Em Ribeirão Pires Comunicação e sinal da máquina de cartão de crédito são afetados

Desde quinta-feira, dia 17, moradores da Vila Sueli, em Ribeirão Pires, que possuem linha telefônica da operadora Vivo, estão sem sinal. É o caso do empresário Robson Ferreira de Lima, 49 anos, dono de oficina mecânica, que não consegue contato com os clientes pelo telefone fixo há seis dias e calcula prejuízo de R$ 400, já que a máquina de cartão de crédito é vinculada à linha telefônica e, portanto, não está fazendo as transações.
Apesar das inúmeras tentativas por parte dos consumidores para solucionar o problema diretamente com a empresa, nada foi resolvido. “Já entrei em contato seis vezes com a Vivo e, até agora, não tive retorno. Eles afirmam que vão mandar técnico verificar o problema, até estipulam prazo, mas nada acontece”, reclama.
A suspensão do serviço afeta não só os moradores, mas principalmente as empresas que estão localizadas no bairro. “Coloquei créditos no meu celular e estou usando como alternativa, mas essa opção está me custando muito alto. Além do imprevisível: clientes que deixamos de atender, que estão tentando contato conosco e não estão conseguindo”, afirma ele, que precisou ir com um cliente até o banco sacar dinheiro para não aumentar o prejuízo devido ao fato de não conseguir passar o cartão.
No restaurante do pai de Eduardo Fhirayama, 27, os contatos com fornecedores e clientes também foram comprometidos. Por conta do não funcionamento das máquinas de cartão a demanda também caiu. “Ainda não temos estimativa do quanto perdemos, mas com certeza atrapalha (a ausência do sinal de telefone).”
De acordo com os moradores que entraram em contato com a equipe do Diário, o número de clientes lesados com os problemas da telefonia chega a 100 pessoas. Entre as empresas, só na Avenida Humberto de Campos passam de dez.
LEIS - Para o pesquisador em telecomunicações do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Rafael Zanatta, a operadora de telefonia está cometendo várias infrações que violam não só o CDC (Código de Defesa do Consumidor), como o RGC (Regulamento Geral de Direitos do Consumidor), instituído pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). “O artigo 14 do CDC oficializa que a empresa terá responsabilidade por qualquer dano causado ao consumidor pela má prestação de serviço. Além disso, o RGC dá à empresa prazo de dois dias para reparação de problemas que tenham características de suspensão ou outro prejuízo.”
A solução para os clientes é entrar em contato com o Procon e a Anatel, orienta a supervisora institucional da Proteste, Sonia Amaro. “É importante fazer a reclamação nos órgãos de defesa ao consumidor e ter em mãos provas que comprovem os danos causados, como extratos bancários que demonstrem a queda nas transações comerciais, ou gastos extras com créditos para celular, por exemplo.”
Ao serem autuadas, as empresas de telefonia devem compensar eventuais perdas que aconteceram durante o período da má prestação até o restabelecimento do serviço, caso tenha durado pelo menos 30 minutos. “Geralmente, essa compensação vem em forma de descontos nas próximas parcelas ou até ofertas para os clientes. Caso o consumidor não se sinta contemplado com as ofertas da operadora e não haja negociação, ele pode procurar o Juizado Especial Cível para entrar com ação judicial”, explica Sonia.
Em contato com a Telefônica Vivo, a companhia informou, em nota, que o serviço de telefonia fixa na Vila Sueli está interrompido devido ao furto de cabos no local. A previsão de finalização dos reparos é hoje, até as 18h. Segundo a empresa, todos os clientes afetados serão ressarcidos por meio de crédito em conta telefônica com o valor da assinatura proporcional ao período em que o serviço ficou indisponível.
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