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Hoje, Mauricio é principal nome para vice, diz Morando

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sem fechar discussão, deputado crê que ex-prefeito
é quem mais agrega na campanha do PSDB ao Paço


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

23/02/2016 | 07:00


Após conquistar apoio do ex-prefeito de São Bernardo Mauricio Soares, o deputado estadual Orlando Morando (PSDB) disse que, hoje, o ex-chefe do Executivo e ex-presidente da Fundação Criança é o principal nome para ocupar a vice em sua candidatura ao Paço em outubro.

O tucano salientou, porém, que não fechou o debate sobre o número dois em sua chapa, afirmando que nem mesmo Mauricio condicionou a adesão eleitoral ao posto de destaque na campanha.

“É grande honra para mim vê-lo colocar seu nome à disposição da minha campanha. É natural que iremos dialogar com outros partidos e ele foi compreensivo ao não deixar isso condicionado. Mas hoje, sem dúvida, ele é o maior nome que temos para vice. Só que quero fechar essa discussão em junho, próximo das convenções”, declarou o parlamentar estadual.

Mauricio anunciou ao Diário, na sexta-feira, seu rompimento com o governo do prefeito Luiz Marinho (PT), saída do PT e união a Morando. Segundo ele, além de toda crise institucional vivida pela legenda que ajudou a fundar nos anos 1980, a mudança de rumo político deve-se ao fato de ter ficado escanteado no projeto eleitoral do secretário de Serviços Urbanos e Coordenação Governamental, Tarcisio Secoli, escolhido por Marinho para representar o petismo nas urnas em outubro.

O elo acontece oito anos depois de Mauricio ter rompido com Morando e o então grupo político governista capitaneado pelo ex-prefeito William Dib (PSDB). À época, Mauricio foi retirado da cabeça da chapa por Dib, que apostou as fichas em Morando na eleição de 2008. Contrariado, o ex-prefeito deixou o bloco de sustentação, retornou ao PT e foi decisivo para a primeira vitória de Marinho.

“O Mauricio e eu nunca tivemos desentendimento. Foi uma conversa sem interlocutores, e desejo mútuo de apoio. Houve um debate desprovido de vaidade, em que cada um expôs o que acha que é melhor para resgatar São Bernardo. Fui vereador e deputado em suas gestões e sempre tivemos diálogo”, adicionou Morando, que não fechou questão sobre para qual partido Mauricio vai. A preferência do ex-prefeito é o PSB, que também negocia com o deputado federal Alex Manente (PPS).

LADO PETISTA
Coordenador da campanha de Tarcisio, o deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT) evitou criticar a postura de Mauricio, mas disse que o ex-prefeito “não é imprescindível” para o projeto de continuidade do PT no Paço.

“Em 2008, ele veio para campanha do mesmo jeito (rompendo com o grupo governista). Como posso criticar se, lá atrás, comemoramos seu apoio? Seria incoerência. Não julgo. O Mauricio é figura importante, mas não é imprescindível. Ele vinha atuando politicamente pouco, sinceramente acho que não perdemos muito. Não perdemos uma Ana do Carmo (deputada pelo PT), por exemplo. Ainda acho que vamos ganhar a eleição”, observou. 

Gestão Marinho atrasa em um ano obra do Projeto Drenar

Atrasado em um ano, o governo do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), ainda não tem data precisa para inaugurar a estação elevatória de águas pluviais Rio Claro, localizada nas proximidades do viaduto da Avenida Lions com a Avenida Lauro Gomes. A obra corresponde ao Projeto Drenar, que visa minimizar impacto das enchentes na cidade e principal plataforma política que Marinho tenta vincular no secretário de Serviços Urbanos e Coordenação Governamental, Tarcisio Secoli (PT), escolhido como seu sucessor na corrida pelo Paço em outubro.

Orçado em R$ 3,7 milhões, o projeto foi iniciado em setembro de 2014, com duração de cinco meses para a conclusão, no entanto, segue em andamento. A equipe do Diário visitou o canteiro na sexta-feira, às 16h, e constatou os serviços ainda em fase de execução. Havia apenas um trabalhador no local, dizendo que o expediente tinha acabado. O novo sistema beneficiará diretamente os moradores da Vila Vivaldi, principalmente das ruas Brasil, Itaguassu, Votorantim, Tietê, dos Meninos, Tibiriçá, Brasília, e o Corredor ABD.

A empresa responsável pela execução do projeto é a Versátil Engenharia Ltda. Os custos envolvem somente gastos dos cofres públicos de São Bernardo.

Ao todo, o governo Marinho investe cerca de R$ 636 milhões com o Projeto Drenar – envolvendo repasses federais – em serviços como a a canalização dos córregos Capuava-Meninos, Pindorama, Saracantan e Silvina, além das obras de drenagem na Vila Vivaldi e no Centro da cidade, como a construção de piscinão no Paço, este em ritmo moroso e com problemas administrativos, registrando demissão em massa de funcionários da OAS, que toca o canteiro.

Em relação à estação elevatória, a gestão petista informou que o sistema de água “localizado sob a ponte da Lions foi construído nos anos 1980, juntamente com as estações Vila Helena e Vila Vivaldi e, assim como essas, também já se encontrava obsoleto”. 

Destacou que as bombas já estão em funcionando, garantindo que aguarda a AES Eletropaulo para remanejar poste e concluir ligação da energia elétrica. “Assim que finalizado iniciaremos os procedimentos administrativos para os recebimentos provisório e definitivo da obra”, informou, sem detalhar prazo.



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