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Entendendo a desigualdade de renda


Moisés Pais dos Santos*

19/03/2016 | 07:00


Assim como existem diversas medidas para determinar o tamanho da riqueza econômica, como o PIB (Produto Interno Bruto), ou para medir a variação dos preços, também há meios para mensurar a desigualdade na distribuição da renda.

Destacam-se o coeficiente de Gini e os índices de Theil e de Atkinson, que são utilizados quando a preocupação é com a distribuição pessoal da renda (apropriação da renda pelos mais pobres versus apropriação pelos mais ricos), ao invés da distribuição funcional da renda (apropriação da renda pelos detentores dos fatores de produção na forma de salários, juros, lucros e outros rendimentos).

No cálculo do coeficiente de Gini, utiliza-se a razão entre a proporção acumulada da renda pela da população. Os diferentes tipos de renda existentes possibilitam o cálculo de diversos coeficientes de Gini. Esses podem variar entre zero (perfeita igualdade) e um (completa desigualdade).

Já o índice de Theil é calculado por meio do logaritmo da razão entre as médias aritméticas e geométricas da renda das pessoas. Diferentemente do coeficiente de Gini, o índice de Theil pode ser equivalente a zero (inexistência de desigualdade) ou tendente ao infinito (desigualdade máxima).

O índice de Atkinson estabelece razão entre a desigualdade e o bem-estar social. Caracteriza-se pela incorporação de juízo de valor representado por um parâmetro que capta a aversão da sociedade à desigualdade. O cálculo é semelhante ao do índice de Theil, variando entre zero e infinito.

No caso das razões entre a renda média apropriada pelos mais ricos e pelos mais pobres, pode-se utilizar como medida a razão entre a renda média dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres.

Com base nos dados do Censo Demográfico ou da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), pode-se calcular cada um dos índices citados. Entretanto, existem índices disponibilizados pelos órgãos oficiais de pesquisa. Para cada um dos municípios brasileiros, por exemplo, é viável consultar o Atlas de Desenvolvimento Humano elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

* Moisés Pais dos Santos é economista, professor no curso de Ciências Econômicas da Universidade Metodista e doutorando em Teoria Econômica na UEM-PR. 



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Entendendo a desigualdade de renda

Moisés Pais dos Santos*

19/03/2016 | 07:00


Assim como existem diversas medidas para determinar o tamanho da riqueza econômica, como o PIB (Produto Interno Bruto), ou para medir a variação dos preços, também há meios para mensurar a desigualdade na distribuição da renda.

Destacam-se o coeficiente de Gini e os índices de Theil e de Atkinson, que são utilizados quando a preocupação é com a distribuição pessoal da renda (apropriação da renda pelos mais pobres versus apropriação pelos mais ricos), ao invés da distribuição funcional da renda (apropriação da renda pelos detentores dos fatores de produção na forma de salários, juros, lucros e outros rendimentos).

No cálculo do coeficiente de Gini, utiliza-se a razão entre a proporção acumulada da renda pela da população. Os diferentes tipos de renda existentes possibilitam o cálculo de diversos coeficientes de Gini. Esses podem variar entre zero (perfeita igualdade) e um (completa desigualdade).

Já o índice de Theil é calculado por meio do logaritmo da razão entre as médias aritméticas e geométricas da renda das pessoas. Diferentemente do coeficiente de Gini, o índice de Theil pode ser equivalente a zero (inexistência de desigualdade) ou tendente ao infinito (desigualdade máxima).

O índice de Atkinson estabelece razão entre a desigualdade e o bem-estar social. Caracteriza-se pela incorporação de juízo de valor representado por um parâmetro que capta a aversão da sociedade à desigualdade. O cálculo é semelhante ao do índice de Theil, variando entre zero e infinito.

No caso das razões entre a renda média apropriada pelos mais ricos e pelos mais pobres, pode-se utilizar como medida a razão entre a renda média dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres.

Com base nos dados do Censo Demográfico ou da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), pode-se calcular cada um dos índices citados. Entretanto, existem índices disponibilizados pelos órgãos oficiais de pesquisa. Para cada um dos municípios brasileiros, por exemplo, é viável consultar o Atlas de Desenvolvimento Humano elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

* Moisés Pais dos Santos é economista, professor no curso de Ciências Econômicas da Universidade Metodista e doutorando em Teoria Econômica na UEM-PR. 

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