
Um remédio chamado Dapoxetina, que permite tratar a ejaculação precoce, foi apresentado nesta segunda-feira nos Estados Unidos, durante o encontro anual da Associação Americana de Urologia, segundo a qual cerca de 30% dos homens sofrem deste problema. Considera-se que um homem tem ejaculação precoce se a saída do esperma ocorre dois minutos ou menos depois da penetração. Em casos extremos, pode ocorrer até mesmo antes da penetração.
Segundo a associação, entre 27% e 34% dos homens de todas as idades sofrem de ejaculação precoce, uma disfunção muito mais comum do que a impotência, embora menos comentada. A impotência ou a disfunção erétil, que pode ser tratada com o Viagra ou remédios similares, afeta de 10% a 12% dos homens, especialmente os de idade mais avançada.
"O impacto que a ejaculação precoce pode ter sobre os homens e suas parceiras pode ser devastador para uma relação e atualmente não há terapias verdadeiramente satisfatórias" para tratá-la, afirmou Jon Pryor, principal urologista da Universidade de Minnesota e chefe de pesquisas, durante os testes clínicos da Dapoxetina. Participaram dos testes 2.614 homens de 18 a 77 anos, que mantinham relações sexuais monogâmicas de mais de seis meses e que apresentavam ejaculação precoce. Cada um recebeu 30 ou 60 miligramas de Dapoxetina ao longo de 12 semanas, em dois testes separados, em contraste com outro grupo, que recebeu um placebo.
Os resultados mostraram que o remédio os ajudou a prolongar suas relações sexuais de três a quatro vezes mais tempo que o habitual. Além disso, o remédio surtiu efeito desde a primeira dose. No grupo dos que ingeriram a dose de 30 mg de Dapoxetina, o percentual de participantes que catalogou como "satisfatória ou muito boa" a capacidade de controle da ejaculação foi de 52% contra 2,5% do grupo de controle. Enquanto isso, no grupo dos que tomaram 60 mg, a primeira categoria chegou a 58% contra 3,3% do grupo de controle. O nível de satisfação alcançado por suas mulheres também melhorou.
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