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Brasil chega à final da Liga Mundial de Vôlei

Fernão Silveira
Do Diário OnLine
17/08/2002 | 14:28
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Brasil e Rússia farão a final da Liga Mundial de vôlei masculino, neste domingo, às 11h30, no Mineirinho (Belo Horizonte). A disputa pelo terceiro lugar, também domingo, às 9h (Mineirinho), refará a final Olímpica de Sydney/2000: Itália x Iugoslávia. Pelas semifinais, neste sábado, a seleção brasileira venceu a Iugoslávia por 3 sets a 2 (25/27, 25/19, 25/12, 21/25 e 18/16). Na seqüência, a Rússia surpreendeu a favorita Itália e se impôs por 3 sets a 1 (23/25, 25/19, 25/20 e 25/22).

Suadouro - O duelo entre os defensores do título na Liga e os atuais campeões olímpicos foi emocionante e cheio de opções. Assim como ocorreu no jogo contra a Itália, pela etapa quartas-de-final da Liga, a Iugoslávia mandou no 1º set, despencou de produção no 2º e 3º sets, se reabilitou na quarta parcial e sucumbiu no tie breaker. Melhor para o Brasil, que oscilou momentos de distração e dificuldades com muita garra e precisão no ataque para chegar à segunda final consecutiva da Liga.

Segundo o técnico Bernardinho Rezende, a seleção sentiu a mudança de quadra no 1º set. O Brasil, que jogou as três primeiras partidas no Geraldão (Recife), cedeu seis pontos de saque à Iugolsávia, que já vinha atuando no Mineirinho. Melhor postada em quadra, a equipe do treinador Zoran Gajic se impôs por 27 a 25.

O Brasil embalou na seqüência e emplacou dois sets exemplares para cima dos iugoslavos, impondo 25/19 (2º) e 25/12 (3º) ao adversário. Na quarta parcial, a balança pendeu para o outro lado e o Brasil voltou a se perder em erros. Melhor para a Iugoslávia, que abriu quatro pontos de vantagem e os manteve até fechar em 25 a 21.

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O tie breaker foi dramático para o Brasil. A seleção começou melhor, empurrada pela torcida que lotou o Mineirinho, e abriu 7 a 3 sobre a Iugoslávia. Mas o Brasil voltou a ceder espaço para o crescimento da Iugoslávia, que empatou em 7 a 7. No oitavo ponto iugoslavo, a estatística mostrava que a metade do placar (quatro pontos) havia sido dada ao adversário apenas em erros de saque. Numa nova reviravolta, o Brasil deslanchou para 13 a 10. E voltou a ceder o empate. As duas equipes seguiram emparelhadas no placar até o 16º ponto. A partir daí, o Brasil conseguiu abrir dois pontos e fechou o jogo.

Reencontro - No jogo de fundo, acompanhado atentamente pelo técnico Bernardinho Rezende, a Rússia mostrou a força de seu alto bloqueio e impôs uma inesperada vitória 'sossegada' por 3 sets a 1 sobre a toda-poderosa Itália, medalha de prata em Sydney/2000 e campeã de oito edições da Liga Mundial.

Na final, dois 'velhos conhecidos' da Liga 2002 se enfrentarão. Brasil e Rússia fizeram o terceiro e decisivo jogo da fase quartas-de-final, na quinta-feira, e a seleção venceu por apertados 3 sets a 0 (25/23, 28/26 e 25/20). Mas a 'afinidade' entre Brasil e Rússia vem de longe. Em 1993, na primeira Liga Mundial vencida pelo Brasil, a final foi disputada contra a Rússia. Mais um fator comum à 1993 marca a final de 2002: a decisão daquela Liga também foi em casa (na cidade de São Paulo).

Na decisão pelo terceiro lugar, outras duas seleções que se cruzaram nas quartas vão lutar pelo bronze. Também na quinta-feira passada, a Itália sofreu para impor 3 sets a 2 sobre a forte Iugoslávia (22/25, 25/23, 25/18, 22/25 e 17/15).




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