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Por que há mais água salgada do que doce no planeta?

Arquivo pessoal  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Possibilidade de se encontrar o líquido com poucas impurezas está cada vez mais difícil


Tauana Marin

25/10/2015 | 07:04


Os números comprovam: o volume de água doce no planeta está em torno de 2,5% e a salgada corresponde a 97,5%. Nessa pequena porcentagem de água doce, 2,493% estão em geleiras, lençóis freáticos ou aquíferos (grupo de formações geológicas que pode armazenar água subterrânea). A água de fácil acesso em rios, lagos e pântanos representa apenas 0,0007%.

A água do planeta está concentrada nas partes mais baixas do relevo (solo), que são os oceanos. Quando a água está indo em direção ao mar por meio dos rios, ela transporta um pouquinho de sais minerais. Esses sais são responsáveis por deixar a água salgada. Quando ela evapora, os sais ficam na água do mar e não vão para as nuvens junto com o vapor de água. Esse ciclo ocorre inúmeras vezes. 

O volume de água no planeta é o mesmo há bilhões de anos. O que acontece é que a dificuldade em se ter água doce de fácil acesso está cada vez mais difícil. Entre os motivos estão os problemas ambientais (como desmatamentos, redução das chuvas e poluição de solos), a complicação de captação e transporte e a necessidade de tratamentos cada vez mais intensos.

CRISE HÍDRICA

Sempre tivemos água em abundância. No entanto, esses recursos são finitos. Não é por acaso que, desde o ano passado, principalmente, o País enfrenta crise pela falta d’água, resultado de desperdício e de falta de chuvas em 2014. 

Existem países do Oriente Médio e África que utilizam a dessalinização (processo que retira o excesso de sal da água). No Brasil, uma região no sertão do Ceará retira o sal da água subterrânea. Porém, acaba sendo uma alternativa muito cara. No Sudeste, grandes bacias hidrográficas poderiam abastecer a população se não houvesse tantos desperdícios por causa de vazamentos, poluição e impermeabilização do solo. Os lençóis freáticos existentes nas áreas urbanas podem estar contaminados por poluentes, por isso não é recomendado utilizá-los. Em tempos de crise, é preciso ficar atento contra o desperdício.

Janaína de Souza Nascimento, 11 anos, de São Bernardo, se preocupa com a possibilidade de a água do planeta acabar. “Tenho curiosidade de saber tudo que envolve esse assunto. Por isso, economizo água, sempre.”

Consultoria de Renato Trevisan, geógrafo e professor de Geografia do Colégio Singular.  



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Por que há mais água salgada do que doce no planeta?

Possibilidade de se encontrar o líquido com poucas impurezas está cada vez mais difícil

Tauana Marin

25/10/2015 | 07:04


Os números comprovam: o volume de água doce no planeta está em torno de 2,5% e a salgada corresponde a 97,5%. Nessa pequena porcentagem de água doce, 2,493% estão em geleiras, lençóis freáticos ou aquíferos (grupo de formações geológicas que pode armazenar água subterrânea). A água de fácil acesso em rios, lagos e pântanos representa apenas 0,0007%.

A água do planeta está concentrada nas partes mais baixas do relevo (solo), que são os oceanos. Quando a água está indo em direção ao mar por meio dos rios, ela transporta um pouquinho de sais minerais. Esses sais são responsáveis por deixar a água salgada. Quando ela evapora, os sais ficam na água do mar e não vão para as nuvens junto com o vapor de água. Esse ciclo ocorre inúmeras vezes. 

O volume de água no planeta é o mesmo há bilhões de anos. O que acontece é que a dificuldade em se ter água doce de fácil acesso está cada vez mais difícil. Entre os motivos estão os problemas ambientais (como desmatamentos, redução das chuvas e poluição de solos), a complicação de captação e transporte e a necessidade de tratamentos cada vez mais intensos.

CRISE HÍDRICA

Sempre tivemos água em abundância. No entanto, esses recursos são finitos. Não é por acaso que, desde o ano passado, principalmente, o País enfrenta crise pela falta d’água, resultado de desperdício e de falta de chuvas em 2014. 

Existem países do Oriente Médio e África que utilizam a dessalinização (processo que retira o excesso de sal da água). No Brasil, uma região no sertão do Ceará retira o sal da água subterrânea. Porém, acaba sendo uma alternativa muito cara. No Sudeste, grandes bacias hidrográficas poderiam abastecer a população se não houvesse tantos desperdícios por causa de vazamentos, poluição e impermeabilização do solo. Os lençóis freáticos existentes nas áreas urbanas podem estar contaminados por poluentes, por isso não é recomendado utilizá-los. Em tempos de crise, é preciso ficar atento contra o desperdício.

Janaína de Souza Nascimento, 11 anos, de São Bernardo, se preocupa com a possibilidade de a água do planeta acabar. “Tenho curiosidade de saber tudo que envolve esse assunto. Por isso, economizo água, sempre.”

Consultoria de Renato Trevisan, geógrafo e professor de Geografia do Colégio Singular.  

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