Nacional Titulo

Defesa de Nardoni critica trabalho da perícia

Do Diário OnLine
Com AE
26/03/2010 | 17:21
Compartilhar notícia
 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O advogado de defesa do casal Nardoni, Roberto Podval, fez a sua apresentação em tom emocionado e chegou a chorar ao falar do trabalho do promotor Francisco Cembranelli, dos jurados e dos jornalistas.

Podval explicou ao público que o casal havia iniciado sua defesa com outros advogados e que, um dia, ele recebeu o apelo de um pai desesperado (Antônio Nardoni). Após essa declaração, Anna Jatobá começou a chorar. Podval afirmou que defender o casal é uma das missões mais difíceis da sua vida, mas que "defende o que acredita".

Durante sua explanação, Podval criticou o trabalho da perícia e afirmou que a cena do crime foi alterada. Ele falou, ainda, que as unhas do casal não foram analisadas pelo IML (Instituto Médico Legal). O advogado criminalista finalizou sua parte no debate dizendo que, se a imprensa e a sociedade tivessem outra postura no caso, o destino do casal poderia ser outro. "Se não houvesse essa loucura toda (olha para os jornalistas da sala), eles seriam absolvidos, porque não há provas. Eles entraram condenados sem serem julgados".

DGABC

Ele também citou o caso de Madeleine McCann, que aos 5 anos desapareceu quando visitava Portugal com os pais. Em determinado ponto da investigação, eles foram colocados como suspeitos. Por volta das 16h50, o advogado terminou sua parte citando uma frase de Chico Xavier. "Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas podemos fazer um novo fim", afirmou ao júri.

Entenda o 5º dia de júri - A sessão desta sexta-feira foi aberta às 10h26, novamente atrasada, com a argumentação do promotor. A madrasta de Isabella foi a primeira a chegar ao fórum, às 8h10, após passar a noite na Penitenciária Feminina de São Paulo. Cerca de meia hora depois, o veículo que trazia Alexandre Nardoni do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros entrou pela porta lateral do prédio. Também estão no local a autora de novelas Glória Perez, que teve a filha Daniela assassinada de forma violenta, e os avós maternos e paternos e Isabella.

Já a mãe da menina, Ana Carolina Oliveira, não acompanha o júri hoje. Ela foi liberada pela defesa do casal na noite de ontem, após passar cerca de três dias isolada em uma sala do fórum à espera de uma possível acareação com os réus, mas está muito abalada.

O casal Nardoni é acusado de homicídio doloso (quando há intenção de matar) com três qualificadoras, que podem agravar a pena final. São elas: meio cruel (asfixia); recurso que impossibilitou a defesa da vítima (jogá-la inconsciente pela janela); e assegurar impunidade de outro crime (o casal teria jogado a menina para ficar impune do que havia feito no apartamento).




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;