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Diretor da CNT pede demissao


Cássio Gomes Neves
Da Redaçao

22/11/2000 | 21:02


Terça-feira, diretor artístico da CNT. Hoje, desempregado. O ex-cineasta e humorista Deni Cavalcanti se enquadra nesse panorama depois de ter se desligado, há dois dias, da emissora curitibana transmitida em Sao Paulo pelo canal 26 UHF, e pelas retransmissoras Net, Sky e Directv. No olho do furacao das reformas de programaçao, Cavalcanti debanda da CNT depois de ter mediado as contrataçoes de Clodovil e Ferreira Netto, novas atraçoes da CNT para 2001.

Segundo o ex-diretor da rede, a demissao foi iniciativa própria. "Uma série de fatores me motivaram a deixar o cargo, depois de três anos sem férias." Cavalcanti enumerou tais motivos, cujo conjunto, ele acredita, é encabeçado pela "má administraçao da empresa. Alguns departamentos parecem crianças ao manejar brinquedos de gente grande."

Problemas administrativos refletem ainda, segundo Cavalcanti, a falta de coragem dos responsáveis pela CNT para deixar Curitiba e assumir Sao Paulo como base de operaçoes. "Um empreendimento desse porte precisa gerar receita, precisa atrair anunciantes. Se há uma certa teimosia em fundamentar as bases no eixo Rio-SP, entao pode esquecer, porque nao se lucra com propaganda local se existe o intuito de fixar audiência no maior centro econômico do país", retrata o recém-demitido.

A metralhadora verbal parece ter muniçao infindável. "Tudo isso era desculpa para protelar o pagamento da diretoria. Os funcionários de baixo e médio escalao eram pagos em dia, mas os diretores tinham de esperar, pois a emissora daria um `jeitinho`. Fiquei sem salário durante alguns meses."

O ex-diretor, que fez carreira em cinema ao dirigir alguns filmes com Rita Cadillac e Gretchen, alega que nao houve uma "gota d'água" para justificar a sua atitude demissionária. "Foi cumulativo, a bomba nao estourou de uma hora para outra."

Procurada quarta à tarde pela reportagem do Diário, a CNT indicou o diretor Jairo Cajal para esclarecer os motivos que cercam a demissao de Cavalcanti. Em reuniao com a diretoria da emissora, Cajal nao pôde atender antes do fechamento desta ediçao.



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Diretor da CNT pede demissao

Cássio Gomes Neves
Da Redaçao

22/11/2000 | 21:02


Terça-feira, diretor artístico da CNT. Hoje, desempregado. O ex-cineasta e humorista Deni Cavalcanti se enquadra nesse panorama depois de ter se desligado, há dois dias, da emissora curitibana transmitida em Sao Paulo pelo canal 26 UHF, e pelas retransmissoras Net, Sky e Directv. No olho do furacao das reformas de programaçao, Cavalcanti debanda da CNT depois de ter mediado as contrataçoes de Clodovil e Ferreira Netto, novas atraçoes da CNT para 2001.

Segundo o ex-diretor da rede, a demissao foi iniciativa própria. "Uma série de fatores me motivaram a deixar o cargo, depois de três anos sem férias." Cavalcanti enumerou tais motivos, cujo conjunto, ele acredita, é encabeçado pela "má administraçao da empresa. Alguns departamentos parecem crianças ao manejar brinquedos de gente grande."

Problemas administrativos refletem ainda, segundo Cavalcanti, a falta de coragem dos responsáveis pela CNT para deixar Curitiba e assumir Sao Paulo como base de operaçoes. "Um empreendimento desse porte precisa gerar receita, precisa atrair anunciantes. Se há uma certa teimosia em fundamentar as bases no eixo Rio-SP, entao pode esquecer, porque nao se lucra com propaganda local se existe o intuito de fixar audiência no maior centro econômico do país", retrata o recém-demitido.

A metralhadora verbal parece ter muniçao infindável. "Tudo isso era desculpa para protelar o pagamento da diretoria. Os funcionários de baixo e médio escalao eram pagos em dia, mas os diretores tinham de esperar, pois a emissora daria um `jeitinho`. Fiquei sem salário durante alguns meses."

O ex-diretor, que fez carreira em cinema ao dirigir alguns filmes com Rita Cadillac e Gretchen, alega que nao houve uma "gota d'água" para justificar a sua atitude demissionária. "Foi cumulativo, a bomba nao estourou de uma hora para outra."

Procurada quarta à tarde pela reportagem do Diário, a CNT indicou o diretor Jairo Cajal para esclarecer os motivos que cercam a demissao de Cavalcanti. Em reuniao com a diretoria da emissora, Cajal nao pôde atender antes do fechamento desta ediçao.

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