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'Posso voltar a jogar em
alto nível', diz Gustavo Nery


Henrique Munhoz
Do Diário do Grande ABC

06/03/2011 | 07:07


"Papai. Você também se aposentou igual o Ronaldo?". Gustavo Nery recebeu essa pergunta do filho de 8 anos quando o Fenômeno concedia entrevista coletiva para anunciar o fim da carreira. A resposta do lateral-esquerdo que já passou por grandes clubes do país, mas não atua profissionalmente desde dezembro de 2009, foi contrária a do atacante do Timão. "Falei para o meu filho que estou analisando algumas propostas e vou voltar a jogar. Espero acertar com algum clube até o final de fevereiro", conta o jogador.

Gustavo Nery tem 32 anos, e já passou por times como Santos, São Paulo, Corinthians, Fluminense e Internacional. O lateral-esquerdo também atuou na Alemanha, pelo Werder Bremen. Em 2009, foi contratado pelo Santo André, para a disputa do Brasileirão da Série A. "Comecei muito bem, mas depois daquela entrada do Fábio Costa, fiquei muito tempo parado", disse Nery. O atleta se refere a um carrinho do então goleiro do Santos, que provocou séria lesão no joelho.

O lateral-esquerdo ainda voltou para ajudar o Ramalhão a fugir do rebaixamento. Porém, além de se contundir novamente, o time acabou caindo para a Série B. No ano seguinte, ele já não estava mais nos planos do técnico Sergio Soares. "Ele disse que não iria me utilizar. Cumpri meu contrato normalmente, indo treinar separado todos os dias." Gustavo Nery também afirmou que recebeu propostas de grandes clubes, mas não foi liberado pelo Santo André.

Em junho de 2010, os advogados do jogador e o Ramalhão entraram em acordo e o contrato foi reincindido. Mesmo assim, Gustavo Nery não arrumou outro clube. "Quando surgiram os convites, já tinha acabado o período de inscrição", justifica.

Natural de São Bernardo, o jogador contou que manteve a forma disputando dois campeonatos amadores. Um de futebol society no clube Mesc e outro de campo em Diadema.

NUMA BOA

Porém, engana-se quem pensa que Gustavo Nery ficou chateado com este período. "Além de curtir a família, a receptividade de quem disputou estes campeonatos foi muito boa. As pessoas me elogiavam muito, tanto pelo meu preparo físico quanto pelo meu jeito de ser." Segundo o jogador, ele foi julgado incorretamente durante a carreira. "Muitas pessoas falam sem conhecer. Sou um cara humilde, de família," declarou.

Além dos torneios amadores da região, Nery treinava durante a semana. Segundo ele, a rotina se intensificou em 2010, sendo auxiliado por um personal-trainer. Tudo para voltar a jogar. "Sei que tenho qualidade e estou bem fisicamente. Se me colocar para treinar ao lado de um cara de 20, passo por cima", afirma.

O ala disse que os melhores momentos da carreira foi em 2004, pelo São Paulo e na Seleção Brasileira, onde venceu a Copa América, e no Corinthians, quando defendeu o time campeão brasileiro de 2005. Além disso, ressalta o desempenho na Copa Sul-Americana de 2008, quando apesar da condição de reserva, disse ter "ajudado muito". O jogador relembra com felicidade desse tempo e alfineta os críticos. "Não fui um jogadorzinho qualquer. Tenho mais de 200 jogos pelo São Paulo e mais de 100 partidas pelo Corinthians. Só que, como qualquer atleta, tive momentos bons e ruins".

A meta de Nery é jogar mais quatro anos. Se não der certo, disse que é estruturado e não irá sofrer por isso.

Quando parar de jogar, ficará dividido entre cuidar da fazenda no Rio de Janeiro ou seguir no futebol, seja como empresário ou auxiliar técnico. "Não me vejo como treinador". Porém, isso é para daqui alguns anos. "Vai nascer mais um filho e quero que ele me veja jogando, nem que seja por pouco tempo", finaliza.

 

Lesões e renovação do elenco provocam saída do Santo André

 

Tanto Gustavo Nery quanto a diretoria e treinador que trabalhou com o lateral-esquerdo no Ramalhão são unânimes em dizer que as seguidas lesões prejudicaram o desempenho do atleta durante a passagem pelo clube do Grande ABC.

"Ele não teve sequência no time. Por isso, não posso nem avaliar se o desempenho dele foi bom ou ruim", afirmou o técnico Sérgio Soares, que trabalhou com o jogador na temporada 2009, quando o clube acabou rebaixado da Série A para a B do Campeonato Brasileiro.

Para o vice-presidente da Gestão Empresarial do Santo André, Romualdo Magro Junior, a situação econômica foi preponderante para que o jogador não fosse utilizado em 2010. "A receita da Série B (do Campeonato Brasileiro) é 1/5 da Série A. Precisamos renovar o time, e por isso que o Gustavo Nery, o Marcelinho Carioca e o Fernando acabaram saindo", explica.

O dirigente discorda do atleta quando diz respeito as propostas que teria recebido no primeiro semestre de 2010. "Ele não trouxe nada até a gente. Como estava treinando separado, seria liberado caso aparecesse alguma oferta", garantiu Romualdo.

Sérgio Soares - atualmente sem clube - diz que o jogador não teve comportamento inadequado no período em que defendeu o Ramalhão. "Ele não me deu problema algum, assim como os outros jogadores", garante.

O técnico acredita que o lateral-esquerdo possa fazer bom papel caso acerte com algum clube. "O Gustavo tem 32 anos, então ainda é novo para o futebol. Tem todas as condições para dar seguimento a carreira."



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'Posso voltar a jogar em
alto nível', diz Gustavo Nery

Henrique Munhoz
Do Diário do Grande ABC

06/03/2011 | 07:07


"Papai. Você também se aposentou igual o Ronaldo?". Gustavo Nery recebeu essa pergunta do filho de 8 anos quando o Fenômeno concedia entrevista coletiva para anunciar o fim da carreira. A resposta do lateral-esquerdo que já passou por grandes clubes do país, mas não atua profissionalmente desde dezembro de 2009, foi contrária a do atacante do Timão. "Falei para o meu filho que estou analisando algumas propostas e vou voltar a jogar. Espero acertar com algum clube até o final de fevereiro", conta o jogador.

Gustavo Nery tem 32 anos, e já passou por times como Santos, São Paulo, Corinthians, Fluminense e Internacional. O lateral-esquerdo também atuou na Alemanha, pelo Werder Bremen. Em 2009, foi contratado pelo Santo André, para a disputa do Brasileirão da Série A. "Comecei muito bem, mas depois daquela entrada do Fábio Costa, fiquei muito tempo parado", disse Nery. O atleta se refere a um carrinho do então goleiro do Santos, que provocou séria lesão no joelho.

O lateral-esquerdo ainda voltou para ajudar o Ramalhão a fugir do rebaixamento. Porém, além de se contundir novamente, o time acabou caindo para a Série B. No ano seguinte, ele já não estava mais nos planos do técnico Sergio Soares. "Ele disse que não iria me utilizar. Cumpri meu contrato normalmente, indo treinar separado todos os dias." Gustavo Nery também afirmou que recebeu propostas de grandes clubes, mas não foi liberado pelo Santo André.

Em junho de 2010, os advogados do jogador e o Ramalhão entraram em acordo e o contrato foi reincindido. Mesmo assim, Gustavo Nery não arrumou outro clube. "Quando surgiram os convites, já tinha acabado o período de inscrição", justifica.

Natural de São Bernardo, o jogador contou que manteve a forma disputando dois campeonatos amadores. Um de futebol society no clube Mesc e outro de campo em Diadema.

NUMA BOA

Porém, engana-se quem pensa que Gustavo Nery ficou chateado com este período. "Além de curtir a família, a receptividade de quem disputou estes campeonatos foi muito boa. As pessoas me elogiavam muito, tanto pelo meu preparo físico quanto pelo meu jeito de ser." Segundo o jogador, ele foi julgado incorretamente durante a carreira. "Muitas pessoas falam sem conhecer. Sou um cara humilde, de família," declarou.

Além dos torneios amadores da região, Nery treinava durante a semana. Segundo ele, a rotina se intensificou em 2010, sendo auxiliado por um personal-trainer. Tudo para voltar a jogar. "Sei que tenho qualidade e estou bem fisicamente. Se me colocar para treinar ao lado de um cara de 20, passo por cima", afirma.

O ala disse que os melhores momentos da carreira foi em 2004, pelo São Paulo e na Seleção Brasileira, onde venceu a Copa América, e no Corinthians, quando defendeu o time campeão brasileiro de 2005. Além disso, ressalta o desempenho na Copa Sul-Americana de 2008, quando apesar da condição de reserva, disse ter "ajudado muito". O jogador relembra com felicidade desse tempo e alfineta os críticos. "Não fui um jogadorzinho qualquer. Tenho mais de 200 jogos pelo São Paulo e mais de 100 partidas pelo Corinthians. Só que, como qualquer atleta, tive momentos bons e ruins".

A meta de Nery é jogar mais quatro anos. Se não der certo, disse que é estruturado e não irá sofrer por isso.

Quando parar de jogar, ficará dividido entre cuidar da fazenda no Rio de Janeiro ou seguir no futebol, seja como empresário ou auxiliar técnico. "Não me vejo como treinador". Porém, isso é para daqui alguns anos. "Vai nascer mais um filho e quero que ele me veja jogando, nem que seja por pouco tempo", finaliza.

 

Lesões e renovação do elenco provocam saída do Santo André

 

Tanto Gustavo Nery quanto a diretoria e treinador que trabalhou com o lateral-esquerdo no Ramalhão são unânimes em dizer que as seguidas lesões prejudicaram o desempenho do atleta durante a passagem pelo clube do Grande ABC.

"Ele não teve sequência no time. Por isso, não posso nem avaliar se o desempenho dele foi bom ou ruim", afirmou o técnico Sérgio Soares, que trabalhou com o jogador na temporada 2009, quando o clube acabou rebaixado da Série A para a B do Campeonato Brasileiro.

Para o vice-presidente da Gestão Empresarial do Santo André, Romualdo Magro Junior, a situação econômica foi preponderante para que o jogador não fosse utilizado em 2010. "A receita da Série B (do Campeonato Brasileiro) é 1/5 da Série A. Precisamos renovar o time, e por isso que o Gustavo Nery, o Marcelinho Carioca e o Fernando acabaram saindo", explica.

O dirigente discorda do atleta quando diz respeito as propostas que teria recebido no primeiro semestre de 2010. "Ele não trouxe nada até a gente. Como estava treinando separado, seria liberado caso aparecesse alguma oferta", garantiu Romualdo.

Sérgio Soares - atualmente sem clube - diz que o jogador não teve comportamento inadequado no período em que defendeu o Ramalhão. "Ele não me deu problema algum, assim como os outros jogadores", garante.

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