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Vendas de carros devem crescer 11,6%


Priscila Dal Poggetto
Do Diário do Grande ABC

30/12/2006 | 17:33


O ano de 2006 foi privilegiado para a indústria automotiva. Redução na taxa de juros, aumento das linhas e dos prazos de financiamento, continuidade da renovação da frota por veículos bicombustíveis, investimentos das montadoras em novos produtos e estabilidade econômica foram alguns dos fatores favoráveis às montadoras, tanto que este ano por pouco não vai superar – segundo previsão da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) – o melhor da história do segmento no país (1997).

Em vendas, o setor – que puxou o PIB (Produto Interno Bruto) nacional – deve encerrar o ano com crescimento de 11,6% em relação a 2005, o que representa a comercialização de cerca de 1,91 milhão de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) nacionais e importados no mercado interno. Para o externo, foram enviados US$ 12,1 bilhões, apesar de o número de unidades ter diminuído 5,2%.

De forma geral, o ano foi calmo para a indústria automotiva. O único trimestre que deixou as montadoras em alerta foi o segundo. Em abril, as vendas registraram queda de 4,7% em relação ao mesmo período de 2005, recuando de 137,7 mil para 131,2 mil. Entretanto, o mês de maio trouxe a recuperação, com 164,1 mil unidades licenciadas.

A preocupação só voltou ao mercado quando, em junho, as vendas ficaram estáveis em relação a 2005 e bem abaixo do que foi atingido em maio: somente 148,4 mil veículos foram comercializados. Efeito, no entender das montadoras, da Copa do Mundo. Nos trimestres seguintes, a recuperação foi tão expressiva que chegou a superar as expectativas das entidades que representam o setor, a Anfavea e a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

Mudança - As vendas de veículos em 2006 se concentraram no mercado interno, fato que deve continuar neste ano. Para o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, a mudança do perfil dos consumidores de carros contribuiu de forma significativa no incremento das vendas. “Hoje, as pessoas buscam veículos com maior conforto. Por isso, os sedãs têm atraído mais os consumidores”, afirma.

De olho nesta tendência, a General Motors investiu US$ 240 milhões no projeto do Prisma e na adaptação da fábrica em Gravataí (RS). Resultado: 4.373 unidades vendidas desde outubro, quando o carro foi lançado.

Outro ponto destacado por Reze é a procura por carros bicombustíveis. “É impressionante como as pessoas se identificam com esse tipo de produto, especialmente pelo custo-benefício”, destaca. De acordo com levantamento da Anfavea, a participação dos veículos flex fuel no mercado chegou a mais de 77%.

Em junho, a Volkswagen foi a primeira montadora no Brasil a anunciar que 100% de seus motores produzidos no país passaram a ser flexíveis, um marco para a indústria nacional.


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Vendas de carros devem crescer 11,6%

Priscila Dal Poggetto
Do Diário do Grande ABC

30/12/2006 | 17:33


O ano de 2006 foi privilegiado para a indústria automotiva. Redução na taxa de juros, aumento das linhas e dos prazos de financiamento, continuidade da renovação da frota por veículos bicombustíveis, investimentos das montadoras em novos produtos e estabilidade econômica foram alguns dos fatores favoráveis às montadoras, tanto que este ano por pouco não vai superar – segundo previsão da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) – o melhor da história do segmento no país (1997).

Em vendas, o setor – que puxou o PIB (Produto Interno Bruto) nacional – deve encerrar o ano com crescimento de 11,6% em relação a 2005, o que representa a comercialização de cerca de 1,91 milhão de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) nacionais e importados no mercado interno. Para o externo, foram enviados US$ 12,1 bilhões, apesar de o número de unidades ter diminuído 5,2%.

De forma geral, o ano foi calmo para a indústria automotiva. O único trimestre que deixou as montadoras em alerta foi o segundo. Em abril, as vendas registraram queda de 4,7% em relação ao mesmo período de 2005, recuando de 137,7 mil para 131,2 mil. Entretanto, o mês de maio trouxe a recuperação, com 164,1 mil unidades licenciadas.

A preocupação só voltou ao mercado quando, em junho, as vendas ficaram estáveis em relação a 2005 e bem abaixo do que foi atingido em maio: somente 148,4 mil veículos foram comercializados. Efeito, no entender das montadoras, da Copa do Mundo. Nos trimestres seguintes, a recuperação foi tão expressiva que chegou a superar as expectativas das entidades que representam o setor, a Anfavea e a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

Mudança - As vendas de veículos em 2006 se concentraram no mercado interno, fato que deve continuar neste ano. Para o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, a mudança do perfil dos consumidores de carros contribuiu de forma significativa no incremento das vendas. “Hoje, as pessoas buscam veículos com maior conforto. Por isso, os sedãs têm atraído mais os consumidores”, afirma.

De olho nesta tendência, a General Motors investiu US$ 240 milhões no projeto do Prisma e na adaptação da fábrica em Gravataí (RS). Resultado: 4.373 unidades vendidas desde outubro, quando o carro foi lançado.

Outro ponto destacado por Reze é a procura por carros bicombustíveis. “É impressionante como as pessoas se identificam com esse tipo de produto, especialmente pelo custo-benefício”, destaca. De acordo com levantamento da Anfavea, a participação dos veículos flex fuel no mercado chegou a mais de 77%.

Em junho, a Volkswagen foi a primeira montadora no Brasil a anunciar que 100% de seus motores produzidos no país passaram a ser flexíveis, um marco para a indústria nacional.

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