
A filha do ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), José Guilherme Villela, foi presa na manhã desta quinta-feira na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Adriana Villela é suspeita de participar do assassinato do pai, da mulher dele e da empregada do casal, em agosto de 2009, em um apartamento em Brasília.
Adriana foi levada para a Polinter, na Zona Norte do Rio. Após ser ouvida pelo delegado Túlio Pelozi, ela deve ser transferida ainda nesta tarde para Brasília. Para a polícia do DF, a filha do ex-ministro teria tido "envolvimento direto" no crime. Ela sempre negou as acusações.
Os agentes cumpriram um mandado de prisão expedido pelo juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal Fábio Francisco Esteves, na última terça. No documento, ele alega a necessidade de manter a acusada presa para garantir o andamento do processo e a ordem pública.
O crime - Villela, sua mulher e a empregada foram encontrados mortos dentro do apartamento da família em Brasília, no final de agosto de 2009. Eles foram esfaqueados e tiveram os corpos esquartejados.
Os corpos foram encontrados depois que um chaveiro foi chamado para abrir as portas do imóvel, pois não havia sinais de arrombamento. Segundo o laudo do Instituto de Criminalística, pelo menos duas pessoas entraram nos imóveis. Os criminosos fugiram com US$ 700 mil em espécie e ao menos 12 joias - entre elas uma avaliada em US$ 28 mil.
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