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Mãe de sem-terra morta no Paraná pede pressa à polícia


Da Agência Brasil

23/06/2006 | 14:10


A mãe de Jocélia de Oliveira Costa, 31 anos, uma das coordenadoras do MLST (Movimento de Libertação dos Sem Terra), que foi assassinada a tiros em um acampamento às margens da Br-369, na região Oeste do Paraná, no último domingo, pediu que a polícia se empenhe para encontrar e punir os responsáveis pela "crueldade" o mais rápido possível. "Quero justiça", afirmou. Segundo ela, o outro filho da sem-terra, de 12 anos, está escondido. A família teme que ele seja assassinado.

"Meu neto só não foi morto porque, quando começou o tiroteio, se escondeu debaixo da cama. Como estava muito escuro dentro do barraco, ele só ouviu os gritos, mas não sabe dizer quem estava no local", contou Francisca Gonçalves. Emanuele de Souza, 5, filha da coordenadora, também morreu, com pancadas na cabeça.

De acordo com ela, no acampamento onde Jocélia morava, o clima é de muita apreensão e tristeza. A coordenadora regional ingressou no MLST há um anos depois de uma militância de três anos no MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

Emanuele morava com o pai em Foz do Iguaçu e estava visitando a mãe quando as duas foram mortas. A Polícia Civil do Paraná acredita que a menina foi assassinada como "queima de arquivo".

Segundo o delegado Amadeu Trevisan Neto, testemunhas contaram que os dois principais suspeitos – Ademar Alves de Lima e Paulo Rodrigues de Lima – haviam sido expulsos do acampamento por Jocélia.

"Acreditamos que, no momento em que eles entraram no barraco para matar Jocélia, a garota os reconheceu. Eles decidiram matar a garotinha para evitar que ela os entregasse para a polícia", disse o delegado.

De acordo com as investigações, o assassinato da coordenadora do MLST pode ter sido motivado por uma disputa pela liderança do movimento. Paulo Rodrigues de Lima, um dos suspeitos, já teria se desentendido anteriormente com Jocélia por interesse no comando do acampamento.

O Ministério Público já deu o parecer favorável à decretação das prisões dos suspeitos e agora o pedido está sendo analisado pela 3ª Vara Criminal da cidade. Segundo o escrivão de polícia Reinaldo Bernardin, que trabalha no caso, os suspeitos estão sendo procurados no Paraguai, onde possuem parentes.



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