
É hoje! Santos e Corinthians, donos de duelos memoráveis ao longo de 98 anos do clássico, principalmente na era Pelé, decidem a partir das 16h, na Vila Belmiro, quem será o maior vencedor estadual da década - cada um conquistou três taças do Campeonato Paulista.
Quem ganhar levanta o caneco. O empate leva a decisão para os pênaltis. Depois do 0 a 0 no primeiro jogo, a expectativa é de que as equipes mostrem futebol mais ofensivo. O santista Elano e o corintiano Liedson, ambos com 11 gols, brigam pela artilharia da competição.
O Santos sonha com a 19ª taça estadual de sua história para se aproximar de vez dos principais rivais, todos à sua frente: São Paulo, com 21, Palmeiras, com 22 e Corinthians, com 26 títulos. Do outro lado, os corintianos querem comprovar a soberania no Estado.
Sem Ganso, que se machucou na primeira partida da final, o Peixe busca o bicampeonato e aposta em Neymar, principal nome do futebol brasileiro. O volante Arouca, recuperado do edema na coxa direita, reforça o time, na vaga do suspenso Danilo.
Campeão em 2009, exatamente diante do Santos, o Timão vive a expectativa de que a força de seu grupo supere o pequeno favoritismo do rival. Jorge Henrique, que costuma se dar bem em duelos decisivos, espera brilhar novamente.
Mesmo em má fase, o atacante Dentinho, maior artilheiro do elenco corintiano, com 55 gols, deve começar como titular e sonha em se destacar naquele que pode ser o seu jogo de despedida, caso realmente seja concretizada sua ida para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.
O ex-atacante Ronaldo, que jogou o início do Paulistão com a camisa nove corintiana, se aposentou recentemente, mas garantiu presença na Vila Belmiro, possivelmente no camarote ao lado de Pelé.
"Tive a oportunidade de ser técnico do Ronaldo e, se merecermos, quero dar o último título da carreira dele", declarou o técnico Tite.
Edu Dracena sonha erguer a taça em casa
Os capitães Edu Dracena, do Santos, e Chicão, do Corinthians, têm muito em comum. Ambos estão entre os mais experientes do elenco, são líderes em campo, atuam como zagueiros, nasceram no interior do Estado de São Paulo e estão perto de completar 30 anos.
Os dois entram em campo hoje com a difícil missão de parar o ataque adversário e sonham erguer a taça de campeão paulista.
O santista comemora 30 anos na quarta-feira e quer o título como presente. "Se acontecer, vai ser um sonho realizado, pois foi onde atuou o melhor jogador do mundo. Se levantar o troféu lá, vai ficar marcado na minha carreira", afirmou.
No ano passado, Robinho era o capitão nas conquistas do Santos na Copa do Brasil e no Paulistão - os dois troféus, porém, não foram conquistados em finais na Vila Belmiro. Desde o Paulistão-2006, o Peixe não comemora título em seus domínios.
"A Vila é a casa do Santos. É um caldeirão. Já joguei contra e sei o quanto é difícil. Apesar de sermos bem recebidos no Pacaembu, quando se fala em Santos, se fala em Vila Belmiro", comentou Edu Dracena, que chegou ao clube em setembro de 2009, mas levou dois meses até estrear por conta de cirurgia no joelho.
Com a chegada de Muricy Ramalho, a zaga santista, antes criticada, ficou mais protegida e está há seis jogos sem sofrer gol. CT (com Agências)
Chicão pretende fazer história no Parque
O zagueiro Chicão, que ao lado de Leandro Castán tentará levar a melhor contra o rápido ataque santista, comandado por Neymar, é um dos poucos jogadores do Corinthians que estiveram na decisão do Estadual de 2009, vencida pelo Timão, exatamente contra o Peixe.
O corintiano voltará ao palco daquela final com motivações de sobra. O defensor carrega a tarja de capitão e pode levantar seu primeiro troféu. "Foi uma responsabilidade muita grande assumir a vaga de capitão que era do William. Agora, falo mais com o grupo, cobro. E não é fácil. Mas vai ser muito emocionante levantar a taça, caso consigamos vencer", declarou.
O jogador sabe que precisará ter participação perfeita para alcançar o objetivo. Na Vila Belmiro, o Santos é muito forte, ataca a todo momento e pressiona seus rivais empurrados por seus torcedores. Desta maneira, a zaga corintiana terá de repetir a boa atuação do primeiro jogo da decisão, disputado no Pacaembu. Aliás, naquela partida Chicão salvou a equipe de sofrer um gol ao tirar quase em cima da linha o toque por cobertura de Danilo.
Ao contrário de muitos companheiros, que sonham com transferência para a Europa, o zagueiro traça planos para se aposentar, daqui cinco ou seis temporadas, com a camisa corintiana. Seu contrato vai até dezembro de 2013.
Chicão também espera se tornar o maior zagueiro artilheiro com a camisa do clube. Já fez 33 gols e precisa de mais 18 para superar Grané, que fez 50 nos anos 1930. CT (com Agências)
Aos 95 anos, Estádio Urbano Caldeira assiste primeira decisão
Inaugurada em 1916, a Vila mais famosa do mundo jamais viu o Santos ser campeão em confronto direto valendo a taça. Mesmo na era Pelé, as decisões do Peixe sempre aconteceram no Morumbi ou no Pacaembu, na Capital, por comportar número maior de torcedores. Desta vez, porém, o Santos bateu o pé, fez questão de decidir em casa e pode levantar o troféu pela primeira vez no Estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro.
Justiça seja feita. Em 2006, o Peixe levantou a taça no local, após conquistar o Paulista. Na ocasião, a disputa era por pontos corridos e o troféu chegou de helicóptero após vitória por 2 a 0 sobre a Portuguesa. Em 1964, contra o mesmo rival e também pelo Estadual, a equipe foi campeã na Vila Belmiro, em nova disputa por pontos corridos.
No ano passado, contra o Santo André, a equipe preferiu mandar os dois jogos da final estadual no Pacaembu, perdendo ótima chance. "Decidir na Vila será legal. É nossa casa e sempre jogamos bem lá. Acredito que a torcida vai lotar e nos ajudar muito. Ano passado, fizemos a primeira final da Copa do Brasil na Vila e o estádio foi importante", comenta Neymar, referindo-se à conquista contra o Vitória - o segundo jogo foi disputado no Barradão.
Em 2009, a decisão do Paulista também começou no estádio santista. No primeiro jogo o Corinthians venceu por 3 a 1 - com golaço de Ronaldo por cobertura - e ratificou a conquista com empate por 1 a 1 no Pacaembu. (das Agências)
Muricy Ramalho e Tite travam duelo à parte em busca do título
Os técnicos Muricy Ramalho e Tite travarão duelo à parte na final do Campeonato Paulista. Na reta final do último Brasileirão, Muricy, no Fluminense, brigou com o corintiano Tite rodada a rodada pelo título.
O primeiro foi mais competente na reta final e, com méritos, ficou com o troféu.
O comandante alvinegro não engoliu o fato de os dois rivais corintianos, São Paulo e Palmeiras, terem perdido para o time carioca com certa "facilidade". Hoje, os treinadores voltam a se encontrar, agora em tira-teima sem intermediários.
Muricy sabe bem quais são suas armas para confirmar o favoritismo do Santos: marcação forte do meio para trás e bola para Neymar no ataque. Há pouco mais de um mês no comando do atual campeão estadual, o treinador já moldou o time para jogar à sua maneira. Usando como trunfo sua trajetória de títulos, ele impôs estilo pragmático e deixou de lado a equipe que se preocupava mais em dar show.
A estratégia deu certo na semifinal do Paulistão, quando o Santos eliminou o São Paulo em pleno Morumbi usando os contra-ataques para fazer 2 a 0. Após o jogo, Muricy foi festejado pela armadilha que criou ao atrair o rival e apostar na velocidade de Neymar.
"Logo que assumi, uma das primeiras coisas que falei para os jogadores foi que quando vinha jogar na Vila contra o Santos eu me defendia, sabendo que poderia chegar à vitória porque teria quatro ou cinco chances de contra-atacar. Eles entenderam e a equipe já joga diferente", afirmou o comandante santista.
Na Vila Belmiro, não se fala mais em DNA ofensivo. Com o bom desempenho em confrontos duros pela Libertadores, o Santos aprendeu a jogar de acordo com as circunstâncias. Mas Muricy Ramalho reclama da sequência de jogos importantes. "Desde que cheguei, só joguei decisões", declarou.
Envolvido em duas competições simultâneas, o time mal teve tempo para treinar. CT (com Agências)
Corintiano quer caneco para acabar com desconfiança
Para o técnico Tite, erguer a taça na Vila Belmiro terá sabor especial. E vai além de uma simples vingança contra Muricy, a quem jamais deixou de respeitar. Fracassar no Brasileirão e, principalmente, na fase preliminar da Libertadores, deixou o comandante corintiano sob total desconfiança. O presidente do clube, Andrés Sanchez, bancou a sua permanência e deu carta branca para a remontagem do elenco durante o Paulistão - Roberto Carlos, Ronaldo e Jucilei saíram.
"Meu sonho era ser campeão pelo Corinthians. Agora, passa a ser objetivo, pois pode virar realidade. O Santos eu não sei, mas nós merecemos ser campeões", declarou Tite, que aproveitou para fazer uma proposta em tom de brincadeira: "Que o Corinthians seja o campeão paulista e o Santos, da Libertadores", comentou. "Minha tranquilidade é só aparência. A semana decisiva desgasta mais", completou. CT (com Agências)
Corinthians chega a acordo e fica perto de contratar Simplício
O Corinthians segue em busca de reforços para o Campeonato Brasileiro no mercado internacional. Depois de acertar com o meia Alex, do Spartak Moscou (Rússia), agora a diretoria está bem perto de contratar o volante Fábio Simplício, que defende a Roma, da Itália. O jogador chegou a acordo financeiro com a equipe do Parque São Jorge e resta apenas a assinatura do contrato. A negociação é intermediada pelo empresário Gilmar Rinaldi.
A contratação de Simplício é uma tentativa da diretoria de repor as significativas perdas que acumulou nos últimos meses. Primeiro foi Elias que deixou o clube no fim do ano passado e seguiu para o Atlético de Madrid, da Espanha. Em fevereiro, após eliminação da Copa Libertadores, foi a vez de Jucilei deixar o clube, para atuar no futebol russo.
Aos 31 anos, Simplício começou a carreira nas categorias de base do São Paulo, na mesma equipe que contava com os meias Kaká e Júlio Baptista. Em 2004, o jogador foi vendido ao Parma, onde permaneceu até 2006, quando se transferiu ao também italiano Palermo. Sua contratação pela Roma aconteceu em junho do ano passado.
Outro jogador para o meio- de-campo que está bem próximo do Corinthians é Edenílson, de apenas 21 anos, que está no Caxias (RS). Ele teve atuação destacada no Campeonato Gaúcho e foi aprovado pelo técnico Tite. Sua contratação deve ser definida no começo da semana. (das Agências)
Andrés admite risco para abertura da Copa
Está difícil cumprir as exigências da Fifa para que o novo estádio em Itaquera receba a abertura da Copa do Mundo de 2014. Quem admite é Andrés Sanchez, presidente do Corinthians. Segundo ele, a arena será erguida, mas existe o risco de a cidade de São Paulo ficar sem o primeiro jogo do Mundial, já que os requisitos da Fifa elevam o preço da obra. A arena passaria a ser candidata apenas para as partidas da fase classificatória.
"Agora, precisamos cumprir as exigências da Fifa, com uma área maior para estacionamento e a área da imprensa também. Infelizmente, corre algum risco", declarou Andrés, em entrevista à TV Globo.
Segundo o Jornal da Globo de sexta-feira, o valor da construção aumentou de R$ 700 milhões para R$ 1 bilhão, e essa diferença de R$ 300 milhões é o entrave.
Com isso, a abertura da Copa do Mundo está a um passo de ser realizada no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Seria assim a terceira derrota de São Paulo relacionada ao evento nos últimos meses: já perdeu o Morumbi e a Copa das Confederações, evento-teste para o Mundial.
Belo Horizonte e Salvador, outras cidades interessadas no jogo inaugural, voltaram a ter chances. Mas a preferência efetiva da Fifa é pelo Distrito Federal.
As obras no Mané Garrincha estão adiantadas, em ritmo acelerado. A arena vai custar R$ 671 milhões, com capacidade para 70 mil torcedores.
Para a Fifa, a abertura do Mundial em Brasília atenderia a vários quesitos que considera indispensáveis para a grandiosidade da festa. A cidade abriga o corpo diplomático de dezenas de países, dispõe de moderno centro de convenções, tem estrutura de segurança facilitada e o estádio é localizado bem próximo à zona hoteleira. CT (com Agências)
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