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Festival internacional de cinema começa amanhã com
produção dos Coen; evento tem participação do Brasil


Rui Martins
Especial para o Diário

10/02/2016 | 07:00


 O 66º Festival Internacional de Cinema começa amanhã, quando serão apresentados à imprensa os sete integrantes do júri da competição internacional, presidido por Meryl Streep. Depois da exibição dos 18 filmes selecionados, a atriz anunciará no sábado (20) à noite, as produções que serão premiadas com os Ursos de Ouro e de Prata.

O primeiro filme a ser mostrado no evento deste ano é Ave, César!, dos irmãos Coen (Joel e Ethan). O longa tem elenco de peso e conta com, entre outros, nomes como Josh Brolin, Alden Ehrenreich, George Clooney, Scarlett Johansson, Tilda Swinton e Channing Tatum. A trama se passa nos bastidores de Hollywood dos anos 1950.

E nos bastidores do Berlinale espera-se clima ostensivo de controle e de segurança na sede do evento e nos cinemas de Berlim, que vão receber filmes das diversas mostras do festival. Todos os jornalistas foram alertados para restringirem ao máximo seus objetos de trabalho, caso contrário poderão ter acesso proibido.

Embora a imprensa alemã fale em um festival ‘morno’, muitos astros e realizadores de prestígio pisarão no tapete vermelho, como George Cloney no filme de abertura; Spike Lee, levando seu Chi-Raq e promovendo o boicote ao próximo Oscar; o controvertido Gérard Dépardieu em uma coprodução franco-belga; Isabelle Hupper em coprodução franco-alemã; Nicole Kidman, em um filme literário com Colin Firth e Michael Moore com seu novo documentário.

Para o diretor do Berlinale, Dieter Kosslick, a questão dos refugiados, que agita a Alemanha, e o 30º aniversário do prêmio Teddy Award, para produções com temas homossexuais, terão destaque. Ele lembra que o começo do festival, em 1951, ocorreu quando a Europa vivia ainda as consequências da Segunda Guerra e problemas de refugiados. Muitos filmes tratarão das razões das guerras, geradoras dos movimentos de migração. Kosslick quer “um festival mostrando solidariedade decorrente da chegada de mais de 1 milhão de refugiados à Alemanha”. Sírios e refugiados do Oriente Médio terão barracas para venderem especialidades da região ao público do festival, com o objetivo de se criar clima de integração.

Neste ano, em que o livro de Hitler, Minha Luta, caiu no domínio público, a questão do nazismo volta a ser atual e o filme Sós em Berlim, de Vincent Perez, com Brendan Gleeson e Emma Thompson, trata do tema, na competição internacional.

O BRASIL
O cinema brasileiro tem só um filme concorrendo ao Urso. Trata-se do curta-metragem Das Águas Que Passam, de Diego Zon. A história, gravada em 2015 na Vila de Regência, em Linhares, é sobre o pescador Zé de Sabino e como ele se relaciona com as pessoas que o cercam. Além deste, outros dois filmes estão na mostra Panorama, onde só há o prêmio do público, obtido no ano passado por A Que Horas Ela Volta, de Anna Muylaert. A diretora retorna a Berlim com Mãe Só Há Uma.

A outra produção brasileira na mesma mostra é Antes o Tempo Não Acabava, coprodução com a Alemanha, de Sérgio Andrade e Fábio Baldo. Há também o documentário Curumim, de Marco Prado, e mais dois filmes representam o Brasil na mostra Forum: Muito Romântico, de Melissa Dullius e Gustavo Jahn; e Ruína, de Gabraz Sanna, mais uma instalação de Raphael Grizey.

Rui Martins estará em Berlim, de hoje a 21 de fevereiro, convidado pelo Festival Internacional de Cinema.



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Ave, Berlim!

Festival internacional de cinema começa amanhã com
produção dos Coen; evento tem participação do Brasil

Rui Martins
Especial para o Diário

10/02/2016 | 07:00


 O 66º Festival Internacional de Cinema começa amanhã, quando serão apresentados à imprensa os sete integrantes do júri da competição internacional, presidido por Meryl Streep. Depois da exibição dos 18 filmes selecionados, a atriz anunciará no sábado (20) à noite, as produções que serão premiadas com os Ursos de Ouro e de Prata.

O primeiro filme a ser mostrado no evento deste ano é Ave, César!, dos irmãos Coen (Joel e Ethan). O longa tem elenco de peso e conta com, entre outros, nomes como Josh Brolin, Alden Ehrenreich, George Clooney, Scarlett Johansson, Tilda Swinton e Channing Tatum. A trama se passa nos bastidores de Hollywood dos anos 1950.

E nos bastidores do Berlinale espera-se clima ostensivo de controle e de segurança na sede do evento e nos cinemas de Berlim, que vão receber filmes das diversas mostras do festival. Todos os jornalistas foram alertados para restringirem ao máximo seus objetos de trabalho, caso contrário poderão ter acesso proibido.

Embora a imprensa alemã fale em um festival ‘morno’, muitos astros e realizadores de prestígio pisarão no tapete vermelho, como George Cloney no filme de abertura; Spike Lee, levando seu Chi-Raq e promovendo o boicote ao próximo Oscar; o controvertido Gérard Dépardieu em uma coprodução franco-belga; Isabelle Hupper em coprodução franco-alemã; Nicole Kidman, em um filme literário com Colin Firth e Michael Moore com seu novo documentário.

Para o diretor do Berlinale, Dieter Kosslick, a questão dos refugiados, que agita a Alemanha, e o 30º aniversário do prêmio Teddy Award, para produções com temas homossexuais, terão destaque. Ele lembra que o começo do festival, em 1951, ocorreu quando a Europa vivia ainda as consequências da Segunda Guerra e problemas de refugiados. Muitos filmes tratarão das razões das guerras, geradoras dos movimentos de migração. Kosslick quer “um festival mostrando solidariedade decorrente da chegada de mais de 1 milhão de refugiados à Alemanha”. Sírios e refugiados do Oriente Médio terão barracas para venderem especialidades da região ao público do festival, com o objetivo de se criar clima de integração.

Neste ano, em que o livro de Hitler, Minha Luta, caiu no domínio público, a questão do nazismo volta a ser atual e o filme Sós em Berlim, de Vincent Perez, com Brendan Gleeson e Emma Thompson, trata do tema, na competição internacional.

O BRASIL
O cinema brasileiro tem só um filme concorrendo ao Urso. Trata-se do curta-metragem Das Águas Que Passam, de Diego Zon. A história, gravada em 2015 na Vila de Regência, em Linhares, é sobre o pescador Zé de Sabino e como ele se relaciona com as pessoas que o cercam. Além deste, outros dois filmes estão na mostra Panorama, onde só há o prêmio do público, obtido no ano passado por A Que Horas Ela Volta, de Anna Muylaert. A diretora retorna a Berlim com Mãe Só Há Uma.

A outra produção brasileira na mesma mostra é Antes o Tempo Não Acabava, coprodução com a Alemanha, de Sérgio Andrade e Fábio Baldo. Há também o documentário Curumim, de Marco Prado, e mais dois filmes representam o Brasil na mostra Forum: Muito Romântico, de Melissa Dullius e Gustavo Jahn; e Ruína, de Gabraz Sanna, mais uma instalação de Raphael Grizey.

Rui Martins estará em Berlim, de hoje a 21 de fevereiro, convidado pelo Festival Internacional de Cinema.

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