Cada linha de investigação foi dividida em um procedimento distinto e distribuída.
O material, com base em reportagens que revelaram os e-mails de executivos da empreiteira indicando pagamentos relacionados a obras, deve chegar nesta quarta-feira, 5, ao gabinete de cada investigador. A partir daí, os promotores devem decidir se instauram um inquérito civil para investigar as suspeitas de corrupção em cada caso.
No caso do Metrô, a Lava Jato identificou mais de 20 e-mails do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira - "departamento de propinas" - com referências a pagamentos nas obras das linhas 2 e 4 do metrô.
Em relação à EMTU, a PF identificou um e-mail de Benedicto Barbosa Junior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, ao então presidente do Grupo Odebrecht Marcelo Bahia Odebrecht solicitando autorização para o "programa" de pagamentos "relacionado a EMTU" em 2006.
A Promotoria do Patrimônio Público é responsável por investigações no âmbito cível, e os inquéritos não têm caráter criminal.
Em nota, a Secretaria de Transportes de São Paulo informou que o Metrô e a EMTU desconhecem qualquer irregularidade. "As empresas estão à disposição para colaborar com as investigações." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.