
Responsáveis do Greenpeace informaram esta terça-feira que há um mês a organizaçao rastreava a empresa Eidai do Brasil para avaliar o alcance do tráfico de madeira no estado do Pará.
Desta regiao (norte) sai 40% da exploraçao nacional de madeira e onde existem grandes reservas de madeira nobre.
Na sexta-feira passada, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e o Greenpeace detiveram um caminhao a 58 km de Belém porque nao cumpria as condiçoes legas exigidas para o transporte de madeira.
Antes de liberar a carga, membros da ONG pintaram os troncos com tinta invisível, perceptível somente sob raios infravermelhos. Assim puderam seguir o veículo, que na segunda-feira atravessou os portoes da Eidai, em Belem.
"O Greenpeace mostrou que Eidai, como a maioria das madeireiras multinacionais da Amazônia, utiliza matéria-prima ilegal. O governo federal reconhece que 80% da madeira extraída da selva é irregular, mas tem dificuldades para demonstrar e expor ante a opiniao pública esta prática", declarou Paulo Adario, coordenador da campanha Amazônia do Greenpeace.
Eidai é uma das empresas mais antigas presentes na Amazônia brasileira. Até há poucos meses, a empresa parecia ter uma gestao transparente e respeitar os princípios exigidos para explorar madeira na regiao, segundo o Greenpeace.
Comprovado o delito na segunda-feira, a companhia recebeu una multa simbólica de menos de 2.000 dólares, e será julgada por crime ambiental. A empresa vende madeira para os Estados Unidos, Japao, Reino Unido e Holanda. Em 1998, exportou 35 milhoes de dólares e explorou um total de 260.000 m3 de madeira.
O estado do Pará tem 25% das reservas da Amazônia. Há 2.041 empresas do setor registradas no estado.
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