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Paulinho afirma que não é candidato só do antiPT: ‘Precisa ter conteúdo’

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Postulante do PSDB ao Paço de Sto.André adianta que vai criticar modelo do atual governo Grana, mas também condenará ações da gestão Aidan


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

13/08/2016 | 07:00


Candidato à Prefeitura de Santo André pelo PSDB, o ex-vereador Paulinho Serra sustentou ontem que, durante a empreitada eleitoral, defenderá não ser postulante apenas do antipetismo, mas também de combate ao modelo de gestão do ex-prefeito Aidan Ravin (PSB, 2009-2012). “Vamos criticar a fórmula de governo petista, de usar máquina inchada e direcionada a projeto de partido, só que não adianta somente ser antiPT e não ter conteúdo. Não é esse o espaço que queremos construir (na campanha)”, pontuou, em entrevista ao Diário. “Há administrações (locais) que não foram do PT e tiveram problemas graves.”

Em balanço, o tucano alegou que seu retorno ao PSDB, em setembro, é sinal de que houve “grande amadurecimento” após processo de desgaste entre 2011 e 2012, quando ele tentou ser candidato ao Paço, contudo, o partido optou por ser vice de outros projetos majoritários. Na ocasião, Paulinho migrou para o PSD. “Há consciência da importância desta construção no Grande ABC (são cinco prefeituráveis nas sete cidades), inserindo Santo André como município estratégico. Precisei sair para perceber que o PSDB é minha casa. Pela primeira vez vejo (o tucanato) com candidaturas competitivas na maioria e, em 2014, o (senador) Aécio (Neves, então presidenciável) ganhou em todos os colégios eleitorais daqui.”

Visando quebrar ideia de polarização no pleito entre PT, do prefeito Carlos Grana, que disputará a reeleição, e Aidan, Paulinho adiantou que vai criticar os modelos atual e o anterior, principalmente nos ramos de planejamento e financeiro, que, juntos, “resultaram na perda do protagonismo”. “Vamos fazer mudança. Aliar retomada com gestão mais enxuta e social, utilizando parcerias privadas. Fechar os ralos para voltar a ter emprego e renda no médio prazo”, disse, ao acrescentar que irá “reduzir contratos, comissionados e o número de secretarias”. “Proposta é trabalhar com 12 a 15 Pastas.” Ao todo, são 19 áreas no primeiro escalão, além de outras cinco autarquias e empresas públicas.

Ex-secretário de Obras, o tucano frisou que não há possibilidade de o governo municipal justificar crise interna para colocar-se como vítima diante da instabilidade política e econômica no País. Paulinho condenou o encerramento das atividades do CPETR (Centro Público de Emprego, Trabalho e Renda) na unidade física do bairro Casa Branca. “Não dá para responsabilizar a Prefeitura pelo fechamento do CPETR? Entregou o prédio por não conseguir pagar o aluguel. Neste momento, emprego e renda são os principais motes para retomar o crescimento. São 70 mil desempregados na cidade. A administração deveria estimular, mas hoje é inimiga dos trabalhadores, só atrapalha. Não tem política clara de incentivo.”

Paulinho considerou que, diante do cenário, o eleitorado andreense clama por projetos diferentes. Segundo ele, há avaliação de que o “passado e o presente foram ruins” para a evolução dos números do município. “Estamos fazendo o debate e a população está sim disposta a ouvir. Esperam por isso. Cabe a nós que a mensagem chegue”, afirmou, citando tempo hábil de consolidação nas pesquisas de intenção de voto, mesmo com a diminuição do período de campanha – 45 dias, no primeiro turno. “Dá tempo. O retorno (nas ruas) tem sido positivo. Ninguém quer trocar um (político) pelo outro e também não é novo pelo novo.”



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Paulinho afirma que não é candidato só do antiPT: ‘Precisa ter conteúdo’

Postulante do PSDB ao Paço de Sto.André adianta que vai criticar modelo do atual governo Grana, mas também condenará ações da gestão Aidan

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

13/08/2016 | 07:00


Candidato à Prefeitura de Santo André pelo PSDB, o ex-vereador Paulinho Serra sustentou ontem que, durante a empreitada eleitoral, defenderá não ser postulante apenas do antipetismo, mas também de combate ao modelo de gestão do ex-prefeito Aidan Ravin (PSB, 2009-2012). “Vamos criticar a fórmula de governo petista, de usar máquina inchada e direcionada a projeto de partido, só que não adianta somente ser antiPT e não ter conteúdo. Não é esse o espaço que queremos construir (na campanha)”, pontuou, em entrevista ao Diário. “Há administrações (locais) que não foram do PT e tiveram problemas graves.”

Em balanço, o tucano alegou que seu retorno ao PSDB, em setembro, é sinal de que houve “grande amadurecimento” após processo de desgaste entre 2011 e 2012, quando ele tentou ser candidato ao Paço, contudo, o partido optou por ser vice de outros projetos majoritários. Na ocasião, Paulinho migrou para o PSD. “Há consciência da importância desta construção no Grande ABC (são cinco prefeituráveis nas sete cidades), inserindo Santo André como município estratégico. Precisei sair para perceber que o PSDB é minha casa. Pela primeira vez vejo (o tucanato) com candidaturas competitivas na maioria e, em 2014, o (senador) Aécio (Neves, então presidenciável) ganhou em todos os colégios eleitorais daqui.”

Visando quebrar ideia de polarização no pleito entre PT, do prefeito Carlos Grana, que disputará a reeleição, e Aidan, Paulinho adiantou que vai criticar os modelos atual e o anterior, principalmente nos ramos de planejamento e financeiro, que, juntos, “resultaram na perda do protagonismo”. “Vamos fazer mudança. Aliar retomada com gestão mais enxuta e social, utilizando parcerias privadas. Fechar os ralos para voltar a ter emprego e renda no médio prazo”, disse, ao acrescentar que irá “reduzir contratos, comissionados e o número de secretarias”. “Proposta é trabalhar com 12 a 15 Pastas.” Ao todo, são 19 áreas no primeiro escalão, além de outras cinco autarquias e empresas públicas.

Ex-secretário de Obras, o tucano frisou que não há possibilidade de o governo municipal justificar crise interna para colocar-se como vítima diante da instabilidade política e econômica no País. Paulinho condenou o encerramento das atividades do CPETR (Centro Público de Emprego, Trabalho e Renda) na unidade física do bairro Casa Branca. “Não dá para responsabilizar a Prefeitura pelo fechamento do CPETR? Entregou o prédio por não conseguir pagar o aluguel. Neste momento, emprego e renda são os principais motes para retomar o crescimento. São 70 mil desempregados na cidade. A administração deveria estimular, mas hoje é inimiga dos trabalhadores, só atrapalha. Não tem política clara de incentivo.”

Paulinho considerou que, diante do cenário, o eleitorado andreense clama por projetos diferentes. Segundo ele, há avaliação de que o “passado e o presente foram ruins” para a evolução dos números do município. “Estamos fazendo o debate e a população está sim disposta a ouvir. Esperam por isso. Cabe a nós que a mensagem chegue”, afirmou, citando tempo hábil de consolidação nas pesquisas de intenção de voto, mesmo com a diminuição do período de campanha – 45 dias, no primeiro turno. “Dá tempo. O retorno (nas ruas) tem sido positivo. Ninguém quer trocar um (político) pelo outro e também não é novo pelo novo.”

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