado, houve estímulo à entrada maciça de produtos importados, pressionando os preços domésticos para baixo.

No entanto, ao mesmo tempo em que a inflação estava sendo combatida pela via dos ajustes fiscal e cambial, também ocorria desequilíbrio no saldo da balança comercial brasileira. Apesar do combate à inflação, política econômica brasileira relacionada ao setor externo impactou negativamente essa conta entre 1995 e 2001. Outro exemplo de conflito de objetivo nos remete à época do ‘milagre’ econômico brasileiro (1968-73), quando a economia brasileira cresceu, em média, 10% ao ano. No entanto, desigualdade de renda se intensificou.

Atualmente a economia brasileira caracteriza-se por baixas taxas de crescimento econômico, com média de 3% ao longo do período 2006-2015. A inflação anual medida pelo IPCA está acima da meta de 4,5% ao ano (soma 8,48% até setembro). Há desequilíbrio nas contas internas, uma vez que a dívida pública federal fechou agosto em quase R$ 3 trilhões. No setor externo há superavit na balança comercial, que acumula mais de US$ 36 bilhões até setembro. Além disso, a elevada desigualdade de renda consiste em importante característica de uma das economias mais ricas do planeta. Assim sendo, o governo tem o desafio de conciliar os objetivos de política econômica para elevar cada vez mais o padrão de vida das pessoas, sob pena de causar desequilíbrios econômicos e sociais.  

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