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'Os Aspones' estréia nesta sexta na Globo


Renata Petrocelli
Da TV Press

05/11/2004 | 10:06


Pedro Paulo Rangel sempre gostou de compor seus personagens a partir da aparência física. Não foi diferente com Caio, o único "concursado" da repartição na qual se passa Os Aspones, série que estréia nesta sexta, às 23h05, na Globo. O ator imaginou o personagem ao observar a foto de um homem anônimo, mostrada pela produção do programa. Ele trajava um paletó exatamente igual ao que Caio usa, apertadíssimo na barriga protuberante - que, no caso de Rangel, é resultado de enchimento. "As pessoas me perguntaram, receosas: 'Você usaria?. Eu disse: Claro, é maravilhoso!", lembra o ator, animado com o humor do personagem. Ainda mais por ser cria de Fernanda Young e Alexandre Machado, os mesmos autores de Os Normais.

Longe das novelas desde Sabor da Paixão, em 2002, ele atuou na minissérie Um Só Coração, no início deste ano, Rangel não esconde a alegria por integrar o elenco de um seriado. Na opinião dele, as possibilidades de troca entre os atores são bem maiores num esquema de produção semanal. "É mais parecido com o teatro. Você pode repetir tanto as coisas que elas ficam mais orgânicas", diz o ator, que está em cartaz com a peça SoPPa de Letras e acabou de filmar sua participação no longa O Coronel e o Lobisomem, de Maurício Farias.

PERGUNTA: Qual é o prazer de atuar nesse seriado?

PEDRO PAULO RANGEL: O melhor de tudo é que estamos num universo muito particular, com a oportunidade de criar juntos os personagens, o clima, o universo. Em novela, a gente passa oito meses fazendo a mesma coisa, mas tudo acontece muito rápido. Aqui, temos tempo de aprofundar o relacionamento. É como num ensaio de teatro: você passa dois meses repetindo a mesma coisa até aquilo ficar orgânico. E tem sido ótimo. Pelo jogo que rola entre nós, parece que estamos juntos há muitos anos.

PERGUNTA: Como você compôs o Caio?

RANGEL: Sou muito de construir o personagem de fora para dentro. Vejo primeiro como ele é exteriormente, que roupa veste, como anda, como se comporta, para depois construir uma vida interior, os problemas, as qualidades, os defeitos. Gosto muito de me mascarar, fazer composição, fugir do realismo, ou colocar o realismo em cima de uma figura diferente. No caso do Caio, parti da foto que a equipe do programa me mostrou. A partir daquela figura anônima, foi surgindo um jeito, uma postura, uns tiques. E o texto também já fornecia muita coisa. O Tales é o mais velho da repartição, entrou ali por concurso, faz questão de ficar repetindo isso, é sabichão, meio hipócrita, escorregadio.

PERGUNTA: Foi difícil se adaptar com a barriga?

RANGEL: Experimentamos várias barrigas até encontrar uma que ficasse crível. É por isso que ela vem desde cima, lá do peito, para não ficar uma coisa esquisita. Incomodou muito no primeiro dia, porque é um maiô inteiro, preso embaixo. Mas, aos poucos, fomos adaptando. Fizemos até um orifício, para eu não precisar tirar tudo na hora de fazer as necessidades.

PERGUNTA: Você gosta de se ver na tela?

RANGEL: Não, porque me critico muito. Nunca acho que esteja suficientemente bom. Tenho um defeito horroroso, que é o perfeccionismo. Por isso, acho que o maior retorno é o estúdio. E também o público nas ruas, claro. Mas eu sinto muito pelo estúdio, pelos técnicos, como eles reagem, se acham graça. É um termômetro muito preciso.

PERGUNTA: Você conciliou o início das gravações com a temporada da peça e as filmagens de O Coronel e o Lobisomem. É bom fazer tudo ao mesmo tempo?

RANGEL: Toda vez que isso acontece, juro que será a última vez. Mesmo quando é só teatro e TV. Dessa vez, fiz teatro, cinema e TV. Eu saía do teatro às 22h, pegava um carro, viajava quatro horas, dormia umas duas horas e levantava às quatro da manhã para filmar. Filmava o dia inteiro, depois voltava para fazer a peça. Foi assim durante duas semanas e ainda tive uns dois dias de gravação do seriado. Fiquei muito cansado, mas é difícil resistir.



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