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AIE prevê que eventual acordo sobre petróleo em Doha não mudará mercados

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


14/04/2016 | 05:40


O eventual fechamento de um acordo para o congelamento da produção de petróleo, neste fim de semana, não mudará os mercados da commodity, que já começaram seu processo de reequilíbrio, segundo avaliação da Agência Internacional de Energia (AIE).

No domingo (17), a Arábia Saudita e Rússia, os maiores exportadores mundiais de petróleo, irão se reunir com outros países produtores em Doha, capital do Catar, para buscar um acordo que limite a produção e ajude a impulsionar os preços da commodity.

Em relatório mensal publicado hoje, no entanto, a AIE afirma que "qualquer acordo que venha a ser fechado não terá impacto significativo no equilíbrio global entre oferta e demanda" durante o primeiro semestre deste ano.

A AIE, que tem sede em Paris e presta consultoria aos maiores consumidores de energia do mundo, ressaltou que "Arábia Saudita e Rússia já estão produzindo em ou perto de níveis recordes".

Os sauditas produziram 10,19 milhões de barris por dia (bpd) em março, representando queda de 30 mil bpd, mas ainda próximo de patamares recordes. De modo geral, a produção diária da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) recuou 90 mil barris em março, a 32,47 milhões de bpd, devido a interrupções na Nigéria e Iraque.

Fora da Opep, a produção da Rússia atingiu 10,91 milhões de bpd em março, o maior nível em 30 anos, segundo estatísticas oficiais. Mas a oferta nos EUA e China está diminuindo, uma vez que os preços baixos do petróleo afetam investimentos. A AIE prevê que a produção não relacionada à Opep caíra 710 mil bpd este ano, a 57 milhões de bpd.

A produção geral da Opep e de países que não pertencem ao grupo teve queda de cerca de 300 mil bpd em março, a 96,1 milhões de bpd.

Como resultado da menor oferta não ligada à Opep e da demanda ainda robusta, o superávit global de estoques de petróleo vai se reduzir, com ganhos anuais de 200 mil bpd no terceiro e quarto trimestres, ante 1,5 milhão de bpd no primeiro semestre deste ano, projetou a agência.

A AIE também prevê que o crescimento global da demanda por petróleo vai diminuir para 1,2 milhão de bpd em 2016, de 1,8 milhão de bpd no ano passado. Fonte: Dow Jones Newswires.



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