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Por que os pombos mexem a cabeça ao andar?

Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Característica nada comum ocorre em tipos de aves que andam regularmente no chão


Tauana Marin
do Diário do Grande ABC

29/11/2015 | 07:00


Pesquisadores acreditam que os movimentos feitos pelos pombos ao andarem, com a cabeça indo para frente e para trás, são sincronizados com as ações das pernas para dar estabilidade e equilíbrio aos seus corpos. É um comportamento característico apenas das aves que andam regularmente no chão. Ou seja, a ação da cabeça desses animais de solo pode ser comparado à movimentação dos braços nos seres humanos.

Galinhas também mexem a cabeça, porém, como o centro de equilíbrio depende das dimensões do corpo, em algumas delas o movimento não é tão evidente.

CARACTERÍSTICAS - Pombos alimentam-se de grãos e frutas. Eles são importantes na natureza, pois replantam as sementes das plantas que comem. Ao mesmo tempo, são aves que podem favorecer a transmissão de doenças, como a histoplasmose e criptococose – fungos que crescem junto às suas fezes. Os pombos também são responsáveis por problemas de pele e alergias que podem ser passados para as pessoas.

O aumento da disponibilidade de alimentos amplia a taxa de reprodução da colônia. Os pombos fêmeas têm de cinco a seis ninhadas por ano, geralmente com dois filhotes cada. A maturidade sexual da espécie é atingida entre seis e oito meses. Essas aves vivem de 15 a 30 anos na natureza e de três a cinco nas cidades.

Para o controle dos pombos no nosso dia a dia, não devemos alimentá-los, assim eles terão sua função na natureza e sua população em equilíbrio. Recolher sobras de alimentos de animais domésticos, pássaros de gaiola e criações também evita atrair as aves, assim como ratos e baratas. Uma dica é deixar o lixo em um saco plástico bem fechado.

Espécie é originária da Europa

O pombo doméstico e o pombo-correio são descendentes da mesma linhagem genética desse tipo de ave que vive nas rochas do mediterrâneo (na Europa), conhecido como Columba lívia. Chegaram ao Brasil trazido por imigrantes no século 16 como ave doméstica, adaptando-se muito bem aos grandes centros urbanos devido à facilidade de encontrar alimento e abrigo.

Eles utilizam como abrigos locais altos, como torre de igreja, forros de telhados e beirais de edifícios. Esses pontos são escolhidos estrategicamente de modo que possam usá-los como casa e ponto de observação de sua vizinhança e da fonte de alimento, uma vez que seu ‘lar’ fica em um raio de, no mínimo, 200 metros de locais onde há muita oferta de comida.

 

Pergunta de Maria Luiza Souza Nogueira, 11 anos, de São Bernardo, ficou curiosa para saber o motivo dessa movimentação dos pombos os observando quando andavam pela cidade.

Consultoria de Robson Oliveira Lopes, biólogo responsável pela Gerência de Controle de Zoonoses e gerente da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Santo André.

 



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