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Torcidas e violência novamente em pauta


Fernando Cappelli
Do Diário do Grande ABC

02/09/2011 | 07:05


O banimento da torcida Mancha Alviverde dos estádios pela Federação Paulista de Futebol após incidentes antes do clássico entre Corinthians e Palmeiras, em que dois torcedores foram baleados, mais uma vez voltou a bater tecla da combinação futebol e violência e toda repercussão negativa causada pelo fato.

Mesmo com a rivalidade em menor escala na região, os torcedores dos times do Grande ABC também se incluem no panorama que analisa culpa' e consequências.

Para Ovídio Simpionato, presidente da Tuda (Torcida Uniformizada Dragão Andreense), mesmo com atitudes enérgicas da Justiça, o problema ainda está relativamente distante de solução final, e vai se manter assim durante bom tempo, em virtude da própria postura adotada em muitas associações.

"Torcida virou negócio lucrativo e abrange muitos assuntos ao mesmo tempo, desvirtuou muito do futebol. E quanto mais confusão, mais aumenta o número de associados. Esta, infelizmente, é a tendência moderna", avalia Ovídio. "Se a imprensa ignorasse mais quem só quer saber de brigar, a coisa melhoraria", emenda.

O discurso realista também faz parte das declarações do presidente da Torcida Jovem do São Caetano Marcos Moraes Júnior. Para ele, o simples banimento é medida abusiva. "Em qualquer disputa de bastidores deste tipo, a polícia sempre vai ter razão. Não há como argumentar", disse. "Vai melhora quando realmente houver um cadastro eficiente de torcedores, vai filtrar mais e coibir problemas. Antes disso, não vejo como parar os problemas", vislumbrou.

Para os dirigentes dos clubes locais, punições imediatas são providenciais, mas deveriam estar mais direcionadas. "Tem de acabar com o bando, não com a torcida toda. Sou contra qualquer tipo de extremismo. Mas isso já é uma questão social, que merece estudo mais aprofundado em todos os detalhes", disse o presidente do São Bernardo Luiz Fernando Teixeira Ferreira.

O diretor de futebol do Santo André, Luiz Antonio Ruas Capella vai pelo mesmo caminho. "Este fenômeno de Organizadas entra em campo psicológico difícil de explicar. Sou sempre favorável ao trabalho bem feito. Promover desordem de qualquer tipo é coisa de bandido", disse.


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